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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

8º A e B - Primeira Guerra Mundial - 4º Bimestre (atualizado 2017)

1ª Guerra Mundial (1914-1918)

Um documentário forte, porém necessário para entendermos a barbárie promovida pelo capital

Uma narração descontraída da 1ª Guerra Mundial (Atenção contém palavras e expressões inapropriadas)

PODCAST DO JOVEM NERD (Bacana, muita sátira, uma maneira diferente de aprender)


INTRODUÇÃO

Entre 1871 e 1914, durante a chamada belle époque (bela época), a sociedade europeia, liberal e capitalista, passou por uma das fases de maior prosperidade. O desenvolvimento industrial trouxe para boa parte da população um conforto nunca antes experimentado, enquanto a ciência e a técnica abriam possibilidades inimagináveis de comunicação e transporte, com a invenção do telégrafo, do telefone e do automóvel.
Entretanto, as disputas territoriais entre as potências e a má distribuição dos benefícios do progresso entre a população criavam um clima de instabilidade constante. O risco de um confronte iminente pairava no ar. Até que, em 1914, as previsões se confirmaram, com o início da "guerra que ia acabar com todas as guerras", como se costumava dizer na época. Na prática, não foi isso que o mundo assistiu. Outro conflito, maior e ainda mais devastador, iria eclodir 25 anos depois.
A expressão Grande Guerra, cunhada para o conflito que pela primeira vez na história envolveu todo o planeta, se justifica pelas proporções que o confronto alcançou, pelo aparato bélico que foi mobilizado e pela destruição devastadora que provocou. As novas armas, fruto do desenvolvimento industrial, e os métodos inéditos empregados nos combates deram aos países capitalistas o poder quase absoluto de matar e destruir.

Soldados alemães entrincheirados.

Por volta de 1914, havia motivos de sobra para o acirramento das divergências entre os países europeus. Era grande, por exemplo, a insatisfação entre as nações que tinham chegado tarde à partilha da África e da Ásia; a disputa ostensiva por novos mercados e fontes de matérias-primas envolvia muitos governos imperialistas; e as tensões nacionalistas, acumuladas durante décadas, pareciam prestes a explodir. O que estava em jogo eram interesses estratégicos para vencer a eterna competição pela hegemonia na Europa e no mundo.

Causas do conflito:
A disputa colonial: buscando novos mercados para a venda de seus produtos, os países industrializados entravam em choque pela conquista de colônias na África e na Ásia.
A concorrência econômica: cada um dos grandes países industrializados dificultara a expansão econômica do país concorrente. Essa briga econômica foi especialmente intensa entre Inglaterra e Alemanha.
A disputa nacionalista: em diversas regiões da Europa surgiram movimentos nacionalistas que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. O nacionalismo exaltado provocava um desejo de expansão territorial.

Movimentos nacionalistas: os interesses da Alemanha, Rússia e França.
Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX, podemos destacar os seguintes:
· Pan-eslavismo: buscava a união de todos os povos eslavos da Europa oriental. Era liderado pela Rússia.
· Pangermanismo: buscava a expansão da Alemanha através dos territórios ocupados por povos germânicos da Europa central. Era liderado pela Alemanha.
· Revanchismo francês: visava desforrar a derrota francesa para a Alemanha em 1870 (Guerra Franco-prussiana) e recuperar os territórios da Alsácia-Lorena, cedidos aos alemães.  (vide Batalha de Sedan, logo abaixo)
        A situação conflituosa deu origem à chamada paz armada. Como o risco de guerra era bastante grande, as principais potências trataram de estimular a produção de armas e de fortalecer seus exércitos.

A política das alianças:
O clima de tensão internacional levou as grandes potências a firmar tratados de alianças com certos países. O objetivo desses tratados era somar forças para enfrentar a potência rival.
A Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Império Austro-húngaro e Itália.
A Tríplice Entente: formada por Inglaterra, França e Rússia.

A explosão da guerra mundial
        Assassinato de Francisco Ferdinando (Sarajevo, Bósnia, 28/06/1914): foi o estopim que detonou a Primeira Guerra Mundial, quando as tensões entre os dois blocos de países haviam crescido a um nível insuportável.
          A guerra não foi rápida como se previa. Inicialmente os exércitos se envolveram em grandes batalhas que custaram milhares de vidas. Os alemães invadiram a Bélgica e avançaram pela França. Em setembro, na Primeira Batalha de Marne, os franceses detêm o avanço alemão. Com o equilíbrio das forças, a guerra estaciona.

