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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

8º A e B - Primeira Guerra Mundial - 4º Bimestre (atualizado 2017)

1ª Guerra Mundial (1914-1918)

Um documentário forte, porém necessário para entendermos a barbárie promovida pelo capital

Uma narração descontraída da 1ª Guerra Mundial (Atenção contém palavras e expressões inapropriadas)

PODCAST DO JOVEM NERD (Bacana, muita sátira, uma maneira diferente de aprender)


INTRODUÇÃO

Entre 1871 e 1914, durante a chamada belle époque (bela época), a sociedade europeia, liberal e capitalista, passou por uma das fases de maior prosperidade. O desenvolvimento industrial trouxe para boa parte da população um conforto nunca antes experimentado, enquanto a ciência e a técnica abriam possibilidades inimagináveis de comunicação e transporte, com a invenção do telégrafo, do telefone e do automóvel.
Entretanto, as disputas territoriais entre as potências e a má distribuição dos benefícios do progresso entre a população criavam um clima de instabilidade constante. O risco de um confronte iminente pairava no ar. Até que, em 1914, as previsões se confirmaram, com o início da "guerra que ia acabar com todas as guerras", como se costumava dizer na época. Na prática, não foi isso que o mundo assistiu. Outro conflito, maior e ainda mais devastador, iria eclodir 25 anos depois.
A expressão Grande Guerra, cunhada para o conflito que pela primeira vez na história envolveu todo o planeta, se justifica pelas proporções que o confronto alcançou, pelo aparato bélico que foi mobilizado e pela destruição devastadora que provocou. As novas armas, fruto do desenvolvimento industrial, e os métodos inéditos empregados nos combates deram aos países capitalistas o poder quase absoluto de matar e destruir.

Soldados alemães entrincheirados.

Por volta de 1914, havia motivos de sobra para o acirramento das divergências entre os países europeus. Era grande, por exemplo, a insatisfação entre as nações que tinham chegado tarde à partilha da África e da Ásia; a disputa ostensiva por novos mercados e fontes de matérias-primas envolvia muitos governos imperialistas; e as tensões nacionalistas, acumuladas durante décadas, pareciam prestes a explodir. O que estava em jogo eram interesses estratégicos para vencer a eterna competição pela hegemonia na Europa e no mundo.

Causas do conflito:
A disputa colonial: buscando novos mercados para a venda de seus produtos, os países industrializados entravam em choque pela conquista de colônias na África e na Ásia.
A concorrência econômica: cada um dos grandes países industrializados dificultara a expansão econômica do país concorrente. Essa briga econômica foi especialmente intensa entre Inglaterra e Alemanha.
A disputa nacionalista: em diversas regiões da Europa surgiram movimentos nacionalistas que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. O nacionalismo exaltado provocava um desejo de expansão territorial.

Movimentos nacionalistas: os interesses da Alemanha, Rússia e França.
Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX, podemos destacar os seguintes:
· Pan-eslavismo: buscava a união de todos os povos eslavos da Europa oriental. Era liderado pela Rússia.
· Pangermanismo: buscava a expansão da Alemanha através dos territórios ocupados por povos germânicos da Europa central. Era liderado pela Alemanha.
· Revanchismo francês: visava desforrar a derrota francesa para a Alemanha em 1870 (Guerra Franco-prussiana) e recuperar os territórios da Alsácia-Lorena, cedidos aos alemães.  (vide Batalha de Sedan, logo abaixo)
        A situação conflituosa deu origem à chamada paz armada. Como o risco de guerra era bastante grande, as principais potências trataram de estimular a produção de armas e de fortalecer seus exércitos.

A política das alianças:
O clima de tensão internacional levou as grandes potências a firmar tratados de alianças com certos países. O objetivo desses tratados era somar forças para enfrentar a potência rival.
A Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Império Austro-húngaro e Itália.
A Tríplice Entente: formada por Inglaterra, França e Rússia.

A explosão da guerra mundial
        Assassinato de Francisco Ferdinando (Sarajevo, Bósnia, 28/06/1914): foi o estopim que detonou a Primeira Guerra Mundial, quando as tensões entre os dois blocos de países haviam crescido a um nível insuportável.
          A guerra não foi rápida como se previa. Inicialmente os exércitos se envolveram em grandes batalhas que custaram milhares de vidas. Os alemães invadiram a Bélgica e avançaram pela França. Em setembro, na Primeira Batalha de Marne, os franceses detêm o avanço alemão. Com o equilíbrio das forças, a guerra estaciona.

Segunda fase (1915-1916):

           Seguiu-se a guerra de trincheiras. Os exércitos defendiam em trincheiras as posições alcançadas. Enquanto isso, o exército alemão vencia as batalhas contra os russos. Essa fase caracterizou-se pelo uso de gás asfixiante, submarinos e pelas batalhas aéreas.

Terceira fase (1917-1918):
            Por causa dos problemas internos provocados pela Revolução Bolchevique em 1917, aRússia retira-se do conflito. Havia perdido quatro milhões de homens. Os Estados Unidos iniciam sua participação em 1917, preocupados em manter a estabilidade de seus negócios na Europa. A participação norte-americana é decisiva para a vitória da Entente.

