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quarta-feira, 1 de junho de 2016

9º A e B - Descolonização da África e da Ásia - 2º BIMESTRE - 2016

A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E ÁSIA



Causas da descolonização

Sempre houve intensa resistência das nações afro-asiáticas em relação às práticas imperialistas das grandes potências. Contudo, a supremacia bélica dos europeus fez a diferença no processo neocolonizador, levando continentes inteiros à partilha por parte dos europeus e milhares de pessoas a condição de inferiores ou ao extermínio. 

Com o final da Segunda Guerra Mundial se intensifica as lutas dos nativos em prol de sua emancipação. Entre os motivos que favoreceram esse processo pode-se destacar:

O enfraquecimento das potências europeias como a França, Inglaterra e Alemanha, que estavam estraçalhadas com o desgaste ocasionado pela Segunda Guerra Mundial.
As ideias acerca da autodeterminação dos povos, que deu origem a movimentos como o pan-africanismo, que defende a união e independência de todos os povos africanos.

O despertar do nacionalismo e a atração dos ideais socialistas, que acusava o sistema capitalista de ser o grande causador do processo colonizador. Cabe destacar que a URSS tinha um claro e favorável posicionamento em relação às lutas de emancipação. Ao mesmo tempo, os americanos passaram a tutelar a emancipação de nações afro-asiáticas como forma de extirpar o perigo socialista. 

A descolonização da Ásia e África pode ser descrita a partir de quatro processos distintos: 
  • Em primeiro lugar temos as independências conquistadas por meio da negociação entre a metrópole e as elites das colônias, visando uma gradativa autonomia. 
  • A tentativa por parte da metrópole de exercer um controle sobre todo o processo de emancipação, como foi o caso da Índia e do Paquistão. 
  • As lutas das guerrilhas locais e a tentativa fracassada da metrópole conter os processos de emancipação. 
  • Os acordos entre os interesses da metrópole e as elites conservadoras, onde normalmente o processo de emancipação acabou eclodindo em guerras civis, como no Vietnã. 
Na nova ordem marcada pela disputa entre EUA e URSS os países afro-asiáticos foram pressionados a se alinharam com os grandes blocos que lideravam. A insatisfação de inúmeros países com relação a esse alinhamento incondicional deu lugar à Conferência de Bandung, na Indonésia, realizada em 1955, onde líderes de 29 países declararam a sua neutralidade em relação à Guerra Fria, e a não aceitação da interferência das superpotências nos assuntos internos. 

Há de se observar, contudo, que mesmo durante a Conferência de Bandung, vários países já estavam alinhados com a União Soviética, como no caso do Vietnã do Norte e da China e, da mesma forma, vários países já haviam sido arregimentados pelos EUA, como o Japão. Entre os principais pontos defendidos pela conferência, alguns muitas vezes não foram respeitados, como a solução dos conflitos por meios pacíficos, ou o respeito à justiça, mesmo assim cabe destacar alguns dos mais importantes:
  • Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações. 
  • Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas. 
  • Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. 

Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências, ou seja, a não aceitação de participar de esforços militares em prol das grandes potências, como a OTAN ou o Pacto de Varsóvia. 


Como já foi visto, o socialismo exerceu grande influência no processo de descolonização da África e Ásia. Já no começo do século Lênin, a grande mente da Revolução Russa, havia feito criticas incisivas ao imperialismo. Na pós-revolução russa, os bolcheviques também propagaram a ideia de autodeterminação dos povos até então oprimidos pelo regime czarista, apesar de que tal intento nunca foi levado a sério. 


Essas bandeiras, aliadas com os ideais socialistas (como o bem comum, o fim da propriedade privada e a distribuição igualitária de riquezas), com o relativo sucesso econômico (a União Soviética foi talvez, o país que menos sofreu com a Grande Depressão) e o papel fundamental dos soviéticos na Segunda Guerra Mundial, ressoaram nas nações que almejavam a sua emancipação, galgando inúmeros simpatizantes que por meio de movimentos de guerrilhas conquistaram sua emancipação.


Essa possibilidade de ampliação do bloco socialista fez com que os EUA pressionassem seus aliados França e Inglaterra, no sentido de atuarem a fim de obterem uma emancipação negociada, onde se garantisse os interesses ocidentais e capitalistas nessas regiões. Tal política surtiu efeito, fazendo com que inúmeros países conquistassem sua emancipação, mas efetivamente continuavam economicamente dependentes da antiga metrópole ou de outras potências estrangeiras.


A Descolonização da Ásia:



O processo de independência das áreas coloniais asiáticas foi por meio da guerra ou pacífica.

Mohandas Karamchand Ghandi (1869-1948)
Principal artífice do movimento de independência indiano, é advogado formado em Londres e vive de 1907 a 1914 na África do Sul, onde inicia seu movimento pacifista. Ao retornar à Índia, consegue disseminar seu movimento, cujo método principal de luta é a resistência passiva, que nega qualquer colaboração com o domínio britânico, mas mediada pela não-violência (ahimsa). É preso pelo menos quatro vezes e sensibiliza a opinião pública fazendo greves de fome. Torna-se famoso por sua simplicidade: usa sandálias de camponês e roupas feitas com algodão que ele mesmo tece manualmente. Ganha o apelido de Mahatma (homem santo, patriarca). Tenta manter hindus e muçulmanos unidos, mas os muçulmanos preferem estabelecer um Estado separado, o Paquistão. Em sua homenagem, Indira, filha de Jawaharlal Nehru - o primeiro a ocupar os cargos de primeiro-ministro e chanceler da Índia independente -, adota o sobrenome Ghandi. Ele aceita a divisão do país para evitar um banho de sangue, o que atrai a ira dos radicais nacionalistas hindus. Um deles assassina Gandhi com um tiro em janeiro de 1948.

Independência da Índia:

Bom resumo!

O imperialismo na Índia encontrou uma de suas faces mais nefastas. A milenar cultura indiana sempre atraiu os ocidentais, que por longos séculos os europeus compravam produtos indianos para revender na Europa com lucros fabulosos. Aos poucos os ingleses conseguiram desalojar os comerciantes locais e conquistaram o monopólio das atividades comerciais. Com a Revolução Industrial passaram a vender seus produtos têxteis dentro da Índia exaurindo as centenárias tecelagens indianas. Ao mesmo tempo os ingleses deslocaram milhões de trabalhadores para as atividades ligadas a produtos de exportação, o que levou a Índia a enfrentar grandes períodos de carestia de alimentos, matando mais de 30 milhões de pessoas. Um dos episódios mais terrificantes da história da humanidade.


Durante a Segunda Guerra Mundial vai se destacar no cenário indiano um líder pacifista que vai liderar os indianos à sua emancipação, trata-se de Mahatma Gandhi. Gandhi defendia que a independência seria alcançada pela mobilização espiritual da população, assim defendia a chamada “resistência silenciosa”, onde pregava a desobediência civil, e ao mesmo tempo, a não-violência. Cabe destacar que a não-violência não é uma forma passiva de contestação, muito ao contrário, Gandhi pregava a desobediência a qualquer medida injusta por parte do colonizador, mas no lugar do enfrentamento através da violência, defendia a resistência baseada na não agressão. 

Gandhi

Em 1947 a Índia consegue a sua emancipação, e por ocasião principalmente das diferenças religiosas, mesmo contra a vontade de Gandhi, o país acaba dividido em dois estados: Índia (com maioria hindu) e Paquistão (maioria muçulmana). Essa divisão, com fronteiras discutíveis pelos dois lados, vai levar e diversos conflitos de caráter étnico-religiosos com morte de mais de 250 mil pessoas, além de uma das maiores migrações do século XX, com mais de 10 milhões de pessoas atravessando fronteiras em busca da sua identidade cultural, étnica e religiosa. Dessa contestação fronteiriça surgiu um encarniçado conflito que dura várias décadas pela região da Caxemira, e se estende até os dia atuais.

Independência da Indonésia:

Boa síntese, só precisam trabalhar o espanhol, OK?

A Indonésia, que era colônia holandesa de longa data foi invadida pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, a derrota do Japão na Segunda Grande Guerra precipitou o processo de emancipação uma vez que a Holanda não conseguiu retomar o controle da região. Havia, porém, a real possibilidade da Indonésia se alinhar com os países comunistas, ideia que desagradava os capitalistas em especial o Estados Unidos. Era necessário, portanto, uma intervenção, ou uma descolonização negociada no sentido de garantir o alinhamento da Indonésia com os países capitalistas. 