Segunda fase (1915-1916):

           Seguiu-se a guerra de trincheiras. Os exércitos defendiam em trincheiras as posições alcançadas. Enquanto isso, o exército alemão vencia as batalhas contra os russos. Essa fase caracterizou-se pelo uso de gás asfixiante, submarinos e pelas batalhas aéreas.

Terceira fase (1917-1918):
            Por causa dos problemas internos provocados pela Revolução Bolchevique em 1917, aRússia retira-se do conflito. Havia perdido quatro milhões de homens. Os Estados Unidos iniciam sua participação em 1917, preocupados em manter a estabilidade de seus negócios na Europa. A participação norte-americana é decisiva para a vitória da Entente.

Entrada da Itália – A Itália, membro da Tríplice Aliança, manteve-se neutra até que, em 1915, sob promessa de receber territórios austríacos, entro na guerra ao lado de franceses e ingleses.
Saída da Rússia – Com o triunfo da Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques estabeleceram-se no poder, foi assinado um acordo com a Alemanha para oficializar sua retirada do grande conflito. Este acordo chamou-se Tratado de Brest-Litovsk, que impôs duras condições para a Rússia. (vide Revolução Bolchevique abaixo)
Entrada dos Estados Unidos – Os norte-americanos tinham muito investimentos nesta guerra com seus amigos aliados (Inglaterra e França). Era preciso garantir o recebimento de tais investimentos. Utilizou-se como pretexto o afundamento do navio “Lusitânia”, que conduzia passageiros norte-americanos.
Participação do Brasil – Os alemães, diante da superioridade naval da Inglaterra, resolveram empreender uma guerra submarina sem restrições. Na noite de 3 de abril de 1917, o navio brasileiro “Paraná” foi atacado pelos submarinos alemães perto de Barfleur, na França. O Brasil, presidido por Wenceslau Brás, rompeu as relações com Berlim e revogou sua neutralidade na guerra. Novos navios brasileiros foram afundados. No dia 25 de outubro, quando recebeu a noticia do afundamento do navio “Macau”, o Brasil declarou guerra à Alemanha. Enviou auxilio à esquadra inglesa no policiamento do Atlântico e uma missão médica.

A temporária paz no mundo

O povo alemão desejava o fim da guerra. Uma greve geral e um motim em Kiel fizeram o Kaiser Guilherme II abdicar. A Alemanha foi transformada em República em 11 de novembro de 1918. o novo governo assinou o armistício, arcando com o fardo de aceitar os termos da paz. O exército alemão não se considerava vencido, pois a paz foi decretada com suas tropas dentro do território francês.


Paz dos vencedores

O Tratado de Versalhes reuniu o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, e os primeiros ministros da França, Georges Clemenceau e da Grã-Bretanha, David Lloyd-George.

Os Estados Unidos, França e Inglaterra, os países vencedores, realizaram a Conferência de Paris no Palácio de Versalhes em 1919. Estabeleceu-se a paz dos vencedores e diminuía-se de forma colossal o poder alemão no mundo.

Conseqüências das deliberações do Tratado de Versalhes:
  • Cessão de territórios.
  • Desmilitarização de regiões fronteiriças à França.
  • Diminuição dos exércitos alemães em cem mil homens.
  • Território alemão dividido por um “corredor” que dava acesso ao mar para a Polônia.
  • Danzig (cidade alemã) tornou-se porto livre.
  • A Alemanha deveria pagar uma indenização de 33 bilhões de dólares aos vencedores (quantia absurdamente alta).

Situação do mundo após a Primeira Guerra

O poder mundial no pós-guerra desloca-se para os Estados Unidos. A Europa estava abalada com uma guerra que deixou entre mortos e feridos 28 milhões de pessoas, ou seja, a perda de 10% de sua mão-de-obra.

Geograficamente, Hungria, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Polônia, Letônia, Lituânia, Estônia e Finlândia tornaram-se Estados independentes.

Batalha de Sedan
Kaiser Guilherme I e seus generais durante a Guerra Franco-Prussiana

A Batalha de Sedan iniciou-se em setembro de 1870 e viu uma avassaladora força prussiana derrotar as tropas francesas em um dia. Na cidade de Sedan, próxima à fronteira com a Bélgica, havia uma fortificação estrategicamente construída para conter invasões ao território francês. O rio Meuse compunha junto à fortaleza mais uma barreira para o avanço das tropas inimigas. Além do mais, os franceses tinham o conhecimento de que, caso fossem derrotados na localidade, o caminho para se chegar até Paris estaria facilitado.