Entrada da Itália – A Itália, membro da Tríplice Aliança, manteve-se neutra até que, em 1915, sob promessa de receber territórios austríacos, entro na guerra ao lado de franceses e ingleses.
Saída da Rússia – Com o triunfo da Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques estabeleceram-se no poder, foi assinado um acordo com a Alemanha para oficializar sua retirada do grande conflito. Este acordo chamou-se Tratado de Brest-Litovsk, que impôs duras condições para a Rússia. (vide Revolução Bolchevique abaixo)
Entrada dos Estados Unidos – Os norte-americanos tinham muito investimentos nesta guerra com seus amigos aliados (Inglaterra e França). Era preciso garantir o recebimento de tais investimentos. Utilizou-se como pretexto o afundamento do navio “Lusitânia”, que conduzia passageiros norte-americanos.
Participação do Brasil – Os alemães, diante da superioridade naval da Inglaterra, resolveram empreender uma guerra submarina sem restrições. Na noite de 3 de abril de 1917, o navio brasileiro “Paraná” foi atacado pelos submarinos alemães perto de Barfleur, na França. O Brasil, presidido por Wenceslau Brás, rompeu as relações com Berlim e revogou sua neutralidade na guerra. Novos navios brasileiros foram afundados. No dia 25 de outubro, quando recebeu a noticia do afundamento do navio “Macau”, o Brasil declarou guerra à Alemanha. Enviou auxilio à esquadra inglesa no policiamento do Atlântico e uma missão médica.

A temporária paz no mundo

O povo alemão desejava o fim da guerra. Uma greve geral e um motim em Kiel fizeram o Kaiser Guilherme II abdicar. A Alemanha foi transformada em República em 11 de novembro de 1918. o novo governo assinou o armistício, arcando com o fardo de aceitar os termos da paz. O exército alemão não se considerava vencido, pois a paz foi decretada com suas tropas dentro do território francês.


Paz dos vencedores

O Tratado de Versalhes reuniu o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, e os primeiros ministros da França, Georges Clemenceau e da Grã-Bretanha, David Lloyd-George.

Os Estados Unidos, França e Inglaterra, os países vencedores, realizaram a Conferência de Paris no Palácio de Versalhes em 1919. Estabeleceu-se a paz dos vencedores e diminuía-se de forma colossal o poder alemão no mundo.

Conseqüências das deliberações do Tratado de Versalhes:
  • Cessão de territórios.
  • Desmilitarização de regiões fronteiriças à França.
  • Diminuição dos exércitos alemães em cem mil homens.
  • Território alemão dividido por um “corredor” que dava acesso ao mar para a Polônia.
  • Danzig (cidade alemã) tornou-se porto livre.
  • A Alemanha deveria pagar uma indenização de 33 bilhões de dólares aos vencedores (quantia absurdamente alta).

Situação do mundo após a Primeira Guerra

O poder mundial no pós-guerra desloca-se para os Estados Unidos. A Europa estava abalada com uma guerra que deixou entre mortos e feridos 28 milhões de pessoas, ou seja, a perda de 10% de sua mão-de-obra.

Geograficamente, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia e Finlândia tornaram-se Estados independentes.

Batalha de Sedan
Kaiser Guilherme I e seus generais durante a Guerra Franco-Prussiana

A Batalha de Sedan iniciou-se em setembro de 1870 e viu uma avassaladora força prussiana derrotar as tropas francesas em um dia. Na cidade de Sedan, próxima à fronteira com a Bélgica, havia uma fortificação estrategicamente construída para conter invasões ao território francês. O rio Meuse compunha junto à fortaleza mais uma barreira para o avanço das tropas inimigas. Além do mais, os franceses tinham o conhecimento de que, caso fossem derrotados na localidade, o caminho para se chegar até Paris estaria facilitado.

Texto completo clique AQUI

Conflito no Bálcãs

CLIQUE AQUI PARA INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA

A Guerra dos Bálcãs foi um conflito entre os anos de 1912 e 1913, que ocorreu na região da península balcânica. De fato, foi a disputa entre Sérvia, Montenegro, Grécia, Romênia, Turquia e Bulgária pela posse dos territórios remanescentes do Império Otomano. 

De uma lado, a Liga Balcânica formada por Grécia, Sérvia, Bulgária e Montenegro, reivindicava melhor tratamento aos cristãos na Macedônia turca, porém seu objetivo claro era a conquista territorial; de outro, estava a enfraquecida Turquia, que já estava em guerra com a Itália. 

Em outubro de 1912 os exércitos da Liga capturaram toda a região do antigo Império Otomano, com exceção de Constantinopla, posteriormente foi assinado o Tratado de Londres, no qual o mapa dos Bálcãs foi redesenhado.

Texto completo clique AQUI.

COMPLEMENTAR

A crise nos Bálcãs começou em 1908, quando a Áustria resolveu anexar ao seu território às províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina, cobiçadas pela Sérvia e Rússia. A Alemanha declarou apoiar os austríacos. A Rússia, ainda não refeita dos prejuízos da guerra russo-japonesa, procurou uma aliança com a França e encorajou a Sérvia, a Bulgária, a Grécia e o Montenegro a vingarem as atrocidades cometidas pelos otomanos contra os eslavos da Macedônia com uma invasão militar na qual já estava previamente resolvido que, após a derrota dos turcos, a Albânia seria dada à Sérvia.

A vitória daqueles pequenos países balcânicos contra os turcos impressionou o mundo e alarmou a Áustria. Quando os vencedores desentenderam-se quanto à partilha, a Áustria, receosa da expansão Sérvia no ocidente, forçou diplomaticamente o reconhecimento da Albânia como Estado independente. Sem uma saída para o mar e frustrados nas suas pretensões, os sérvios aguçaram seu ódio contra os austríacos.

O nacionalismo sérvio relacionou-se com o pan-eslavismo, que se baseava na ideia de que todos os eslavos da Europa Oriental constituíam uma grande família, tendo o protetorado da Rússia. Simultaneamente ocorria um movimento de revanche que envenenou os franceses, recordando a derrota de 1870. Foi nesse clima de insegurança, de militarismo e de nacionalismo exacerbado, de acordos secretos e de alianças políticas que um estudante sérvio, Gavrilo Princip, assassinou em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, capital da Bósnia, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro da coroa austríaca.