Em 1949 a Holanda resolve transferir parte do poder para os indonésios. Anos mais tarde, em 1965, o líder nacionalista Sukarno, com pretensões nacionalistas, tentará eliminar os opositores pró-capitalismo com a intenção de uma descolonização plena e alinhamento com a China. Sabendo-se da tentativa de alinhamento comunista, os opositores de Sukarno, apoiados pelo Estados Unidos levarão adiante um sangrento golpe militar, com um saldo de 700 mil mortos.

A partir deste momento a Indonésia transformar-se-ia em um rincão capitalista que tinha o objetivo de impedir a expansão socialista na Ásia. Assim, 1975, a Indonésia vai invadir o Timor Leste, recém descolonizado, com o objetivo de assegurar o prevalecimento da ordem capitalista. Durante décadas os timorenses lutarão por sua independência, ou tentarão negociações com o governo da Indonésia e na ONU. Mesmo após a queda do murro de Berlim a Indonésia relutará em conceder a autonomia os timorenses, temerosa de que o processo de emancipação pudesse se espalhar pelas mais de 13 mil ilhas que formam o arquipélago da Indonésia, onde habitam mais de 300 etnias com algumas centenas de línguas e dialetos diferentes. 

Em 1999 a ONU resolve intervir nos conflitos entre separatistas e grupos paramilitares a favor da Indonésia, e envia tropas de paz para a região, tomando diretamente a administração do Timor Leste, que passa a ser presidida pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que seria morto em 2003 no Iraque, quando era representante da ONU na região. 

No ano de 2000 forma-se um governo provisório no Timor Leste. A partir deste momento o Brasil procura oferecer, mesmo que incipientemente, alguma ajuda na região. 

Sukarno (à direita) com o presidente Kennedy (à esquerda), dos Estados Unidos.

Independência da Indochina:

No ano de 1941, como resistência a ocupação japonesa, formou-se um movimento nacionalista – Vietminh – dirigido por Ho Chi Minh. Após a derrota japonesa na guerra foi proclamada a independência da República Democrática do Vietnã ( parte norte). Os franceses não reconheceram a independência e tentaram, a partir de 1946, recolonizar a Indochina, tendo início a Guerra da Indochina. Em 1954, na Conferência de Genebra foi reconhecida a independência da Indochina,
dividida em Laos, Camboja e Vietnã (parte norte e parte sul). A mesma conferência estabeleceu que o paralelo 17 dividiria o Vietnã. Em 1956 formou-se a Frente de Libertação Nacional, contra o governo de Ngo Dinh Diem – apoiado pelos EUA. A Frente contou com o apoio do Vietcong (exército guerrilheiro). O cancelamento das eleições de 1960 deu início à guerra do Vietnã. O Vietcong contou com o apoio do Vietnã do Norte, e o governo de Ngo Dinh Diem dos EUA. A guerra perdurou até 1975, quando os Estados Unidos retiraram-se da região.

A CHINA

Nesta etapa da história da China moderna, os maoístas, depois de travarem um guerra civil que se estendeu por mais de vinte anos, chegaram finalmente ao poder em Pequim proclamando a República Popular da China em outubro de 1949. Desencadeia-se então um duplo processo de revolução e de descolonização, caminho que vai conduzir a China Popular a dois graves enfrentamentos, um contra os Estados Unidos em torno da Coréia (1950-53) e o outro em confronto ideológico com a URSS pós-stalinista (a partir de 1956).

Numa entrevista com o Marechal Montgomery alguns anos após tomado o poder, Mao Tse-tung lamentava o enorme desconhecimento dele e de seus seguidores mais chegados sobre as dificuldades do seu país. De fato é fácil imaginar os obstáculos que os novos dirigentes se depararam ao tentar estabilizar uma nação que desde as Guerras do Ópio (1839-42) vivia num caos permanente. A China encontrava-se politicamente esfacelada pelos infindáveis conflitos intestinos provocados pela longa decadência do império, seguida na república pelos tumultos provocados pelos senhores da guerra e pela torturante presença da opressão colonialista. Agora, com a fundação da China Popular, os líderes lançavam-se num trabalho exaustivo. Não bastava apenas reconstruir uma sociedade dilacerada pela guerra civil, pela presença estrangeira e pela invasão japonesa, era necessário revolucioná-la.


A Caça aos Inimigos do Povo

A China inteira entrava em ebulição revolucionária. Num primeiro momento as forças maoístas realizaram uma campanha de liquidação contra os elementos que haviam sustentado Chiang Kai-shek: funcionários corruptos, administradores provinciais, etc., além de atingir com todo rigor o rebotalho social, herança da velha sociedade chinesa: membros das sociedades secretas, bandidos, traficantes, rufiões... "inimigos do povo" de uma forma geral. O peculiar neste gigantesco processo de depuração social é de que ele contou com uma ativa presença popular convocada a engajar-se na denúncia, juízo e na condenação dos acusados. A época da sua maior intensidade deu-se na primavera de 1951 quando se calcula que em Pequim aproximadamente trinta mil reuniões foram realizadas para tal fim, com a participação de mais de três milhões de pessoas. Tudo parecia como se um povo inteiro, em enormes cerimônias tribais, não apenas localizasse suas chagas como também as exorcizassem.


A Guerra da Coréia

Os projetos mais ousados do período da reconstrução tiveram que ser suspensos devido à dramaticidade dos acontecimentos que envolveram a península coreana, vizinha da China Popular, dividida como ainda hoje se encontra, em duas esferas de influência. No dia 25 de junho de 1950, as forças armadas da Coréia do Norte comunista, franqueando o paralelo 38º, lançaram-se na tentativa da reunificação total do país embaladas pela vitória dos maoístas na China no ano anterior. O Presidente Truman, contando com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, ordenou a mobilização das forças norte-americanas sediadas no Extremo-Oriente para que sustentassem o regime filo-americano da Coréia do Sul, aquela altura já completamente esmagado pela rapidez do ataque nortista.

Conduzidas pelo herói americano da II Guerra Mundial, o general Douglas MacArthur, as forças aliadas (80% delas compostas por norte-americanos) executam uma ousada manobra de desembarque em Inchon, na retaguarda do exército da Coréia do Norte, surpreendendo-o. No dia primeiro de outubro de 1950 o contra-ataque aliado bem sucedido, repeliu o exército norte-coreano, obrigando-o a refluir para as fronteiras de 1945. A 19 de outubro os americanos tomam 
Pyong Yang, a capital do norte, e seguem em direção à fronteira chinesa. Ameaçada pela presença norte-americana, a China Popular reagiu. O ministro das Relações Exteriores da Revolução, Chou En-lai, havia advertido em setembro de 1950 que "o povo chinês não ficará passivo perante uma invasão selvagem de um país vizinho pelos imperialistas".

Temendo que os norte-americanos transbordassem pelas fronteiras coreanas para dentro do território chinês, as forças maoístas, nos primeiros dias de novembro de 1950, ultrapassam o rio Yalu e executam com perfeição uma vasta operação contra-ofensiva, que levou de roldão às tropas norte-americanas. Comandados pelo célebre líder guerrilheiro Lin Piao, os chineses reconquistam Pyong Yang em quatro de dezembro e, no dia primeiro de janeiro de 1951, uma nova onda ofensiva ocupou Seul, a capital da Coréia do Sul. Esta surpreendente operação de dois meses de ataque concentrado, além de ter causado pânico nas tropas norte-americanas, levou o general MacArthur a solicitar a autorização do presidente Truman para lançar um bombardeio atômico contra a China, alegando "não haver substituição para a vitória". O presidente, não querendo começar uma terceira guerra, desta vez atômica, não só rejeitou tal medida extrema como demitiu MacArthur, nomeando o general Ridway para o seu lugar, em 11 de abril de 1951.


O Impasse e a Negociação


Depois de detida a contra-ofensiva chinesa (que foi obrigada a recuar para trás do paralelo 38º), começaram em Pan-Mun-Jon em 25 de outubro de 1951 as demoradas conversações de paz que depois de marchas e contramarchas tiveram seu epílogo apenas em 1953, quando em 27 de julho foi acertado o cessar-fogo definitivo, ocorrendo a troca de prisioneiros.

O Tratado de Amizade Sino-Soviético

As relações entre a jovem revolução chinesa e o poderoso Estado soviético se estreitaram ainda mais com a assinatura de um Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua, firmado em Moscou em 14 de fevereiro de 1950. Foi quando Mao realizou sua primeira viagem ao exterior. Stalin propositadamente deixou o líder revolucionário chinês dois meses à espera de uma audiência para demonstrar quem mandava na hierarquia do movimento comunista, que a partir da Revolução de 1949 deixava de ser eminentemente russo para também abarcar os milhões de chineses.