Texto completo clique AQUI

Conflito no Bálcãs

CLIQUE AQUI PARA INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA

A Guerra dos Bálcãs foi um conflito entre os anos de 1912 e 1913, que ocorreu na região da península balcânica. De fato, foi a disputa entre Sérvia, Montenegro, Grécia, Romênia, Turquia e Bulgária pela posse dos territórios remanescentes do Império Otomano. 

De uma lado, a Liga Balcânica formada por Grécia, Sérvia, Bulgária e Montenegro, reivindicava melhor tratamento aos cristãos na Macedônia turca, porém seu objetivo claro era a conquista territorial; de outro, estava a enfraquecida Turquia, que já estava em guerra com a Itália. 

Em outubro de 1912 os exércitos da Liga capturaram toda a região do antigo Império Otomano, com exceção de Constantinopla, posteriormente foi assinado o Tratado de Londres, no qual o mapa dos Bálcãs foi redesenhado.

Texto completo clique AQUI.

COMPLEMENTAR

A crise nos Bálcãs começou em 1908, quando a Áustria resolveu anexar ao seu território às províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina, cobiçadas pela Sérvia e Rússia. A Alemanha declarou apoiar os austríacos. A Rússia, ainda não refeita dos prejuízos da guerra russo-japonesa, procurou uma aliança com a França e encorajou a Sérvia, a Bulgária, a Grécia e o Montenegro a vingarem as atrocidades cometidas pelos otomanos contra os eslavos da Macedônia com uma invasão militar na qual já estava previamente resolvido que, após a derrota dos turcos, a Albânia seria dada à Sérvia.

A vitória daqueles pequenos países balcânicos contra os turcos impressionou o mundo e alarmou a Áustria. Quando os vencedores desentenderam-se quanto à partilha, a Áustria, receosa da expansão Sérvia no ocidente, forçou diplomaticamente o reconhecimento da Albânia como Estado independente. Sem uma saída para o mar e frustrados nas suas pretensões, os sérvios aguçaram seu ódio contra os austríacos.

O nacionalismo sérvio relacionou-se com o pan-eslavismo, que se baseava na ideia de que todos os eslavos da Europa Oriental constituíam uma grande família, tendo o protetorado da Rússia. Simultaneamente ocorria um movimento de revanche que envenenou os franceses, recordando a derrota de 1870. Foi nesse clima de insegurança, de militarismo e de nacionalismo exacerbado, de acordos secretos e de alianças políticas que um estudante sérvio, Gavrilo Princip, assassinou em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, capital da Bósnia, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro da coroa austríaca.

A reação da Áustria contra a Sérvia aconteceu exatamente um mês depois do assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, os austríacos começaram a bombardear Belgrado. Com o bombardeio de Belgrado, entraram em choque as alianças políticas feitas anteriormente, iniciando assim os primeiros conflitos da Primeira Guerra Mundial.


Revolução Bolchevique: Rússia fora da guerra

Uma imagem clássica da luta de classes (czaristas contra os proletários)

Ficou conhecido pelo nome de bolchevique o grupo político russo formado por ex-integrantes do Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR), fundado em 1898. O termo bolchevismo é de origem russa e significa, literalmente, "maioria" (em russo, bolscinstvó).


É longo, porém é essencial para entendermos a necessidade da Revolução

A utilização do termo para se referir a tal grupo se deve à divisão ocorrida no POSDR, cujos integrantes eram defensores do ideal marxista. Em seu segundo congresso, realizado em Londres, em 1903 (pois a liderança do partido estava banida da Rússia), surgiram duas novas correntes políticas: bolcheviques e mencheviques. Os bolcheviques constituíam a maioria do antigo partido, daí o termo com que ficaram conhecidos. Sob o comando de Vladimir Lênin, ocorrerá em torno do Partido Bolchevique a aglomeração de várias lideranças políticas visivelmente influenciadas por ideais revolucionários e interessadas em dar fim às imposições do governo vigente por meio de uma completa reforma na sociedade russa.

Em 20 horas de ação e ao custo de apenas seis vidas humanas, os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. A ação começou às 2h, quando soldados do Exército Vermelho, comandado por Leon Trotski, invadiram a capital Petrogrado.