A reação da Áustria contra a Sérvia aconteceu exatamente um mês depois do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, os austríacos começaram a bombardear Belgrado. Com o bombardeio de Belgrado, entraram em choque as alianças políticas feitas anteriormente, iniciando assim os primeiros conflitos da Primeira Guerra Mundial.


Revolução Bolchevique: Rússia fora da guerra

Uma imagem clássica da luta de classes (czaristas contra os proletários)

Ficou conhecido pelo nome de bolchevique o grupo político russo formado por ex-integrantes do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898. O termo bolchevismo é de origem russa e significa, literalmente, "maioria" (em russo, bolscinstvó).


É longo, porém é essencial para entendermos a necessidade da Revolução

A utilização do termo para se referir a tal grupo se deve à divisão ocorrida no POSDR, cujos integrantes eram defensores do ideal marxista. Em seu segundo congresso, realizado em Londres, em 1903 (pois a liderança do partido estava banida da Rússia), surgiram duas novas correntes políticas: bolcheviques e mencheviques. Os bolcheviques constituíam a maioria do antigo partido, daí o termo com que ficaram conhecidos. Sob o comando de Vladimir Lênin, ocorrerá em torno do Partido Bolchevique a aglomeração de várias lideranças políticas visivelmente influenciadas por ideais revolucionários e interessadas em dar fim às imposições do governo vigente por meio de uma completa reforma na sociedade russa.

Em 20 horas de ação e ao custo de apenas seis vidas humanas, os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. A ação começou às 2h, quando soldados do Exército Vermelho, comandado por Leon Trotski, invadiram a capital Petrogrado.

"Em pouco tempo, já dominavam as centrais telefônicas, as estações de trens, os bancos e os ministérios. A tomada da sede do governo só não ocorreu nas primeiras horas porque uma brigada feminina estava encarregada de protegê-la. Com isso, o chefe do governo, Alexandre Kerenski, teve tempo para fugir em um carro cedido pelo embaixador americano. À noite, o palácio foi finalmente tomado e, às 22h, Trotski anunciou a queda do governo e a transferência do poder para o Comitê Militar Revolucionário. Pouco depois, seria proclamado o Estado dos Sovietes, sob a direção do Conselho de Comissários do Povo, presidido por Vladimir Lênin, que, da Finlândia, foi um dos mentores intelectuais da revolução.

A fuga de Lênin, em julho, deu-se praticamente no momento em que Kerenski chegava à presidência do governo provisório, instituído em março, após a queda do regime czarista. No dia 10, Nicolau II mandou a guarda reprimir uma manifestação de 200 mil grevistas em Petrogrado. Os militares se recusaram a atacar os manifestantes. A Duma também se voltou contra o czar e, sem consultá-lo, tomou para si o Poder Executivo do país. Acuado, Nicolau II abdicou em favor de seu irmão, que, sem condições de restabelecer a ordem, também recusou o trono."

Texto completo clique AQUI e texto bacana AQUI também.

Consequências da guerra:
a) O aparecimento de novas nações;
b) Desmembramento do império Austro- Húngaro;
c) A hegemonia do militarismo francês, em decorrência do desarmamento alemão;
d) A Inglaterra dividiu sua hegemonia marítima com os Estados Unidos;
e) O enriquecimento dos Estados Unidos;
f) A depreciação do marco alemão, que baixou à milionésima parte do valor, e a baixa do franco e do dólar;
g) O surgimento do fascismo na Itália e do Nazismo na Alemanha.

Os "14 Pontos do Presidente Wilson"

Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia:
1) "acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da diplomacia secreta;
2) liberdade dos mares;
3) eliminação das barreiras econômicas entre as nações;
4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível mínimo compatível com a segurança";
5) ajuste imparcial das pretensões coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas;
6) evacuação da Rússia;
7) restauração da independência da Bélgica;
8) restituição da Alsácia e da Lorena à França;
9) reajustamento das fronteiras italianas, "seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente reconhecíveis";
10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áustrio-Hungria;
11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para Sérvia;
12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente";
13) uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente polonesas" e com acesso para o mar;
14) uma Liga das Nações, órgão internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas entre os países.
Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para com os derrotados, abraçando a ideia de uma Paz "sem vencedores nem vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas, pois o desejo de uma "vendetta" (vingança) por parte da Inglaterra e principalmente da França prevaleceram sobre as intenções americanas.
O Tratado de Versalhes: conjunto de decisões tomadas no palácio de Versalhes no período de 1919 a 1920. As nações vencedoras da guerra, lideradas por Estados Unidos, França e Inglaterra, impuseram duras condições à Alemanha derrotada. O desejo dos alemães de superar as condições humilhantes desse tratado desempenhou papel importante entre as causas da Segunda Guerra Mundial:
- Restituir a região da Alsácia-Lorena à França.
- Ceder outras regiões à Bélgica, à Dinamarca e à Polônia (corredor polonês).
- Ceder todas as colônias.
- Entregar quase todos seu navios mercantes à França, à Inglaterra e à Bélgica.
- Pagar uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores.
- Reduzir o poderio militar de seus exércitos limitados a 100 mil voluntários, sendo proibida de possuir aviação militar, submarinos, artilharia pesada e tanques, e o recrutamento militar foi proibido.
- Considerada a grande culpada pela guerra.
A formação da Liga das Nações: em 28 de abril de 1919, a Conferência de Pás de Versalhes aprovou a criação da Liga das Nações, com a missão de agir como mediadora nos casos de conflito internacional, preservando a paz mundial. Entretanto, sem a participação de países importantes como os Estados Unidos, União Soviética e Alemanha, a liga revelou-se um organismo impotente.
         A ascensão econômica dos Estados Unidos no pós-guerra: os Estados unidos alcançaram significativo desenvolvimento econômico através da exportação de produtos industrializados. A Europa tornou-se dependente dos produtos americanos.