A URSS, mesmo assim, mesmo tendo tentado enquadrar Mao Tse-tung como subordinado, compreendia perfeitamente o valor e a importância da entrada da China para a esfera socialista. Por isso o seu auxílio desdobrou-se em financiamentos e cooparticipações em projetos industriais de grande porte que se estenderam de 1950 até 1959.


O Auxílio Soviético


Dividiu-se tal ajuda em:
a. créditos a longo prazo: 300 milhões de dólares em 14 de fevereiro de 1950 e em 12 de outubro de 1954 mais 130 milhões de dólares;
b. participação na construção de 258 "grandes projetos" que se estenderam de maio de 1964 a agosto de 1958;
c. um acordo assinado em sete de fevereiro concernente a 78 projetos (desativados quando do êxodo dos técnicos soviéticos no verão de 1960).

Em julho de 1957, o então ministro das finanças, Li Hsiennien, calculou que o conjunto da ajuda soviética havia alcançado cinco bilhões e 294 milhões de yuans (equivalente a 2 bilhões e 100 milhões de dólares), quase o equivalente mencionado depois por Krushev (2 bilhões e 85 milhões de dólares).

REVOLUÇÃO CULTURAL

A Revolução Chinesa foi um movimento político, social, econômico e cultural ocorrido na China no ano de 1911. Liderada pelo médico, político e estadista chinês Sun Yat-sen. Este movimento nacionalista derrubou a Dinastia Manchu do poder.

Causas: China antes da revolução

No século XIX, no contexto do imperialismo, a China era dominada e explorada pelas potências europeias, principalmente pelo Reino Unido. Esta potência imperialista, além de explorar a China economicamente, interferia nos assuntos políticos e culturais da China. Os imperadores da Dinastia Manchu eram submissos à dominação europeia. 

A distribuição das terras produtivas chinesas também era um outro problema para o país, pois quase 90% estavam nas mãos de grandes proprietários rurais (espécies de senhores feudais).

Entre 1898 e 1900 um ato de rebeldia contra a dominação estrangeira ocorreu na China. Os boxers fizeram uma revolta de caráter nacionalista que foi duramente reprimida pelas tropas estrangeiras. Este conflito ficou conhecido como Guerra dos Boxers.

Em 1908, Sun Yat-sen fundou o Partido Nacionalista (Kuomintang) cujo principal objetivo era fazer oposição à monarquia e ao domínio europeu no país. 

A Revolução Nacionalista

Em 1911, com o apoio de grande parte dos militares chineses, Sun Yat-sen foi proclamado primeiro presidente da República Chinesa. Porém, em várias regiões do país comandadas por grandes proprietários rurais ocorreram resistências, mergulhando a China num longo período de guerra civil. 

Em 1925, com a morte de Sun Yat-sen, ocorreu uma disputa pelo controle do Kuomintang, que acabou por se fundir com o Partido Comunista Chinês. 

Em 1927, o general Chiang Kai-shek assumiu o poder do Kuomintang e, no comando das tropas chinesas, começou a combater os opositores da República, entre eles os grandes proprietários rurais e comunistas.

Os conflitos entre nacionalistas e comunistas ficou suspenso apenas na Segunda Guerra Mundial, quando combateram, juntos, o Japão que tentava conquistar a China. Com o término da conflito mundial e a expulsão dos japoneses do território chinês, as tropas nacionalistas de Chiang Kai-shek voltaram a perseguir e combater os comunistas de Mao Tse-tung, reiniciando o conflito armado.

A Revolução Comunista 

Em outubro de 1949, os comunistas tomam o poder e proclamam a República Popular da China, com Mao Tse-tung como chefe supremo. Transformada num país comunista, a China passou por uma série de reformas como, por exemplo, coletivização das terras, controle estatal da economia e nacionalização de empresas estrangeiras.

A Descolonização da África.

Assim como a América do Sul e Central e Ásia, a África também foi colonizada pelos europeus, fato comum entre os citados é que todos foram colônias de exploração. A divisão do continente para exploração ocorreu na Conferência de Berlim, na Alemanha em 1885, nessa fizeram parte Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

A partir dessa conferência ficou definida a divisão geográfica dos respectivos territórios a serem explorados. O processo de exploração das colônias africanas durou muito tempo, as conseqüências atuais são derivadas de vários fatos históricos, sobretudo, da exploração.

No início do século XX, somente a Libéria havia alcançado a independência política em todo continente, isso prova o grau de dependência em relação às metrópoles e também o nível de atraso em desenvolvimento tecnológico, industrial e econômico em comparação aos outros continentes. O processo de independência das colônias em relação às metrópoles européias é denominado historicamente como descolonização.

Doravante a esse período, teve início uma modesta iniciativa de instaurar a independência e autonomia política das colônias, os primeiros a contemplar tal feito foi o Egito nos anos 20, além da África do Sul e Etiópia, ambos nos anos 40.

Um dos fatos que mais favoreceu o processo de descolonização da África foi sem dúvida a Segunda Guerra Mundial que ocorreu na Europa entre 1939 e 1945. Como esse conflito armado que aconteceu no continente europeu o mesmo sofreu com a destruição e o declínio econômico.

O enfraquecimento econômico e político de grande parte dos países europeus, especialmente aqueles que detinham colônias na África, foram aos poucos perdendo o controle sobre os territórios de sua administração.

Esse fato deixa explícito que a perda de territórios se desenvolveu somente pelo motivo de reconstrução que muitos países necessitavam executar, assim não podendo designar forças e recursos para o controle das metrópoles.

Aliado à questão da guerra, surgiram grupos e movimentos que lutavam em busca da independência política, essa onde libertaria se dispersou por todo o continente e perdurou por vários anos. Posteriormente, o resultado foi a restituição dos territórios e surgimento de pelo menos 49 novas nações africanas.

Porém, a luta pela independência se intensificou na década de 60, sempre marcada pelo derramamento de sangue, uma vez que nunca havia atos pacíficos.

Mesmo com todas as adversidades, os países foram alcançando sua independência política, no entanto, a divisão dos territórios ficou definida a partir da concepção européia que não levou em consideração as questões de ordem étnicas e culturais, desatenção que desencadeia uma série de conflitos em distintos lugares da África, isso por que antes dos europeus as tribos tinham suas próprias fronteiras e todos se respeitavam. Com a instauração das novas fronteiras algumas tribos foram separadas, grupos rivais agrupados, entre outros fatos que colocaram em risco a estabilidade política na região.

Depois de longas décadas de lutas para alcançar a autonomia política e econômica, hoje a África conta com 53 territórios independentes, salvo o Saara Ocidental, que é um território de domínio do Marrocos.

Apartheid

Independência do Egito:

O Império turco, iniciado na Idade Moderna, terminou com a Primeira Guerra, mas a independência das várias nações ainda estava distante. Grã-Bretanha e França, vencedoras do primeiro grande conflito mundial, assumiram o controle e dividiram o mundo árabe. O domínio ocidental, inseparável da exploração econômica, acirrou ainda mais o nacionalismo árabe. Embora houvesse colônias desde o norte da África até o Oriente Médio, a maioria desses territórios era protetorado francês ou britânico.


Egito

O processo de descolonização do mundo árabe foi iniciado pelo Egito, que se tornou independente em 1936, com manutenção da monarquia. Em 1954, oficiais liderados por Gamal Abdel Nasser derrubaram o governo do rei Farouk e proclamaram a república. Nasser comandou o país até sua morte em 1970. Marcada por um forte nacionalismo, a política interna egípcia passou a nacionalizar e estatizar companhias estrangeiras, além de iniciar uma reforma agrária e vigorosos planos de modernização do país. Na política externa, o Egito criou o 'neutralismo positivo', diplomacia aberta baseada na defesa às lutas de libertação colonial e no pan-arabismo.


Outros movimentos de libertação

No Magreb francês, em 1956, após vários anos de violentos confrontos nacionalistas, o Marrocos e a Tunísia conseguiram a liberdade. O resto do mundo árabe, como Iraque ou Líbia, constituiu-se em Estados independentes, que buscaram uma identidade cultural enquanto povos islâmicos. Os movimentos de libertação avançaram e o nascimento da Liga Árabe (1945) indicou uma possível união entre as diferentes nações, alicerçada na solidariedade entre seus membros. Depois que esses países se tornaram independentes, o que se observou foram guerras internas que a Liga não pôde evitar. Nesse período, organizou-se também um grande movimento sionista para criar um 'lar nacional judeu na Palestina'. Em 1947, a ONU decidiu pela partilha da Palestina: a judaica e a palestina. Com a retirada britânica, nasceu oficialmente o Estado de Israel (1948), gerando reação dos países árabes e a 'Questão Palestina'.