"Em pouco tempo, já dominavam as centrais telefônicas, as estações de trens, os bancos e os ministérios. A tomada da sede do governo só não ocorreu nas primeiras horas porque uma brigada feminina estava encarregada de protegê-la. Com isso, o chefe do governo, Alexandre Kerenski, teve tempo para fugir em um carro cedido pelo embaixador americano. À noite, o palácio foi finalmente tomado e, às 22h, Trotski anunciou a queda do governo e a transferência do poder para o Comitê Militar Revolucionário. Pouco depois, seria proclamado o Estado dos Sovietes, sob a direção do Conselho de Comissários do Povo, presidido por Vladimir Lênin, que, da Finlândia, foi um dos mentores intelectuais da revolução.

A fuga de Lênin, em julho, deu-se praticamente no momento em que Kerenski chegava à presidência do governo provisório, instituído em março, após a queda do regime czarista. No dia 10, Nicolau II mandou a guarda reprimir uma manifestação de 200 mil grevistas em Petrogrado. Os militares se recusaram a atacar os manifestantes. A Duma também se voltou contra o czar e, sem consultá-lo, tomou para si o Poder Executivo do país. Acuado, Nicolau II abdicou em favor de seu irmão, que, sem condições de restabelecer a ordem, também recusou o trono."

Texto completo clique AQUI e texto bacana AQUI também.

Consequências da guerra:
a) O aparecimento de novas nações;
b) Desmembramento do império Austro- Húngaro;
c) A hegemonia do militarismo francês, em decorrência do desarmamento alemão;
d) A Inglaterra dividiu sua hegemonia marítima com os Estados Unidos;
e) O enriquecimento dos Estados Unidos;
f) A depreciação do marco alemão, que baixou à milionésima parte do valor, e a baixa do franco e do dólar;
g) O surgimento do fascismo na Itália e do Nazismo na Alemanha.

Os "14 Pontos do Presidente Wilson"

Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia:
1) "acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da diplomacia secreta;
2) liberdade dos mares;
3) eliminação das barreiras econômicas entre as nações;
4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível mínimo compatível com a segurança";
5) ajuste imparcial das pretensões coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas;
6) evacuação da Rússia;
7) restauração da independência da Bélgica;
8) restituição da Alsácia e da Lorena à França;
9) reajustamento das fronteiras italianas, "seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente reconhecíveis";
10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áustrio-Hungria;
11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para Sérvia;
12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente";
13) uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente polonesas" e com acesso para o mar;
14) uma Liga das Nações, órgão internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas entre os países.
Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para com os derrotados, abraçando a ideia de uma Paz "sem vencedores nem vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas, pois o desejo de uma "vendetta" (vingança) por parte da Inglaterra e principalmente da França prevaleceram sobre as intenções americanas.
O Tratado de Versalhes: conjunto de decisões tomadas no palácio de Versalhes no período de 1919 a 1920. As nações vencedoras da guerra, lideradas por Estados Unidos, França e Inglaterra, impuseram duras condições à Alemanha derrotada. O desejo dos alemães de superar as condições humilhantes desse tratado desempenhou papel importante entre as causas da Segunda Guerra Mundial:
- Restituir a região da Alsácia-Lorena à França.
- Ceder outras regiões à Bélgica, à Dinamarca e à Polônia (corredor polonês).
- Ceder todas as colônias.
- Entregar quase todos seu navios mercantes à França, à Inglaterra e à Bélgica.
- Pagar uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores.
- Reduzir o poderio militar de seus exércitos limitados a 100 mil voluntários, sendo proibida de possuir aviação militar, submarinos, artilharia pesada e tanques, e o recrutamento militar foi proibido.
- Considerada a grande culpada pela guerra.
A formação da Liga das Nações: em 28 de abril de 1919, a Conferência de Pás de Versalhes aprovou a criação da Liga das Nações, com a missão de agir como mediadora nos casos de conflito internacional, preservando a paz mundial. Entretanto, sem a participação de países importantes como os Estados Unidos, União Soviética e Alemanha, a liga revelou-se um organismo impotente.
         A ascensão econômica dos Estados Unidos no pós-guerra: os Estados unidos alcançaram significativo desenvolvimento econômico através da exportação de produtos industrializados. A Europa tornou-se dependente dos produtos americanos.

CURIOSIDADE



Thomas Edward Lawrence ou Lawrence da Arábia (1888-1935), mais conhecido como T. E. Lawrence, foi um militar britânico que se notabilizou por integrar-se às tribos árabes do Oriente Médio durante a Primeira Guerra Mundial, auxiliá-las em sua unificação e instigá-las na luta contra o Império Turco-Otomano, que na época controlava a região. A experiência de T. E. Lawrence com a cultura islâmica foi profunda e marcante, tendo resultado em obras como Revolta no Deserto e Os sete pilares da sabedoria, por isso, recebeu a alcunha de Lawrence da Arábia.