CURIOSIDADE



Thomas Edward Lawrence ou Lawrence da Arábia (1888-1935), mais conhecido como T. E. Lawrence, foi um militar britânico que se notabilizou por integrar-se às tribos árabes do Oriente Médio durante a Primeira Guerra Mundial, auxiliá-las em sua unificação e instigá-las na luta contra o Império Turco-Otomano, que na época controlava a região. A experiência de T. E. Lawrence com a cultura islâmica foi profunda e marcante, tendo resultado em obras como Revolta no Deserto e Os sete pilares da sabedoria, por isso, recebeu a alcunha de Lawrence da Arábia.

Um filme clássico para entender a atuação inglesa no oriente

No período anterior à guerra, T. E. Lawrence dedicava-se ao estudo de língua, cartografia, fotografia e escavações arqueológicas, tendo desenvolvido um interesse amplo sobre regiões e culturas diferentes das que se formaram na Europa. Esses estudos foram absolutamente fundamentais durante a guerra, sobretudo para articular-se com árabes e traçar estratégias de combate contra o Império Turco-Otomano.

Texto completo clique AQUI.

RESUMASSO (não recomendado, mas ajuda a pontuar o evento)

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Causas

- A partilha das terras da África e Ásia, na segunda metade do século XIX, gerou muitos desentendimentos entre as nações européias. Enquanto Inglaterra e França ficaram com grandes territórios com muitos recursos para explorar, Alemanha e Itália tiveram que se contentar com poucos territórios de baixo valor. Este descontentamento ítalo-germânico permaneceu até o começo do século XX e foi um dos motivos da guerra, pois estas duas nações queriam mais territórios para explorar e aumentar seus recursos.

- No final do século XIX e começo do XX, as nações européias passaram a investir fortemente na fabricação de armamentos. O aumento das tensões gerava insegurança, fazendo assim que os investimentos militares aumentassem diante de uma possibilidade de conflito armado na região;

- A concorrência econômica entre os países europeus acirrou a disputa por mercados consumidores e matérias-primas. Muitas vezes, ações economicamente desleais eram tomadas por determinados países ou empresas (com apoio do governo);

- A questão dos nacionalismos também esteve presente na Europa pré-guerra. Além das rivalidades (exemplo: Alemanha e Inglaterra), havia o pan-germanismo e o pan-eslavismo. No primeiro caso era o ideal alemão de formar um grande império, unindo os países de origem germânica. Já o pan-eslavismo era um sentimento forte existente na Rússia e que envolvia também outros países de origem eslava.

Início da Guerra
- Estopim : assassinato do príncipe do Império Austro-Hungaro Francisco Ferdinando
- A guerra espalha-se pelo mundo.
- Formação de Alianças: Entente (Inglaterra, França e Rússia) x Aliança ( Itália, Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- Brasil participa ao lado da Tríplice Entente
- Guerra de Trincheiras
- Novas Tecnologias de Guerra
- A participação das Mulheres como operárias na indústria de armamentos

O Fim da Guerra
- 1917 : entrada dos EUA e derrota da Tríplice Aliança ( Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- O Tratado de Versalhes : imposições aos derrotados
- Resultado da Guerra : 10 milhões de mortos / cidades destruídas / Campos arrasados

UMA VÍDEO AULA PARA ARREMATAR O TRABALHO DE ABSORÇÃO DOS CONTEÚDOS

Um clássico das vídeo aulas.


SAIBA MAIS:







EXERCÍCIOS PARA TREINAR:


1. Qual das alternativas abaixo apresenta uma das principais causas da Primeira Guerra Mundial?

A - A influência dos Estados Unidos na política econômica europeia no início do século XX.
B - O descontentamento da Itália e Alemanha com a divisão de territórios na África e Ásia no processo de Neocolonialismo (século XIX).
C - A união política, econômica e militar entre Alemanha e Grã-Bretanha.
D - O processo de globalização econômica e a formação da União Europeia no final do século XIX.

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2. Qual foi o estopim (fato que deu início) da Primeira Guerra Mundial?

A - A invasão da Polônia pelo exército alemão.
B - A formação do bloco militar composto por Alemanha, Itália e França.
C - O assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do Império Austro-Húngaro.
D - A disputa por território no continente americano, principalmente entre Alemanha e Itália.

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3. Qual alternativa apresenta a composição correta dos blocos militares, formados antes da Primeira Guerra Mundial:

A - Tríplice Aliança (Espanha Itália e Alemanha) e Tríplice Entente (Estados Unidos, França e Japão)
B - Tríplice Aliança (Rússia, Alemanha e Itália) e Tríplice Entente (Japão, Alemanha e Grã-Bretanha)
C - Tríplice Aliança (França, Alemanha e Rússia) e Tríplice Entente (Portugal, França e Estados Unidos)
D - Tríplice Aliança (Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha) e Tríplice Entente (Rússia, Reino Unido e França)

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4. Qual alternativa descreve de forma correta a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial?

A - O Brasil participou enviando medicamentos e equipes de assistência médica para ajudar os feridos da Tríplice Entente. Também realizou missões de patrulhamento no Oceano Atlântico, utilizando embarcações militares. 
B - O Brasil enviou soldados, veículos militares, armamentos e munições, atuando diretamente nos campos de batalha da Europa.
C - O Brasil ficou neutro durante todo o conflito.
D - O Brasil enviou soldados para ajudar na composição das forças militares da Tríplice Aliança.