Independência da Argélia:

O movimento nacionalista argelino começou em 1945. Liderada por muçulmanos este movimento inicial foi reprimido. As manifestações intensificaram-se após a fundação da Frente Nacional de Libertação – influenciada pelo fundamentalismo islâmico. A guerra de independência começou em 1954. Em 1957 ocorreu a Batalha de Argel – duramente reprimida pelo exército francês. No ano de 1962 houve a assinatura do acordo de Evian, ocorrendo o reconhecimento da independência argelina.

A partilha da África na Conferência de Berlim (1884-1885) ignorou a complexidade étnico-cultural e a organização tribal preexistentes. Fronteiras artificiais estabeleceram o 'dividir para reinar'. Apesar da diversidade, foi forjada certa unidade desses povos que, em plena Guerra Fria, organizaram movimentos culturais, partidos políticos e ações armadas para alcançar a independência. Os Estados Unidos apoiaram a descolonização, temendo que o radicalismo das lutas favorecesse a ampliação do bloco socialista. As elites coloniais comandaram o processo, formando dezenas de países após 1950, nos quais as rivalidades persistiram. As colônias da África negra, em sua maioria francesas ou britânicas, iniciaram sua independência em 1957. Foi um processo rápido, do qual surgiram mais de 30 novos países. A independência em geral era negociada e se implantava gradualmente. Em alguns países, porém, ela teve de ser conquistada pelas armas, como Quênia ou Madagáscar.

O colonialismo francês

A França tinha diversos protetorados no norte da África, mas enquanto algumas zonas tinham escassa presença de sua população, na Argélia vivia 1 milhão de franceses (pieds noirs ou 'pés pretos'), que controlavam boa parte das melhores terras do país e não queriam abandoná-las. Além disso, a França tinha fortes interesses econômicos nas colônias, motivo pelo qual se negava a conceder a independência.

A guerra da independência

A oposição da França à independência da Argélia levou a uma guerra, iniciada em 1954. Os nacionalistas argelinos, agrupados na Frente de Libertação Nacional (FLN), lutaram contra as tropas francesas e contra a OAS, movimento militar de extrema direita, favorável à manutenção da Argélia sob o domínio francês. Um dos tristes marcos dessa luta de libertação foi a Batalha de Argel (1957). Apesar das modernas táticas de guerrilha rural e urbana adotadas pela FLN, não foi possível evitar a vitória francesa, o desmantelamento da Frente na capital e a sangrenta repressão à população civil árabe. Apesar da vitória, a longa guerra gerou uma crise no governo francês. Em 1958, o general Charles de Gaulle assumiu o comando do país e iniciou o processo de negociação de paz, apesar da oposição de setores mais conservadores do exército francês. O Acordo de Evian formalizou a independência argelina em 1962.

A independência das colônias portuguesas

Portugal foi o último a ceder à descolonização. Na década de 60, influenciadas pelo modelo soviético, as colônias de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola iniciaram suas lutas de libertação. O reconhecimento da independência desses países, no entanto, só veio em 1975, após a Revolução dos Cravos (1974) – que causou a queda do salazarismo e a redemocratização portuguesa. Após a independência, desencadearam-se sangrentas guerras civis nesses países. Com o fim da Guerra Fria, antigos conflitos explodiram na África negra, reforçados pela marginalização social e pela estagnação econômica.


As consequências da descolonização:

o surgimento de novos países que, ao lado das nações latino americanas, formaram o bloco do Terceiro Mundo. Este bloco fica sob a dependência dos países capitalistas desenvolvidos (Primeiro Mundo) ou de países socialistas (Segundo Mundo). A dependência deste bloco será responsável pela concentração de renda nos países ricos e pelo crescente endividamento externo dos países subdesenvolvidos, apresentando sérios problemas de saúde, educação, desnutrição, entre outros.

RESUMASSO:

O contexto do processo de descolonização da Ásia se dá quase que simultaneamente ao da Segunda Gurra Mundial, um dos maiores conflitos armados da história. Ao fim da Segunda Guerra, quando se inicia a Guerra Fria, o capitalismo, encabeçado pelos Estados Unidos e o socialismo, liderado pelos Soviéticos tinham grandes pretensões de expandir seus domínios e disseminar suas ideologias e doutrinas para outros territórios. Esses sistemas viram naquele momento uma oportunidade para atingir seus objetivos, e prestaram apoio a várias colônias que queriam se tornar independentes.

As colônias asiáticas alcançaram sua independência em datas próximas, formando quase que uma onda de libertação no continente asiático e quebrando o longo domínio europeu sobre seus territórios, defendendo seus interesses e suas crenças.
Resumo sobre a descolonização da Ásia
A China deu início à revolução socialista em seu território, impedindo assim que forças inglesas, alemãs e japonesas continuassem a comandar a região.
As Filipinas tornam-se independentes em 12 de junho de 1946 tendo sua República proclamada por Manoel Roxas.
O Irã consegue a retirada das tropas do exército soviético em 15 de junho de 1947 tornando-se assim independente.
O Paquistão e a Índia põem fim ao domínio britânico em seu território em 15 de agosto também de 1947.
Siri Lanka (antigo Ceilão) e Brimânia tornam-se independentes em 4 de janeiro de 1948.
O Camboja torna-se independente no ano de 1954, sendo já autônomo dentro da União Francesa desde o ano de 1946. Insatisfeitos com a declaração do príncipe Norodon Sihanuk, que declara-se neutro, a extrema direita das forças armadas lançam um golpe de Estado e derrubam o príncipe em 13 de março de 1970, comandado pelo general Lon Nol que permite a entrada de tropas americanas no país com a finalidade de combater o temido Khmer Vermelho, movimento de extrema que agia na clandestinidade.
O subcontinente da Índia era a parte central do império britânico no século XX, cujos territórios formam hoje Paquistão e Bangladesh. Sua independência iniciou-se de sob o comando do advogado hindu Mohandas Gandhi, que posteriormente passaria a ser conhecido como Mahatma (que significa “grande alma”) Gandhi. Ele pregava resistência de forma pacífica e reformas socioeconômicas que dariam melhores condições de vida aos 60 milhões de párias que tinham posição contra ao monopólio britânico.
No ano de 1947 Índia e Paquistão, lideradas por Jauaharlal Nehru e Liaqat Ali Cã (como primeiro ministro) respectivamente tornam-se independentes, contudo, o alto custo dos conflitos entre hindus e muçulmanos continuam a causar vítimas e os estados de Jammu e Caxemira, mesmo o cessar fogo decretado pela ONU (Organização das Nações Unidas) não dá resultado. Assim no ano de 1957 a Índia tem anexado ao seu território sua parte ocupada do estado da Caxemira, contrariando a Assembleia Geral.

Apesar das dificuldades o continente asiático conseguiu se sobrepor a dominação Européia e fazer-se independente, com apoio de capitalistas e socialistas, várias colônias se libertaram e puderam seguir com suas próprias culturas e sistemas de sociedade.


EXERCÍCIOS FIXAÇÃO:

1. (Mackenzie) "Cremos como verdades evidentes, por si próprias, que todos os homens nasceram iguais, que receberam do seu Criador alguns direitos inalienáveis; que entre esses direitos estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade; que é para assegurar esses direitos que os Governos foram instituídos..."
(Declaração de Independência dos EUA - 04.07.1776).
Esta declaração inspirou-se nos ideais do:
a) Neoliberalismo.
b) Absolutismo.
c) Iluminismo.
d) Positivismo.
e) Estoicismo.

2. (Cesgranrio) "Morre um homem por minuto em Ruanda. Um homem morre por minuto numa nação do continente onde o Homo Sapiens surgiu há um milhão de anos... Para o ano 2000 só faltam seis, mas a Humanidade não ingressará no terceiro milênio, enquanto a África for o túmulo da paz."
(Augusto Nunes, in: jornal O GLOBO, 6.8.94)

A situação de instabilidade no continente africano é o resultado de diversos fatores históricos, dentre os quais destacamos o(a):
a) fortalecimento político dos antigos impérios coloniais na região, apoiado pela Conferência de Bandung.
b) declínio dos nacionalismos africanos causado pelo final da Guerra Fria.
c) acirramento das guerras intertribais no processo de descolonização que não respeitou as características culturais do continente.
d) fim da dependência econômica ocorrida com as independências políticas dos países africanos, após a década de 50.
e) difusão da industrialização no continente africano, que provocou suas grandes desigualdades sociais.