Um filme clássico para entender a atuação inglesa no oriente

No período anterior à guerra, T. E. Lawrence dedicava-se ao estudo de língua, cartografia, fotografia e escavações arqueológicas, tendo desenvolvido um interesse amplo sobre regiões e culturas diferentes das que se formaram na Europa. Esses estudos foram absolutamente fundamentais durante a guerra, sobretudo para articular-se com árabes e traçar estratégias de combate contra o Império Turco-Otomano.

Texto completo clique AQUI.

RESUMASSO (não recomendado, mas ajuda a pontuar o evento)

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Causas

- A partilha das terras da África e Ásia, na segunda metade do século XIX, gerou muitos desentendimentos entre as nações européias. Enquanto Inglaterra e França ficaram com grandes territórios com muitos recursos para explorar, Alemanha e Itália tiveram que se contentar com poucos territórios de baixo valor. Este descontentamento ítalo-germânico permaneceu até o começo do século XX e foi um dos motivos da guerra, pois estas duas nações queriam mais territórios para explorar e aumentar seus recursos.

- No final do século XIX e começo do XX, as nações européias passaram a investir fortemente na fabricação de armamentos. O aumento das tensões gerava insegurança, fazendo assim que os investimentos militares aumentassem diante de uma possibilidade de conflito armado na região;

- A concorrência econômica entre os países europeus acirrou a disputa por mercados consumidores e matérias-primas. Muitas vezes, ações economicamente desleais eram tomadas por determinados países ou empresas (com apoio do governo);

- A questão dos nacionalismos também esteve presente na Europa pré-guerra. Além das rivalidades (exemplo: Alemanha e Inglaterra), havia o pan-germanismo e o pan-eslavismo. No primeiro caso era o ideal alemão de formar um grande império, unindo os países de origem germânica. Já o pan-eslavismo era um sentimento forte existente na Rússia e que envolvia também outros países de origem eslava.

Início da Guerra
- Estopim : assassinato do príncipe do Império Austro-Hungaro Francisco Ferdinando
- A guerra espalha-se pelo mundo.
- Formação de Alianças: Entente (Inglaterra, França e Rússia) x Aliança ( Itália, Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- Brasil participa ao lado da Tríplice Entente
- Guerra de Trincheiras
- Novas Tecnologias de Guerra
- A participação das Mulheres como operárias na indústria de armamentos

O Fim da Guerra
- 1917 : entrada dos EUA e derrota da Tríplice Aliança ( Alemanha e Império Austro-Húngaro)
- O Tratado de Versalhes : imposições aos derrotados
- Resultado da Guerra : 10 milhões de mortos / cidades destruídas / Campos arrasados

UMA VÍDEO AULA PARA ARREMATAR O TRABALHO DE ABSORÇÃO DOS CONTEÚDOS

Um clássico das vídeo aulas.


SAIBA MAIS:







EXERCÍCIOS PARA TREINAR:


1. Qual das alternativas abaixo apresenta uma das principais causas da Primeira Guerra Mundial?

A - A influência dos Estados Unidos na política econômica europeia no início do século XX.
B - O descontentamento da Itália e Alemanha com a divisão de territórios na África e Ásia no processo de Neocolonialismo (século XIX).
C - A união política, econômica e militar entre Alemanha e Grã-Bretanha.
D - O processo de globalização econômica e a formação da União Europeia no final do século XIX.

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2. Qual foi o estopim (fato que deu início) da Primeira Guerra Mundial?

A - A invasão da Polônia pelo exército alemão.
B - A formação do bloco militar composto por Alemanha, Itália e França.
C - O assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do Império Austro-Húngaro.
D - A disputa por território no continente americano, principalmente entre Alemanha e Itália.

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3. Qual alternativa apresenta a composição correta dos blocos militares, formados antes da Primeira Guerra Mundial:

A - Tríplice Aliança (Espanha Itália e Alemanha) e Tríplice Entente (Estados Unidos, França e Japão)
B - Tríplice Aliança (Rússia, Alemanha e Itália) e Tríplice Entente (Japão, Alemanha e Grã-Bretanha)
C - Tríplice Aliança (França, Alemanha e Rússia) e Tríplice Entente (Portugal, França e Estados Unidos)
D - Tríplice Aliança (Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha) e Tríplice Entente (Rússia, Reino Unido e França)

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4. Qual alternativa descreve de forma correta a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial?