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5. Sobre o fim da Primeira Guerra Mundial é correto afirmar que:

A - Os países da Tríplice Aliança venceram o conflito e retomaram o controle de diversos territórios na Europa, Ásia e África.
B - Embora derrotados, Alemanha e Império Austro-Húngaro não sofreram punições e restrições militares.
C - Os países da Tríplice Aliança saíram derrotados e foram forçados a assinarem o Tratado de Versalhes, que impôs severas punições e restrições aos derrotados, principalmente à Alemanha.
D - Com a derrota na Primeira Guerra Mundial, os países da Tríplice Entente, principalmente Rússia e Grã-Bretanha, sofreram com uma forte crise econômica nas três décadas seguintes.




Respostas das questões:
1. B | 2. C | 3. D | 4. A | 5. C







SÓ PRA DESCONTRAIR!!!

Vídeo para refletir!

USEM E ABUSEM DOS ESTUDOS!!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

8º A e B - O Período Napoleônica (1799-1815) 3º Bimestre (2017)

BACANA QUADRINHOS

Era Napoleônica em quadrinhos show


PEQUENO VÍDEO EXPLICATIVO


Iniciada com o golpe do 18 Brumário, a Era Napoleônica representou a consolidação das instituições da burguesia na França e sua propagação pela Europa.

A autocoroação: o ponto máximo do governo de um lendário estadista e chefe militar.

A Era Napoleônica compreendeu o período da chegada de Napoleão Bonaparte ao poder no Consulado, em 1799, e terminou com sua derrota na Batalha de Waterloo e seu exílio na Ilha de Santa Helena, em 1815. Duas caraterísticas principais podem ser ressaltadas nesse período da história mundial: a consolidação das instituições burguesas nos Estados Nacionais e a expansão do Império Napoleônico para outros locais da Europa, configurando-se como uma ameaça ao Antigo Regime Absolutista do continente.

A subida de Napoleão ao poder ocorreu em meio à crise que havia no Diretório (1795-1799), sendo verificadas conspirações tanto à esquerda, com a Conspiração dos Iguais, quanto à direita, com as ações dos realistas. O prestígio conquistado com as campanhas militares externas pelo exército francês em geral, e a de Bonaparte em particular, colocou Napoleão para ser o garantidor da ordem interna da França. O golpe contra o Diretório no 18 de Brumário (09 de novembro de 1799) representou a reação dos girondinos, tendo Bonaparte à frente da conspiração.

Com o golpe, tinha início o período do Consulado (1799-1804). Nele, Napoleão Bonaparte tornou-se um dos três cônsules, ao lado do abade Sieyès e Roger Ducos. Mas pelo fato de ser o primeiro-cônsul, era Napoleão que centralizava o poder executivo, principalmente com o reforço de poder a esse cargo dado pela Constituição do Ano X (1802). Internamente, o objetivo era reorganizar a economia, a sociedade francesa e as novas instituições da burguesia, criando uma estabilidade no país. No plano econômico, uma das principais medidas foi a criação do Banco da França que, controlado pelo Estado, criou o padrão monetário do franco, possibilitando ainda financiamentos à indústria francesa e à agricultura. A criação desse banco central possibilitou ainda o controle inflacionário.

No âmbito da organização social, a principal instituição burguesa criada por Bonaparte foi o Código Civil Napoleônico, em 1804, que serviu de parâmetro a diversos códigos civis nacionais posteriores. Inspirado no direito romano, ele garantia vários princípios caros à burguesia liberal, como a liberdade individual, liberdade de trabalho, liberdade de consciência, Estado leigo, igualdade perante a lei e direito à propriedade privada. Mas o código não garantia direitos ao trabalho assalariado, proibindo greves e organizações de trabalhadores, além de restabelecer a escravidão nas colônias.

Bonaparte realizou ainda reforma no ensino, com a criação de liceus, que garantiram a formação de parte do funcionalismo público e de oficiais para o exército, além de cursos superiores, como nas escolas de Direito, de Política e Técnica Naval. Na Relação com a igreja católica, foi realizada uma concordata com o papa Pio VII, pacificando essa relação e mantendo a igreja submetida ao Estado francês. Inúmeras obras públicas foram realizadas, garantindo condições infraestruturais ao país e também consolidando o apoio dado a Napoleão pela população.

Com esse apoio, Napoleão pôde conseguir a vitaliciedade do poder com a Constituição do Ano XII, tornando-se imperador da França. Porém, o período do Império (1804-1815) não pode ser igualado às monarquias do Antigo Regime. O Império Napoleônico era a consolidação das instituições de poder da burguesia, e não da nobreza, passando ainda a uma ação de expansão da forma de organização social burguesa.

A expansão do Império Napoleônico causou enormes atritos com os demais países europeus, quase todos representantes do Antigo Regime. Inúmeras coligações foram realizadas para deter a expansão territorial francesa. E o temor era explicado pela velocidade com que os exércitos napoleônicos realizavam suas conquistas.

Apesar da derrota naval de Trafalgar, em 1805, para os ingleses, os franceses conseguiram derrotar austríacos, prussianos, bem como realizaram o sepultamento do Sacro Império Romano-Germânico, constituindo em seu lugar a Confederação do Reno. Parte do norte da Itália já havia sido conquistada em 1801. Territórios da Bélgica, da Holanda, da Espanha e outros estados germânicos passaram a ser controlados diretamente pelo Império de Napoleão, ou por parentes seus, ou ainda passaram a ser administrados em sistema de protetorado. Essa expansão levou a disseminação para o continente dos princípios liberais franceses.