3. (Cesgranrio) "A Conferência está de acordo em declarar que o colonialismo, em todas as suas manifestações, é um mal a que deve ser posto fim imediatamente."
(DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG, abril de 1955)

Após a Segunda Guerra Mundial, a dominação ocidental no continente asiático e no continente africano foi contestada por movimentos locais de confronto com as nações imperialistas, em prol da independência e da autodeterminação dos povos desses continentes. Dentre os fatores que possibilitaram o processo de descolonização afro-asiático, NÃO podemos apontar a(o):
a) influência da doutrina socialista, principalmente nas áreas coloniais que sofreram transformações revolucionárias, tais como o Vietnã e Angola.
b) transferência para as áreas coloniais de uma ideologia humanista e antinacionalista, expressa na organização doutrinária do Bloco dos Não-Alinhados.
c) deslocamento dos centros hegemônicos das decisões políticas internacionais da Europa para os EUA e a U.R.S.S.
d) enfraquecimento das potências coloniais européias provocado por sua participação na Segunda Guerra Mundial.
e) fim do mito da inferioridade dos povos afro-asiáticos, em virtude das vitórias japonesas contra os ocidentais na guerra do Pacífico.

4. (Fatec) A descolonização do Oriente Médio enfrentou sérias dificuldades decorrentes, entre outras razões, das arbitrariedades cometidas na demarcação dos territórios de cada uma das novas nações. Esse procedimento, ao tentar solucionar os problemas dos ex-dominadores, dividiu grupos tradicionais, tirando-lhes regiões ricas ou estratégicas, colocando, com isso, os nascentes Estados em rivalidade permanente e levando, algumas vezes, ao surgimento de guerras como a Guerra dos Seis Dias (1967).
Esse conflito trouxe como principal problema para aquela região:
a) o boicote petrolífero determinado pela OPEP contra os países do Ocidente.
b) a guerra civil no Líbano após a queda de Nasser no Egito.
c) a ocupação por Israel de vários territórios árabes, principalmente a margem ocidental do rio Jordão.
d) a internacionalização de Jerusalém e a ocupação israelense em Golan.
e) o fechamento do Canal de Suez e a ocupação egípcia da região do Sinai.

5. (Fgv) "... em 1955, em Bandung, na Indonésia, reuniram-se 29 (...) países que se apresentavam como do Terceiro Mundo. Pronunciaram-se pelo socialismo e pelo neutralismo, mas também contra o Ocidente e contra a União Soviética, e proclamaram o compromisso dos povos liberados de ajudar a libertação dos povos dependentes..."
A conferência a que o texto se refere é apontada como um
a) indicador da crise do sistema colonial por representar os interesses dos países que estavam sofrendo as conseqüências do processo de industrialização na Europa.
b) indício do processo de globalização da economia mundial uma vez que suas propostas defendiam o fim das restrições alfandegárias nos países periféricos.
c) sintoma de esgotamento do imperialismo americano no Oriente Médio, provocado pela quebra do monopólio nuclear a favor dos árabes.
d) sinal de desenvolvimento da economia dos denominados "tigres asiáticos" que valorizou o planejamento estratégico, a industrialização independente e a educação.
e) marco no movimento descolonizador da África e da Ásia que condenou o colonialismo, a discriminação racial e a corrida armamentista.

6. (Fgv) O genocídio que teve lugar em Ruanda, assim como a guerra civil em curso na República Democrática do Congo, ou ainda o conflito em Darfur, no Sudão, revelam uma África marcada pela divisão e pela violência. Esse estado de coisas deve-se, em parte,
a) às diferenças ideológicas que perpassam as sociedades africanas, divididas entre os defensores do liberalismo e os adeptos do planejamento central.
b) à intolerância religiosa que impede a consolidação dos estados nacionais africanos, divididos nas inúmeras denominações cristãs e muçulmanas.
c) aos graves problemas ambientais que produzem catástrofes e aguçam a desigualdade ao perpetuar a fome, a violência e a miséria em todo o continente.
d) à herança do colonialismo, que introduziu o conceito de Estado-nação sem considerar as características das sociedades locais.
e) às potências ocidentais que continuam mantendo uma política assistencialista, o que faz com que os governos locais beneficiem-se do caos.

7. (Fuvest) Assolado pela miséria, superpopulação e pelos flagelos mortíferos da fome e das guerras civis, a situação de praticamente todo o continente africano é, neste momento de sua história, catastrófica. Este quadro trágico decorre:
a) de fatores conjunturais que nada têm a ver com a herança do neocolonialismo, uma vez que a dominação colonial européia se encerrou logo após a segunda guerra mundial.
b) exclusivamente de um fator estrutural, posterior ao colonialismo europeu, mas interno ao continente, que é o tribalismo, que impede sua modernização.
c) da inserção da maioria dos países africanos na economia mundial como fornecedores de matérias-primas cujos preços têm baixado continuamente.
d) exclusivamente de um fator estrutural, externo ao continente, a espoliação imposta e mantida pelo Ocidente que bloqueia a sua autodeterminação.
e) da herança combinada de tribalismo e colonialismo, que redundou na formação de micro-nacionalismos incapazes de reconstruir antigas formas de associação bem como de construir novas.

8. (Fuvest) As resistências à descolonização da Argélia derivaram essencialmente:
a) da reação de setores políticos conservadores na França, associados aos franceses que viviam na Argélia.
b) da pressão das grandes potências que temiam a implantação do fundamentalismo islâmico na região.
c) da iniciativa dos Estados Unidos que pressionaram a França a manter a colônia a qualquer preço.
d) da ação pessoal do general De Gaulle que se opunha aos projetos hegemônicos dos Estados Unidos.
e) da atitude da França que desejava expandir suas colônias, após a Segunda Guerra Mundial.

9. (Fuvest) Portugal foi o país que mais resistiu ao processo de descolonização na África, sendo Angola, Moçambique e Guiné-Bissau os últimos países daquele continente a se tornarem independentes. Isto se explica
a) pela ausência de movimentos de libertação nacional naquelas colônias.
b) pelo pacifismo dos líderes Agostinho Neto, Samora Machel e Amílcar Cabral.
c) pela suavidade da dominação lusitana baseada no paternalismo e na benevolência.
d) pelos acordos políticos entre Portugal e África do Sul para manter a dominação.
e) pela intransigência do salazarismo somente eliminada com a Revolução de Abril de 1974.

10. (Fuvest) Na década de 1950, dois países islâmicos tomaram decisões importantes: em 1951, o governo iraniano de Mossadegh decreta a nacionalização do petróleo; em 1956, o presidente egípcio, Nasser, anuncia a nacionalização do canal de Suez. Esses fatos estão associados
a) às lutas dos países islâmicos para se livrarem da dominação das potências Ocidentais.
b) ao combate dos países árabes contra o domínio militar norte-americano na região.
c) à política nacionalista do Irã e do Egito decorrente de uma concepção religiosa fundamentalista.
d) aos acordos dos países árabes com o bloco soviético, visando à destruição do Estado de Israel.
e) à organização de um Estado unificado, controlado por religiosos islâmicos sunitas.

11. (Puc-rio) As lutas pela descolonização transformaram profundamente o mapa político mundial na segunda metade do século XX. As alternativas abaixo relacionam características importantes dos Estados nacionais surgidos na África e Ásia ao longo desse período, com EXCEÇÃO de uma. Qual?
a) A maioria dos novos Estados nacionais adotou sistemas políticos e modelos de governo ocidentais inspirados nas experiências de suas metrópoles.
b) Os Estados recém-constituídos conseguiram construir uma identidade política sólida, o que permitiu a organização do movimento dos países "não-alinhados", em Bandung, na Indonésia.
c) Na maioria dos novos países, coube ao Estado tomar para si as tarefas de modernização e crescimento econômico com o objetivo de promover o desenvolvimento nacional.
d) Nos países em que a independência se realizou por meio de revoluções sociais, os novos Estados tenderam para o modelo soviético.
e) Nos processos de independência conseguidos através de guerras contra as antigas metrópoles, os exércitos nacionais e suas lideranças acabaram por desempenhar um papel de destaque na política nacional dos novos Estados.

12. (Pucmg) Na segunda metade do século XX, após décadas de dominação européia, os povos da África conseguem se libertar. São marcas dos Estados Africanos hoje, EXCETO:
a) o domínio exercido por uma elite africana em lugar do antigo dominador.
b) o falso desenvolvimento econômico realizado em proveito do capital externo.
c) a independência formal associada à manutenção do domínio de "tipo colonial".
d) a solidariedade dos povos negros em luta contra os resíduos da europeização.
e) a tendência autoritária e violenta dos pequenos Estados recém-formados.