A - O Brasil participou enviando medicamentos e equipes de assistência médica para ajudar os feridos da Tríplice Entente. Também realizou missões de patrulhamento no Oceano Atlântico, utilizando embarcações militares. 
B - O Brasil enviou soldados, veículos militares, armamentos e munições, atuando diretamente nos campos de batalha da Europa.
C - O Brasil ficou neutro durante todo o conflito.
D - O Brasil enviou soldados para ajudar na composição das forças militares da Tríplice Aliança.

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5. Sobre o fim da Primeira Guerra Mundial é correto afirmar que:

A - Os países da Tríplice Aliança venceram o conflito e retomaram o controle de diversos territórios na Europa, Ásia e África.
B - Embora derrotados, Alemanha e Império Austro-Húngaro não sofreram punições e restrições militares.
C - Os países da Tríplice Aliança saíram derrotados e foram forçados a assinarem o Tratado de Versalhes, que impôs severas punições e restrições aos derrotados, principalmente à Alemanha.
D - Com a derrota na Primeira Guerra Mundial, os países da Tríplice Entente, principalmente Rússia e Grã-Bretanha, sofreram com uma forte crise econômica nas três décadas seguintes.




Respostas das questões:
1. B | 2. C | 3. D | 4. A | 5. C







SÓ PRA DESCONTRAIR!!!

Vídeo para refletir!

USEM E ABUSEM DOS ESTUDOS!!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

8º A e B - O Período Napoleônica (1799-1815) 3º Bimestre (2017)

BACANA QUADRINHOS

Era Napoleônica em quadrinhos show


PEQUENO VÍDEO EXPLICATIVO


Iniciada com o golpe do 18 Brumário, a Era Napoleônica representou a consolidação das instituições da burguesia na França e sua propagação pela Europa.

A autocoroação: o ponto máximo do governo de um lendário estadista e chefe militar.

A Era Napoleônica compreendeu o período da chegada de Napoleão Bonaparte ao poder no Consulado, em 1799, e terminou com sua derrota na Batalha de Waterloo e seu exílio na Ilha de Santa Helena, em 1815. Duas caraterísticas principais podem ser ressaltadas nesse período da história mundial: a consolidação das instituições burguesas nos Estados Nacionais e a expansão do Império Napoleônico para outros locais da Europa, configurando-se como uma ameaça ao Antigo Regime Absolutista do continente.

A subida de Napoleão ao poder ocorreu em meio à crise que havia no Diretório (1795-1799), sendo verificadas conspirações tanto à esquerda, com a Conspiração dos Iguais, quanto à direita, com as ações dos realistas. O prestígio conquistado com as campanhas militares externas pelo exército francês em geral, e a de Bonaparte em particular, colocou Napoleão para ser o garantidor da ordem interna da França. O golpe contra o Diretório no 18 de Brumário (09 de novembro de 1799) representou a reação dos girondinos, tendo Bonaparte à frente da conspiração.

Com o golpe, tinha início o período do Consulado (1799-1804). Nele, Napoleão Bonaparte tornou-se um dos três cônsules, ao lado do abade Sieyès e Roger Ducos. Mas pelo fato de ser o primeiro-cônsul, era Napoleão que centralizava o poder executivo, principalmente com o reforço de poder a esse cargo dado pela Constituição do Ano X (1802). Internamente, o objetivo era reorganizar a economia, a sociedade francesa e as novas instituições da burguesia, criando uma estabilidade no país. No plano econômico, uma das principais medidas foi a criação do Banco da França que, controlado pelo Estado, criou o padrão monetário do franco, possibilitando ainda financiamentos à indústria francesa e à agricultura. A criação desse banco central possibilitou ainda o controle inflacionário.

No âmbito da organização social, a principal instituição burguesa criada por Bonaparte foi o Código Civil Napoleônico, em 1804, que serviu de parâmetro a diversos códigos civis nacionais posteriores. Inspirado no direito romano, ele garantia vários princípios caros à burguesia liberal, como a liberdade individual, liberdade de trabalho, liberdade de consciência, Estado leigo, igualdade perante a lei e direito à propriedade privada. Mas o código não garantia direitos ao trabalho assalariado, proibindo greves e organizações de trabalhadores, além de restabelecer a escravidão nas colônias.