Em 1806, Napoleão declarou o Bloqueio Continental contra a Inglaterra, com o objetivo de enfraquecer economicamente o reino britânico ao impedir a exportação de mercadorias industrializadas aos demais países europeus e também o envio de matérias-primas dos países do continente à ilha. Essa medida teve sucesso inicialmente, mas abriu caminho para a derrocada napoleônica. A Inglaterra conseguiu novos mercados para seus produtos, principalmente na América. Mas a França não tinha condições de suprir a oferta britânica.

O Bloqueio criou ainda reações nacionalistas por parte das populações dos países invadidos, como na Península Ibérica e Rússia. A campanha militar neste último país representou uma das piores derrotas de Napoleão. Apesar dos mais de 600000 mil homens enviados, a tática de terra arrasada utilizada pelos russos (incendiando cidades e plantações) e o intenso frio de 1812 foram decisivos para a derrota francesa. Voltaram da Rússia cerca de 100 mil homens, mostrando a desmoralização a que chegava o exército napoleônico.

Em 1813, Napoleão foi derrotado na Batalha das Nações, em Leipzig, pela Sexta Coligação, formada por Prússia, Inglaterra, Rússia e Áustria. No ano seguinte, os aliados entraram em Paris e obrigaram Napoleão a assinar o Tratado de Fontainebleau, que o tornava exilado na Ilha de Elba, no Mediterrâneo, perdendo seus direitos ao trono francês, recebendo ainda uma pensão anual de dois milhões de francos.

A dinastia dos Bourbons foi restaurada com a subida ao trono de Luís XVIII. Porém, em março de 1815, Napoleão desembarcou novamente na França com mais de mil soldados. Foi recebido com festa por parte de membros do exército e da população. Luís XVIII fugiu para a Bélgica, e Bonaparte retomou o trono por Cem Dias. Entretanto, a tentativa de ataque a uma nova coligação de aliados saiu fracassada. Na Batalha de Waterloo, Napoleão foi derrotado pelo duque de Wellington. Com sua derrota, Napoleão foi exilado na ilha de Santa Helena, na costa africana, onde morreu em 1821.


RESUMASSO

Era Napoleônica
O início da Era Napoleônica é um desdobramento de diversos conflitos entre a burguesia e as camadas populares durante da Revolução Francesa. Durante a terceira fase desta, também conhecida como Diretório, foi-se instalado um governo burguês e uma nova constituição. Nessa fase, o poder executivo era composto por cinco diretores. O golpe do 18 Brumário, articulado pelos diretores temerosos da crescente popularidade do militar, levou ao poder Napoleão Bonaparte com o apoio da baixa burguesia e do exército, dando início da Era Napoleônica, que futuramente seria dividida em três fases: o consulado, o império e o governo de cem dias.

O Consulado (1799-1804)
A principal característica deste período é a de se assemelhar a uma república. Napoleão garantiu a estabilidade econômica da França, além de consolidar o capitalismo a fim de combater com a Inglaterra. Criou o Banco da França, responsável por ceder créditos para o incentivo da indústria no país além de controlar a inflação. Também foi responsável pelo Senado e pelo Tribunal, o setor legislativo do Estado.

Sagaz como era, Napoleão não deixou de lado o apoio da Igreja, assinando concordatas com o papa. Assim, o Estado poderia confiscar as terras da Igreja desde que desse suporte e amparo a esta. Além disso, criou o Código Civil Napoleônico, onde assegurava a igualdade perante a lei, o direito a propriedade privada, a proibição de greves e o restabelecimento da escravidão.

Seu governo foi marcado pela paz externa e graças a isso, através de um plebiscito, Napoleão Bonaparte foi declarado único Cônsul Vitalício Hereditário, o que desencadeou, pouco tempo depois também por plebiscito, a sua proclamação como Imperador.

O Império (1804-1814)
Com o apoio do povo, através de um plebiscito, a França entrava em um regime monárquico do qual Napoleão seria o Imperador. A corte era constituída pela alta burguesia, membros da elite do exército e pela antiga nobreza.

As principais características desse período foram as constantes guerras externas, o que fez com que a França chegasse a sua maior extensão territorial até então e tivesse o exército mais poderoso de toda a Europa. A Inglaterra, inimigo histórico da França, sempre foi o seu principal alvo e durante esse período não seria diferente. A fim de diminuir o poder econômico do país inglês, Napoleão declarou o Bloqueio Continental (1806), isto é, aqueles países que fossem aliados da França não mais poderiam fazer trocas comerciais com a Inglaterra, caso fizessem teriam seus países invadidos. Assim, a Inglaterra não mais faria exportações, causando uma crise industrial/comercial naquele país.

Paulatinamente, os países aliados da França, como a Rússia, foram tendo suas economias quebradas devido ao fato de que a França não podia suprir as necessidades mercantis da mesma forma que a Inglaterra fazia. Em 1812, o Czar Alexandre I da Rússia rompe a aliança que tinha com o país francês e volta a comercializar com a Inglaterra, o que força Napoleão a investir seus esforços em uma campanha contra a Rússia. Mais astuto do que Bonaparte poderia prever, o czar Alexandre I utiliza a técnica da Terra Arrasada, ou seja, a própria população russa destrói qualquer plantação ou abrigo que pudesse servir ao inimigo francês, o que leva à derrota o exército da França por fome e frio no território russo.

Ao retornar a França em 1813, Napoleão Bonaparte tem seu exílio decretado na Ilha de Elba pela Espanha, Rússia, Prússia, Inglaterra e Áustria, após a vitória destes na batalha de Leipzig.

O Governo dos Cem Dias
Cerca de um ano depois de sua ida a Ilha de Elba, Napoleão consegue fugir e retorna à França. Sob os festejos de ex-soldados, governa o último dos períodos napoleônicos: o governo de cem dias.