13. (Pucsp) "A economia dos países africanos caracteriza-se por alto endividamento externo, elevadas taxas de inflação, constante desvalorização da moeda e grande grau de concentração de renda, mantidos pela ausência ou fraqueza dos mecanismos de redistribuição da riqueza e pelo aprofundamento da dependência da ajuda financeira internacional, em uma escala que alguns países não tiveram nem durante o colonialismo".
Leila Leite Hernandez. "A África na sala de aula". São Paulo: Selo Negro Edições, 2005, p. 615.

O fragmento caracteriza a atual situação geral dos países africanos que obtiveram sua independência na segunda metade do século XX. Sobre tal caracterização pode-se afirmar que:
a) deriva sobretudo da falta de unidade política entre os Estados nacionais africanos, que impede o desenvolvimento de uma luta conjunta contra o controle do comércio internacional pelos grandes blocos econômicos.
b) é resultado da precariedade de recursos naturais no continente africano e da falta de experiência política dos novos governantes, que facilitam o agravamento da corrupção e dificultam a contenção dos gastos públicos.
c) deriva sobretudo das dificuldades de formação dos Estados nacionais africanos, que não conseguiram romper totalmente, após a independência, com os sistemas econômicos, culturais e político-administrativos das antigas metrópoles.
d) é resultado exclusivo da globalização econômica, que submeteu as economias dos países pobres às dos países ricos, visando à exploração econômica direta e estabelecendo a hegemonia norte-americana sobre todo o planeta.
e) deriva sobretudo do desperdício provocado pelas guerras internas no continente africano, que tiveram sua origem no período anterior à colonização européia e se reacenderam em meio às lutas de independência e ao processo de formação nacional.

14. (Uerj) A África subsaariana conheceu, ao longo dos últimos quarenta anos, trinta e três conflitos armados que fizeram no total mais de sete milhões de mortos. Muitos desses conflitos foram provocados por motivos étnico-regionais, como os massacres ocorridos em Ruanda e no Burundi.
(Le Monde Diplomatique, maio/1993 - com adaptações.)

Das alternativas abaixo, aquela que identifica uma das raízes históricas desses conflitos no continente africano é:
a) a chegada dos portugueses, que, em busca de homens para escravização, extinguiram inúmeros reinos existentes
b) a Guerra Fria, que, ao provocar disputas entre EUA e URSS, transformou a África num palco de guerras localizadas
c) o Imperialismo, que, ao agrupar as diferentes nacionalidades segundo tradições e costumes, anulou direitos de conquista
d) o processo de descolonização, que, mantendo as mesmas fronteiras do colonialismo europeu, desrespeitou as diferentes etnias e nacionalidades


15. (Ufmg) "O colonialismo em todas as suas manifestações, é um mal a que deve ser posto fim imediatamente."
Os argumentos dessa reinvidicação, expressa na Conferência de Bandung (1955), estavam fundamentados
a) na Carta das Nações Unidas e Declaração dos Direitos do Homem.
b) na Encíclica "Rerum Novarum" e nas resoluções do Concílio Vaticano II.
c) na estratégia revolucionária do Kominform para as regiões coloniais.
d) na Teoria do Efeito Dominó do Departamento de Estado americano.
e) nas teorias de revolução e imperialismo do marxismo-leninismo.

16. (Ufrn) Em relação ao processo de descolonização afro-asiático, é correto afirmar:
a) As potências européias, fortalecidas com o fim da 2 Guerra Mundial, investiram recursos na luta contra os movimentos de libertação que explodiam nas colônias.
b) A Organização das Nações Unidas tornou-se o parlamento no qual muitos países condenavam o neocolonialismo, dado que proclamava a autodeterminação dos povos.
c) A Guerra Fria dificultou a descolonização, em virtude da oposição de soviéticos e americanos, que viam no processo uma limitação de seu poder de influência na África e na Ásia.
d) As nações que optaram por guerra e luta armada foram as únicas que conquistaram independência e autonomia política frente à dominação dos países europeus.

17. (Ufv) O vasto império colonial português na África, cujas origens se encontram na expansão ultramarina no século XV, começou a ruir a partir da década de 50 do século XX, quando suas colônias iniciam as lutas pela independência. Esse processo estava associado ao fim do Imperialismo e do Colonialismo, com a emancipação das colônias européias na África e na Ásia. Dentre as opções abaixo, assinale aquela que NÃO está diretamente associada ao fim do Imperialismo e do Colonialismo. afro-asiático:
a) A ampliação do poder econômico e político dos Estados Unidos e da União Soviética.
b) As transformações políticas, econômicas, sociais e ideológicas causadas pela Segunda Grande Guerra.
c) A ampliação dos movimentos de caráter nacionalista.
d) O declínio da hegemonia européia iniciado na Primeira Guerra Mundial.
e) As pressões da China comunista pela ampliação de sua área de influência na Ásia e na África ocidental.

18. (Unesp) A Inglaterra, detentora do mais rico e poderoso império marítimo, chegou ao auge de sua supremacia no Século XIX. A decadência do Império Britânico e o processo de descolonização nas colônias oriundas de povoamento inglês, relacionam-se com
a) a educação política veiculada pelos dominadores, procurando desenvolver a consciência antiimperialista dos dominados.
b) a transformação de alguns domínios em comunidades autônomas e iguais, não subordinadas umas às outras, embora unidas por uma fidelidade comum à Coroa Britânica e livremente associadas.
c) o controle administrativo direto das terras árabes, segundo fundamentos filantrópicos e zelo missionário.
d) o prolongado governo pela força e sem nenhum grau de autonomia dos domínios do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
e) a transferência de tecnologia para os domínios da África e da Ásia, a fim de assegurar imediata independência econômica.

19. (Unirio) A descolonização do continente africano, a partir de 1950, libertou nações do imperialismo. Entretanto, não solucionou os problemas estruturais de diversos países do continente. Sobre os países africanos descolonizados, é correto afirmar-se que:
a) em Ruanda, ao processo de independência, conquistada em 1962, seguiu-se a criação de um governo de coalizão popular que, apoiado por investimentos ocidentais, extinguiu as rivalidades étnicas e as guerras tribais.
b) em Angola, a prolongada guerra civil após a independência, em 1975, provocou a intervenção da ONU no conflito, com a participação de soldados brasileiros, cujo objetivo é desarmar a guerrilha e auxiliar na reconstrução do país.
c) em Moçambique, que alcançou a independência em 1975, o movimento guerrilheiro de inspiração socialista FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), apoiado pela União Soviética, conquistou a gestão das regiões auríferas da Rodésia.
d) na Argélia, independente em 1962, após o fracasso das tentativas de estabelecimento da democracia com as recentes eleições, ocorreu o golpe de estado dos fundamentalistas muçulmanos.
e) na Namíbia, a fraqueza política e econômica dos governos posteriores à independência, ocorrida em 1990, facilitou a invasão militar, com a anexação de seu território pela África do Sul.

20. (Ufes) O presidente sul-africano ficou surpreso ao saber que, no Brasil, o maior país de população negra fora da África, se fala uma só língua e se pratica o sincretismo religioso. ("O Globo" - 23/7/98)

O texto se refere à visita ao Brasil do presidente sul-africano, Nelson Mandela, que combateu duramente os sérios problemas enfrentados pela África do Sul após se libertar da sujeição efetiva à Inglaterra. Uma das dificuldades por que passou o país foi a política de "apartheid", que consistia no(a)
a) resistência pacífica, que previa o boicote aos impostos e ao consumo dos produtos ingleses.
b) radicalismo religioso, que não permitia aos brancos professar a religião dos negros, impedindo o sincretismo religioso que interessava aos ingleses.
c) manutenção da igualdade social, que facilitava o acesso à cultura a brancos e negros, desde que tivessem poder econômico e político.
d) segregacionismo oficial, que permitia que uma minoria de brancos controlasse o poder político e garantisse seus privilégios diante da maioria negra.e) desarmamento obrigatório para qualquer instituição nacional e exigência do uso exclusivo do dialeto africano nas empresas estrangeiras.


GABRITO: 
1.C 
2.C 
3.B 
4.C 
5.E 
6.D 
7. E 
8.A 
9.E 
10.A 
11.B 
12.D 
13.C
14.D 
15.A
16.B
17.E 
18.B
19.B
20.D

sexta-feira, 22 de abril de 2016

9º A e B - 2º Guerra Mundial (1930 - 1945) - 2° Bimestre (2016)

ANTES DE APROFUNDAR NOS CONTEÚDOS OUÇA ESTE DISCURSO (E REFLITA!)