Bonaparte realizou ainda reforma no ensino, com a criação de liceus, que garantiram a formação de parte do funcionalismo público e de oficiais para o exército, além de cursos superiores, como nas escolas de Direito, de Política e Técnica Naval. Na Relação com a igreja católica, foi realizada uma concordata com o papa Pio VII, pacificando essa relação e mantendo a igreja submetida ao Estado francês. Inúmeras obras públicas foram realizadas, garantindo condições infraestruturais ao país e também consolidando o apoio dado a Napoleão pela população.

Com esse apoio, Napoleão pôde conseguir a vitaliciedade do poder com a Constituição do Ano XII, tornando-se imperador da França. Porém, o período do Império (1804-1815) não pode ser igualado às monarquias do Antigo Regime. O Império Napoleônico era a consolidação das instituições de poder da burguesia, e não da nobreza, passando ainda a uma ação de expansão da forma de organização social burguesa.

A expansão do Império Napoleônico causou enormes atritos com os demais países europeus, quase todos representantes do Antigo Regime. Inúmeras coligações foram realizadas para deter a expansão territorial francesa. E o temor era explicado pela velocidade com que os exércitos napoleônicos realizavam suas conquistas.

Apesar da derrota naval de Trafalgar, em 1805, para os ingleses, os franceses conseguiram derrotar austríacos, prussianos, bem como realizaram o sepultamento do Sacro Império Romano-Germânico, constituindo em seu lugar a Confederação do Reno. Parte do norte da Itália já havia sido conquistada em 1801. Territórios da Bélgica, da Holanda, da Espanha e outros estados germânicos passaram a ser controlados diretamente pelo Império de Napoleão, ou por parentes seus, ou ainda passaram a ser administrados em sistema de protetorado. Essa expansão levou a disseminação para o continente dos princípios liberais franceses.

Em 1806, Napoleão declarou o Bloqueio Continental contra a Inglaterra, com o objetivo de enfraquecer economicamente o reino britânico ao impedir a exportação de mercadorias industrializadas aos demais países europeus e também o envio de matérias-primas dos países do continente à ilha. Essa medida teve sucesso inicialmente, mas abriu caminho para a derrocada napoleônica. A Inglaterra conseguiu novos mercados para seus produtos, principalmente na América. Mas a França não tinha condições de suprir a oferta britânica.

O Bloqueio criou ainda reações nacionalistas por parte das populações dos países invadidos, como na Península Ibérica e Rússia. A campanha militar neste último país representou uma das piores derrotas de Napoleão. Apesar dos mais de 600000 mil homens enviados, a tática de terra arrasada utilizada pelos russos (incendiando cidades e plantações) e o intenso frio de 1812 foram decisivos para a derrota francesa. Voltaram da Rússia cerca de 100 mil homens, mostrando a desmoralização a que chegava o exército napoleônico.

Em 1813, Napoleão foi derrotado na Batalha das Nações, em Leipzig, pela Sexta Coligação, formada por Prússia, Inglaterra, Rússia e Áustria. No ano seguinte, os aliados entraram em Paris e obrigaram Napoleão a assinar o Tratado de Fontainebleau, que o tornava exilado na Ilha de Elba, no Mediterrâneo, perdendo seus direitos ao trono francês, recebendo ainda uma pensão anual de dois milhões de francos.

A dinastia dos Bourbons foi restaurada com a subida ao trono de Luís XVIII. Porém, em março de 1815, Napoleão desembarcou novamente na França com mais de mil soldados. Foi recebido com festa por parte de membros do exército e da população. Luís XVIII fugiu para a Bélgica, e Bonaparte retomou o trono por Cem Dias. Entretanto, a tentativa de ataque a uma nova coligação de aliados saiu fracassada. Na Batalha de Waterloo, Napoleão foi derrotado pelo duque de Wellington. Com sua derrota, Napoleão foi exilado na ilha de Santa Helena, na costa africana, onde morreu em 1821.


RESUMASSO

Era Napoleônica
O início da Era Napoleônica é um desdobramento de diversos conflitos entre a burguesia e as camadas populares durante da Revolução Francesa. Durante a terceira fase desta, também conhecida como Diretório, foi-se instalado um governo burguês e uma nova constituição. Nessa fase, o poder executivo era composto por cinco diretores. O golpe do 18 Brumário, articulado pelos diretores temerosos da crescente popularidade do militar, levou ao poder Napoleão Bonaparte com o apoio da baixa burguesia e do exército, dando início da Era Napoleônica, que futuramente seria dividida em três fases: o consulado, o império e o governo de cem dias.