Após nova derrota na Batalha de Waterloo, em 1815, os ingleses decretam seu novo exílio na Ilha de Santa Helena, na África, onde permanece até sua morte, em 1821.

Vídeos recomendado:


Achei essa série muito interessante.


Um documentário bacana também.


Com uma proposta equivocada ao ovacionar Napoleão, mas....


Um filme (não assiti esse, depois comento)

O CONGRESSO DE VIENA E A SANTA ALIANÇA

Congresso de Viena

No período de 2 de maio de 1814 e 9 de junho de 1815 aconteceu na capital da Áustria uma conferência com os representantes das grandes potências europeias, o que conhecemos como Congresso de Viena. Esta reunião teve como líderes a Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra. Portugal não pôde fazer parte, pois era uma coroa refugiada na colônia, já que havia fugido para o Brasil.

Durante o período Napoleônico, a Europa foi alterada tanto politica quanto economicamente. O Congresso de Viena tinha como objetivo reorganizar as fronteiras que foram alteradas durante essa época e ainda restaurar a ordem absolutista do antigo regime. Porém, os países vencedores temiam que acontecesse alguma nova revolução, já que era perceptível que havia uma instabilidade no ar, assim eles sentiram a necessidade de selar um tratado onde se estabelecesse a paz e a estabilidade na política Europeia. Além disso, o Congresso refletia o Princípio da Legitimidade, que garantia que alguns tronos das antigas dinastias europeias fossem entregue a seus verdadeiros donos, como os Bourbon em Nápoles, Espanha e França, os Bragança em Portugal, os Saboia no Piemonte, a dinastia de Orange na Holanda, entre outros. A política de compensações territoriais tratou de fazer uma reorganização geográfica das fronteiras estabelecidas por Napoleão e redefini las para assim fazer as devidas devoluções. 

A França também ficou incumbida de pagar indenizações para aqueles países que foram prejudicados pelas invasões de Napoleão, e até tudo ser quitado os exércitos se manteriam na França, a fim de intimidá-la para resolver logo essa situação.


Santa Aliança

Como uma forma de se organizar contra futuros movimentos que colocassem em perigo tudo que havia sido decidido com o Congresso de Viena, foi criado um pacto militar que se denominou Santa Aliança. Proposta pelo Czar da Rússia, ela tinha como principal objetivo fazer com que houvesse uma ajuda mútua das monarquias europeias, tudo em nome da paz, da justiça e da religião. Se por acaso algum movimento liberal ou revolução burguesa tentasse se inflamar contra as atitudes tomadas, a Santa Aliança entraria em ação e evitaria que algo maior ocorresse.

Este pacto conseguiu por fim a diversos movimentos liberais, como o movimento de cunho nacionalista, que tentava a todo custo obter a unificação da Alemanha, em 1821.

Porém, com a saída da Inglaterra, que não aceitava que tropas fossem enviadas para a América Latina com a finalidade de reprimir os muitos levantes que ameaçavam o colonialismo, o pacto começou a ruir. Os Ingleses possuíam seus interesses próprios, lucravam com a expansão comercial e queriam conseguir novos mercados com seus produtos industrializados, ficando assim contra a política da Santa Aliança, desaprovando a presença dos militares nas colônias da América.


Doutrina Monroe

Em 1823, foi proclamado nos Estados Unidos a Doutrina Monroe, que em resumo significava algo que podemos definir em uma simples frase: “A América para os americanos”. De acordo com este documento, todo e qualquer problema político relativo ao continente americano deve ser resolvido pelo próprio continente, não aceitando intervenções de fora, demonstrando assim, claramente, oposição aos desejos da Santa Aliança, que queriam ter algum tipo de influência sobre o continente.

Com o passar dos anos novas ondas de revoluções foram tomando os cantos da Europa, o que representou graves problemas para o pacto da Santa Aliança. As portas para a independência dos países foram abertas, e eles começaram a lutar por esse direito. Países como Grécia e Turquia resolveram trocar o absolutismo por parlamentos constitucionais, em 1828, sendo seguido pela França, que em 1830 marcou o fim da dinastia Bourbon com a sua Revolução Liberal.



Coligação criada pelas potências monárquicas da Europa: Império Russo, Império Austríaco e Reino da Prússia.



Compartilhando ppt (power point), AQUI



CURIOSIDADES SOBRE NAPOLEÃO (AQUI)

MÚSICA DO DESAFIO




EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO - FUNDAMENTAL E MÉDIO

1. O golpe de Estado que ocorreu no dia 10 de novembro de 1799 marcou o final do processo revolucionário na França e o início de um novo período denominado:
a) Era Napoleônica 
b) Era revolucionária
c) Marco revolucionário
d) Período revolucionário
e) Era de Viena

2. O governo de Napoleão Bonaparte pode ser periodizado em consulado, império e:
a) monarquia
b) militarismo
c) governo dos cem dias 
d) comunismo
e) socialismo

3. No período do consulado Napoleão Bonaparte dirigiu realizações em vários setores da vida econômica, política e social do país, exceto:
a) Na administração
b) Na economia
c) Na educação
d) No direito
e) Na saúde pública

4. Em outubro de 1805, a marinha francesa tentou invadir a Inglaterra, mas foi derrotada. Os ingleses comandados pelo almirante Nelson, venceram os franceses:
a) na Guerra dos cem dias
b) no bloqueio continental
c) na Batalha de Trafalgar 
d) na batalha de Austerlitz
e) na batalha de Waterloo

5. Com as primeiras derrotas militares de Napoleão Bonaparte, os dirigentes dos países vencedores organizaram:
a) a coligação militar
b) o congresso de Viena 
c) a expansão militar
d) a santa aliança
e) os movimentos nacionalistas