Um discurso pro capital, mas que pro momento serviu de puxam de orelha em Hitler

Segunda Guerra Mundial


Indicação de meu aluno Gustavo 9º A

A Segunda Guerra Mundial, iniciada em setembro de 1939, foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em todos os continentes, de forma direta ou indiretamente. O número de mortos superou os cinquenta milhões havendo ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.

É difícil de calcular quantos outros milhões saíram do conflito vivos, mas completamente inutilizados devido aos traumatismos psíquicos a que foram submetidos (bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente). Outra de suas características, talvez a mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população civil na retaguarda. Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos militares excluindo os civis.

Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra psicológica" ou "guerra de desgaste". Naturalmente que a evolução da aviação e das armas autopropulsadas permitiu-lhes que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse suprimida.

Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares, esta atingiu a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento.

Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal fim. Com disse o historiador R.A.C. Parker:"O conceito que a humanidade tinha de si mesmo, nunca voltará a ser o mesmo".

Enfim a Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi consequência do exacerbado desenvolvimento industrial das nações européias. De certa forma, levando em consideração suas especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.

Desta forma, a Segunda Guerra é considerada como uma verdadeira guerra mundial, sendo uma consequência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em consequência de suas maiores dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano Pacífico.


AS TÁTICAS

As hostilidades começaram na Europa em 1º de setembro de 1939, quando divisões nazistas entraram no território polonês. No dia 3, a França e a Inglaterra declararam guerra à Alemanha.


Utilizando-se de uma estratégia nova – a blitzkrieg, “guerra-relâmpago” - , os alemães não tiveram dificuldade em vencer os poloneses. Ao fim de duas semanas, a Polônia já estava derrotada. Em seguida, os nazistas caminharam em direção à França, que foi dominada rapidamente. Nesse meio tempo, caíram em poder dos alemães a Dinamarca, a Bélgica, a Holanda e a Noruega.

Grande parte da França ficou sob domínio alemão durante o conflito. Uma parcela da população resistiu aos nazistas, principalmente os membros do partido Comunista Francês, no que ficou conhecido como Resistência francesa.

Do território francês, a aviação alemã começou a bombardear os ingleses, causando sérios prejuízos materiais e humanos. A Força Aérea Britânica (RAF), no entanto, conseguiu enfrentar os aviões nazistas e impediu que o território inglês fosse invadido e ocupado.

A Itália tentou invadir a Grécia, mas suas tropas foram derrotadas, obrigando o Exército alemão a enviar algumas divisões para ajudar os fascistas.

Em 1941, ocorreu aquele que, para muitos historiadores, foi o grande erro de Hitler: sem que a Inglaterra estivesse dominada, ele deu ordens para ativar a Operação Barbarrossa, por meio da qual invadiria a União Soviética. Estava rompido o pacto estabelecido com Stálin dois anos antes.

Enquanto os alemães conseguiam importantes vitórias na Europa, na Ásia o Japão dava prosseguimento ao seu projeto expansionista, invadindo a China e outras regiões no Pacífico. As rivalidades imperialistas dos japoneses com os norte-americanos, que já vinham de longa data, explodiram com intensidade. Em dezembro de 1941, a base naval de Pearl Harbour, no Havaí, foi atacada pelos japoneses, determinando a entrada dos Estados Unidos no conflito.


"O DISCURSO"




A 2º FASE DA GUERRA 1941 – 1945

Com a entrada da União Soviética e dos Estados Unidos e com a consolidação do Eixo Roma-Berlim-Tóquio, as duas guerras localizadas fundiram-se em um só conflito, de caráter realmente mundial.

Em 1942, os países do Eixo conseguiram vitórias expressivas. Lembre-se que eles já vinham se organizando há muito para este conflito, enquanto Estados Unidos e a União Soviética ainda teriam que dispor de tempo para se preparar adequadamente. Os japoneses continuaram sua expansão vitoriosa, dominando a Indochina, a Malásia e atacando as Filipinas e várias outras ilhas do Pacífico. Na União Soviética, a invasão alemã causou um prejuízo violento. Tropas nazistas chegaram próximo a Moscou.

Em 1943, a sorte do Eixo começou a mudar. Os Estados Unidos conseguiram as primeiras vitórias contra o Japão, enquanto a União Soviética conseguia deter o avanço alemão em Stalingrado. A partir daí, o Exército soviético passou a esmagar os nazistas, empurrando-os de volta a Alemanha.

Em 1944, apesar de toda a violência dos combates, já estava claro que o Eixo chegava ao seu limite máximo de resistência e que teria cada vez mais dificuldades para continuar no conflito. Ainda mais que, em junho desse mesmo ano, os norte-americanos e os ingleses desembarcaram na França, e a Alemanha teve que dividir suas tropas em duas frentes. Essa invasão foi considerada o Dia D, isto é, o dia decisivo da guerra. De fato, trata-se mais de um mito do que uma verdade histórica, pois a Alemanha sofreu suas grandes derrotas no lado oriental, ou seja, o maior responsável pela vitória sobre o nazismo foi, o Exército soviético.


O BRASIL NA 2º GUERRA MUNDIAL

Neste ano também, o governo brasileiro enviou um corpo de soldados para lutar na Itália contra os fascistas. Era a Força Expedicionária Brasileira (FEB) que, apesar de pequena, deu sua colaboração para a vitória aliada. Em agosto de 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália e a decisão de enviar as tropas em 1944, além de atender a um pedido dos estados Unidos, deveu-se ao torpedeamento de alguns navios brasileiros supostamente por submarinos alemães.



Em 1945, finalmente, a guerra terminou, com a derrota do Eixo. Já no ano anterior a Itália se retirara do conflito. Mussolini fora preso, mas os alemães conseguiram libertá-lo e ele tentou reorganizar o governo. Em 1945, foi novamente preso e dessa vez fuzilado. Em abril, a ocupação de Berlim levou Hitler e alguns de seus auxiliares a se suicidarem. A Alemanha, em maio de 1945, estava invadida e ocupada pelos soviéticos e pelos norte-americanos. Terminava definitivamente o conflito na Europa.

Restava o Japão, cujo governo continuava a estimular uma resistência que causava significativas baixas entre as tropas norte-americanas. A resistência japonesa, a não aceitação de uma rendição incondicional e o temor, por parte dos norte-americanos, de uma possível participação soviética na derrota final do Japão levaram o governo Truman a apressar o desfecho da guerra. Nesse contexto, explica-se o lançamento de duas bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto, respectivamente nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Seguiu-se a rendição incondicional do Japão, e o armistício foi assinado em 1945. A guerra terminara, deixando um saldo terrível de cerca de 50 milhões de mortos, países completamente devastados e cidades “varridas” do mapa.



A Europa, que já havia ficado enfraquecida com a Primeira Guerra, viu sua situação se agravar, pois quem passava a deter a hegemonia no mundo eram os Estados Unidos e a União Soviética.

Nos meses finais do conflito, já prevendo a vitória, Roosevelt dos estados unidos, Churchill da Inglaterra e Stálin da União Soviética começaram a discutir os rumos da política e da economia mundiais.

As principais reuniões celebradas entre os três líderes durante o conflito foram:
  • A Conferência de Teerã, em 1943. Os três se comprometeram a continuar a luta até a derrota definitiva do Eixo; decidiu-se que haveria a abertura de uma nova frente, a ocidente, para obrigar os alemães a dividirem suas forças.
  • A Conferência de Yalta, em 1945. Novamente os três líderes se reuniram para traçar as áreas de influencia de cada um. Por sugestão de Churchill, acatada por Stálin, a Europa Oriental seria considerada área de influencia da união Soviética.
  • A Conferência de Potsdam, em 1945. Decidiu-se pela ocupação da Alemanha e sua divisão em quatro áreas, situação que deveria se manter até a completa desnazificação do país. Nessa conferência, o presidente dos estados Unidos já era Truman, em virtude do falecimento de Roosevelt.

O FIM DA 2º GUERRA MUNDIAL

Quando a guerra terminou, o mundo estava dividido: de um lado os países capitalistas e, de outro, os socialistas. Era a chamada Guerra Fria. Até os últimos dias da década de 1980, ainda vivíamos sob a ameaça de um outro conflito entre as potências; e desta vez com armas atômicas, o que significaria a destruição do mundo. Hoje, isso parece ser um filme de ficção científica. A derrocada do império soviético colocou um fim na polarização militar mundial.


O HOLOCAUSTO


A SOLUÇÃO FINAL


Trata-se de uma das mais cruéis formas de detenção, que muitas vezes resulta na exploração de mão-de-obra prisional e extermínio dos presos. Em geral, resultam em regimes de exceção, tendo como vítimas principais opositores políticos e grupos étnicos considerados minoritários. Em alguns momentos da história, a junção do autoritarismo político e do uso arbitrário do poder militar levou ao surgimento desses locais. O exemplo mais famoso, talvez por ser um dos piores, está na Alemanha nazista de Hitler, onde milhões de judeus, ciganos, homossexuais e comunistas foram mortos, expostos a experiências científicas ultrajantes, trabalho forçado, às piores crueldades que se possa imaginar. Esse evento ficou conhecido como holocausto. Os campos de concentração, porém, não são algo do passado e estão presentes em muitos dos conflitos atuais. Para alguns especialistas, por exemplo, a base militar mantida pelos Estados Unidos em Guantánamo, em Cuba, para receber prisioneiros suspeitos de terrorismo, se assemelha a essas instituições, pela crueldade com que são tratados os presos.


Nossa relação com o passado se dá de diferentes formas e a partir da interpretação das experiências vividas, o homem passa a ditar determinadas ações de sua vida cotidiana. Geralmente, as experiências ruins são respondidas com ações e idéias que evitam a repetição de um mesmo infortúnio. Um claro caso desse tipo de relação do passado pode ser notado quando fazemos menção ao Holocausto.

O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães.

Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial. Alguém quer comemorar?


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PRATICAR

1. Qual o marco inicial da Segunda Guerra Mundial?

R. A invasão da Polônia pela Alemanha em 1º de setembro de 1939.
2. Na Segunda Guerra Mundial, quais países compunham os blocos militares conhecidos como Eixo e Aliados (ou Grande Aliança)?
R. Eixo: Alemanha, Itália e Japão; Aliados: Inglaterra, União Soviética e Estados Unidos.
3. Explique o que foi o Pacto Nazi-Soviético de Não Agressão (ou Pacto Germano-Soviético) e quando foi assinado. 
R. Política de acordos entre Hitler e Stálin de não agressão e neutralidade entre Alemanha e União Soviética por dez anos. 
4. Relacione o nome do país, ou dos países, às sentenças correspondentes. Alemanha – Estados Unidos – França – Japão – União Soviética.
a) Em agosto de 1939, os dois países assinaram um acordo de não-agressão e acertaram a divisão do território polonês. - Alemanha e União Soviética;
b) País que não conseguiu resistir aos ataques nazistas e teve seu território dividido. O norte foi submetido ao controle direto nazista, e o sul ficou conhecido como República de Vichy. - França;
c) Em resposta à invasão da Indochina, o governo congelou os bens de todos os japoneses que viviam no país e cortou o envio de petróleo para o Japão. – Estados Unidos;
d) Em dezembro de 1941, empreendeu um grande ataque aéreo à base naval de Pearl Harbor, no Havaí. – Japão;
e) Entrou no conflito no ano de 1941 declarando guerra ao Japão. Ao seu lado, Brasil e México reforçaram o bloco dos Aliados. A partir de então, o conflito tornou-se mundial. – Estados Unidos;
f) Pelo leste, seus exércitos libertaram a Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária e Tchecoslováquia do domínio nazista e, em janeiro de 1945, deram início à marcha em direção à Alemanha. – União Soviética;
5. O que era a blitzkrieg? 
R. Guerra relâmpago – tática alemã - combinação de rápido avanço de tanques blindados com ataques aéreos. 
6. O que era a Luftwafe? 
R. Força aérea alemã. 
7. O que foi a Operação Barbarossa? 
R. Foi o ataque alemão à URSS, que envolveu mais de 4 milhões de soldados. 
8. Explique a tática da “terra arrasada” e diga em que outro momento da história essa tática foi utilizada. 
R. Tática criada pelos soviéticos em que as plantações são destruídas e toda infraestrutura local para que o inimigo não tenha recursos durante o seu avanço no país. Enfrentando ainda o rigoroso inverno russo. Essa tática também foi usada pela Rússia contra as tropas de Napoleão Bonaparte, durante sua expansão imperial. 
9. Qual o significado da expressão “solução final” no contexto que temos estudado? 
R. Extermínio dos judeus. 
10. Quem eram os alvos da política nazista de perseguição política, social, étnica e religiosa? 
R. Homossexuais, ciganos, negros, deficientes físicos e principalmente judeus. 
11. Que acontecimento determinou a declaração de guerra dos Estados Unidos contra o Japão? Quando isso aconteceu? 
R. O ataque do Japão à base naval de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941. 
12. Que batalha vencida pela União Soviética serviu de exemplo para que as tropas aliadas recobrassem o ânimo? Quando foi concluída essa batalha? 
R. Batalha de Stalingrado. Foi concluída em fevereiro de 1943. 
13. Quando e por que razão o Brasil declarou guerra à Alemanha, à Itália e ao Japão? 
R. Porque em 22 de agosto de 1942, navios brasileiros carregados de mercadorias e alimentos destinados aos Aliados, foram atacados por submarinos alemães. 
14. Fale sobre a criação da FEB. 
R. A Força Expedicionária Brasileira foi criada em 1943, como uma divisão da infantaria do exército brasileiro. As primeiras tropas foram treinadas pelos norte-americanos, incorporadas às forças aliadas e enviadas para a Itália. 
15. O que foi o Dia D? 
R. Foi o taque aliado à costa da Normandia, no norte da França, em 6 de junho de 1944. Uma operação decisiva para aniquilar as forças nazistas na frente ocidental. 
16. O que eram os kamikases? 
R. Piloto suicida utilizado pela aviação japonesa. 
17. Sobre as bombas lançadas em Hiroshima e em Nagasaki, relate a data e o saldo de mortos em cada uma. 
R. Hiroshima – 6 de agosto de 1945 – 70 mil pessoas morreram imediatamente e mais da metade da cidade desapareceu com o calor gerado pela explosão. Nagasaki – 9 de agosto de 1945 – 80 mil pessoas mortas na mesma hora. 
18. Quando aconteceu a Conferência de Postdam e o que foi decidido nesse encontro? 
R. 17 de junho de 1945. Decidiu-se a divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação: soviética, francesa, britânica e norte-americana. Berlim também foi dividida entre os quatro grandes vencedores da guerra; outras questões foram decididas, tais como o pagamento de indenizações e a definição de fronteiras dos países atingidos no conflito. 

PRATIQUE MAIS!!!

1. Podemos apontar como uma das principais causas da Segunda Guerra Mundial:
A - A rivalidade política e militar entre Alemanha e Itália no final da década de 1930.
B - O surgimento e fortalecimento, na década de 1930, de governos totalitários na Europa, com objetivos expansionistas e militaristas.
C - A política expansionista da França, que invadiu e conquistou vários territórios na Europa e na África no final da década de 1930.
D - A aliança militar estabelecida por Itália, Alemanha e Estados Unidos no começo da década de 1930.
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2. Qual das alternativas abaixo aponta o marco inicial da Segunda Guerra Mundial?
A - O ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbor.
B - Os diversos bombardeios britânicos a várias cidades alemãs.
C - A invasão da Polônia pelas forças armadas da Alemanha em 1º de setembro de 1939.
D - O estabelecimento de acordos militares entre Alemanha, Itália e Japão.
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3. Na Segunda Guerra Mundial, o bloco militar conhecido como Eixo era composto pelos seguintes países:
A - Alemanha, Itália e Japão.
B - França, Inglaterra e Estados Unidos.
C - Alemanha, Itália e Rússia.
D - Inglaterra, Estados Unidos e Rússia.
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4. Sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, é verdadeiro afirmar que:
A - O Brasil participou enviando apenas medicamentos e médicos para ajudar os feridos de guerra das tropas aliadas.
B - O Brasil ficou ao lado do Eixo e enviou soldados que combateram as forças aliadas em território italiano. 
C - O Brasil participou apenas fazendo a proteção do litoral e enviando armamentos às forças aliadas.
D - O Brasil enviou soldados que combateram ao lado dos Aliados, principalmente em territórios da Itália.
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5. Sobre o final da Segunda Guerra Mundial, é verdadeiro afirmar que:
A - Estados Unidos e Grã-Bretanha foram os países derrotados e tiveram que reconhecer o domínio alemão na Europa.
B - Embora a guerra tenha terminado em 1945, o Japão assinou a rendição apenas em 1948.
C - Alemanha, Itália e Japão saíram derrotados, marcando o fim dos governos fascistas na Europa.
D - Japão, Estados Unidos e França foram os países que mais saíram fortalecidos politicamente após a Segunda Guerra Mundial.

GABARITO
1. B | 2. C | 3. A | 4. D | 5. C


ESTUDEM!!!!!