6. O que foi o golpe de 18 brumário?
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7. Qual era a principal finalidade do Código Civil Napoleônico?
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8. O que as principais potências europeias temiam?
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9. Qual era a intenção de Napoleão em relação a essas potências?
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10. O que foi o bloqueio continental?
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11. Como era organizado o sistema de educação de Napoleão?
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12. Qual foi a solução encontrada por D.João, príncipe regente de Portugal, diante do bloqueio continental?
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13. Por que Napoleão foi derrotado na Rússia?
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14. O que foi o governo dos Cem Dias?
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15. Qual foi a última batalha de Napoleão e o que aconteceu com ele?
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16. Quais os objetivos do congresso de Viena?
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17. O que foi a Santa Aliança?
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GABARITO

1 - A

2 - C

3 - E

4 - C

5 - B

6 - O Golpe do 18 Brumário foi um golpe de estado ocorrido na França, e que representou o fim da Revolução Francesa, a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder e a consolidação dos interesses burgueses no país. No calendário revolucionário francês, este dia ocorreu em 18 de brumário do ano IV (9 de novembro de 1799 no calendário gregoriano).


7-  O Código Napoleônico, um Código Civil, em 1804, representando em grande parte interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos ante a lei. Está em vigor até hoje, embora com consideráveis alterações legislativas posteriores. Napoleão também instituiu em 1809 um Código Penal, que vigorou até 1994, quando a Assembléia Nacional aprovou o novo Código.

8 - Áustria, Prússia e Inglaterra – eram governadas por monarcas que temiam ser derrubados por movimentos revolucionários como o que provocou a execução de Luís XVI na França (1793). 

9 - Para Napoleão, portanto, era importante derrotar esses países e colocar em cada um deles governantes aliados, no caso das potências dominadas, colocaria um parente seu mais próximo configurando um domínio Napoleônico, ou seja, no contexto da rivalidade que mantinha com a Inglaterra pela supremacia internacional (no plano político, militar e econômico).

10 - Napoleão Bonaparte resolveu impor o chamado Bloqueio Continental. Nos termos de um decreto assinado em Berlim a 21 de novembro de 1806, ficava proibida a entrada nos portos do continente europeu aos navios vindos da Inglaterra ou das suas colônias ultramarinas. 
O Bloqueio Continental foi a resposta francesa à política inglesa que proibia os estados neutros de estabelecerem trocas comerciais com a França, sob pena de apresar os seus barcos e de confiscar as suas mercadorias. Com este bloqueio a Europa deveria fechar as suas portas à exportação inglesa, o que significava para a Inglaterra um duro golpe na sua economia, muito dependente das suas indústrias exportadoras, sobretudo das manufaturas.

11 - reorganizou-se o ensino e a prioridade foi a formação do cidadão francês. Reconheceu-se a educação pública como meio importante de formação das pessoas, principalmente nos aspectos do comportamento moral, político e social.

12 - Como Portugal nutria íntimas relações com a Inglaterra desde ao menos o século anterior, seu príncipe-regente D. João VI resolveu não ceder às pressões de Bonaparte, desrespeitando as deliberações do Bloqueio Continental. Em represália, semanas depois o exército francês viria a invadir o território lusitano, não encontrando mais por lá, no entanto, a família real. Neste meio tempo, a corte portuguesa retirou-se do país em direção àquela que era, então, sua maior colônia, o Brasil.

13 - Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo tzar Alexandre I da Rússia, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia, à frente de mais de 600.000 soldados oriundos dos mais diferentes recantos da Europa . Sem saída, a Rússia usa uma tática de guerra chamada terra queimada, que consistia em destruir cidades inteiras para criar um campo de batalha favorável aos defensores. Aliada com o inverno rigoroso, a Rússia consegue vencer o exército napoleônico que sai com apenas 120.000 homens (o restante ou morreu ou se dispersou pelo continente). Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesa, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napoleão retorna imediatamente a Paris e domina a situação.

14 - O período conhecido como os Cem Dias (também chamado de Cem Dias de Napoleão ou Governo dos Cem Dias) marca o período do retorno do imperador francês Napoleão I ao poder, após sua fuga do exílio na ilha de Elba. Ele chegou em Paris em 20 de março de 1815. Determinados a remove-lo do trono de uma vez por todas, diversas potências europeias, como a Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria, formaram uma nova coalizão (a Sétima Coligação) contra a França. A volta de Napoleão aconteceu ao mesmo tempo em que o Congresso de Viena estava em andamento. Em 13 de março, sete dias antes do imperador francês marchar na capital, os dignitários europeus em Viena declararam Bonaparte oficialmente um fora da lei.

15 - Voltando do primeiro exílio e com pouco tempo pra se organizar Napoleão se mete com a Inglaterra na batalha de Waterloo onde suas tropas de 1200 homens foram finalmente destruídas depois disso ele foi exilado definitivamente até o fim da vida.

16 - O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências europeias que aconteceu na capital austríaca, entre 2 de maio de 1814 e 9 de Junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleônica na primavera anterior, retomar a colonização (como visto na Revolução Liberal do Porto), no caso do Brasil, restaurar os respectivos tronos às famílias reais derrotadas pelas tropas de Napoleão Bonaparte (como a restauração dos Bourbons) e firmar uma aliança entre os burgueses.

17 - A Santa Aliança foi uma coalizão política resultante da derrota final de Napoleão Bonaparte. A Santa Aliança foi um acordo político selado entre as grandes potências monarquistas da Europa: Império Russo, Império Austríaco e Reino da Prússia. Sua criação foi selada em Paris, em 26 de setembro de 1815, pelo tsar Alexandre I da Rússia.


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