O Consulado (1799-1804)
A principal característica deste período é a de se assemelhar a uma república. Napoleão garantiu a estabilidade econômica da França, além de consolidar o capitalismo a fim de combater com a Inglaterra. Criou o Banco da França, responsável por ceder créditos para o incentivo da indústria no país além de controlar a inflação. Também foi responsável pelo Senado e pelo Tribunal, o setor legislativo do Estado.

Sagaz como era, Napoleão não deixou de lado o apoio da Igreja, assinando concordatas com o papa. Assim, o Estado poderia confiscar as terras da Igreja desde que desse suporte e amparo a esta. Além disso, criou o Código Civil Napoleônico, onde assegurava a igualdade perante a lei, o direito a propriedade privada, a proibição de greves e o restabelecimento da escravidão.

Seu governo foi marcado pela paz externa e graças a isso, através de um plebiscito, Napoleão Bonaparte foi declarado único Cônsul Vitalício Hereditário, o que desencadeou, pouco tempo depois também por plebiscito, a sua proclamação como Imperador.

O Império (1804-1814)
Com o apoio do povo, através de um plebiscito, a França entrava em um regime monárquico do qual Napoleão seria o Imperador. A corte era constituída pela alta burguesia, membros da elite do exército e pela antiga nobreza.

As principais características desse período foram as constantes guerras externas, o que fez com que a França chegasse a sua maior extensão territorial até então e tivesse o exército mais poderoso de toda a Europa. A Inglaterra, inimigo histórico da França, sempre foi o seu principal alvo e durante esse período não seria diferente. A fim de diminuir o poder econômico do país inglês, Napoleão declarou o Bloqueio Continental (1806), isto é, aqueles países que fossem aliados da França não mais poderiam fazer trocas comerciais com a Inglaterra, caso fizessem teriam seus países invadidos. Assim, a Inglaterra não mais faria exportações, causando uma crise industrial/comercial naquele país.

Paulatinamente, os países aliados da França, como a Rússia, foram tendo suas economias quebradas devido ao fato de que a França não podia suprir as necessidades mercantis da mesma forma que a Inglaterra fazia. Em 1812, o Czar Alexandre I da Rússia rompe a aliança que tinha com o país francês e volta a comercializar com a Inglaterra, o que força Napoleão a investir seus esforços em uma campanha contra a Rússia. Mais astuto do que Bonaparte poderia prever, o czar Alexandre I utiliza a técnica da Terra Arrasada, ou seja, a própria população russa destrói qualquer plantação ou abrigo que pudesse servir ao inimigo francês, o que leva à derrota o exército da França por fome e frio no território russo.

Ao retornar a França em 1813, Napoleão Bonaparte tem seu exílio decretado na Ilha de Elba pela Espanha, Rússia, Prússia, Inglaterra e Áustria, após a vitória destes na batalha de Leipzig.

O Governo dos Cem Dias
Cerca de um ano depois de sua ida a Ilha de Elba, Napoleão consegue fugir e retorna à França. Sob os festejos de ex-soldados, governa o último dos períodos napoleônicos: o governo de cem dias.

Após nova derrota na Batalha de Waterloo, em 1815, os ingleses decretam seu novo exílio na Ilha de Santa Helena, na África, onde permanece até sua morte, em 1821.

Vídeos recomendado:


Achei essa série muito interessante.


Um documentário bacana também.


Com uma proposta equivocada ao ovacionar Napoleão, mas....


Um filme (não assiti esse, depois comento)

O CONGRESSO DE VIENA E A SANTA ALIANÇA

Congresso de Viena

No período de 2 de maio de 1814 e 9 de junho de 1815 aconteceu na capital da Áustria uma conferência com os representantes das grandes potências europeias, o que conhecemos como Congresso de Viena. Esta reunião teve como líderes a Áustria, Rússia, Prússia e Inglaterra. Portugal não pôde fazer parte, pois era uma coroa refugiada na colônia, já que havia fugido para o Brasil.

Durante o período Napoleônico, a Europa foi alterada tanto politica quanto economicamente. O Congresso de Viena tinha como objetivo reorganizar as fronteiras que foram alteradas durante essa época e ainda restaurar a ordem absolutista do antigo regime. Porém, os países vencedores temiam que acontecesse alguma nova revolução, já que era perceptível que havia uma instabilidade no ar, assim eles sentiram a necessidade de selar um tratado onde se estabelecesse a paz e a estabilidade na política Europeia. Além disso, o Congresso refletia o Princípio da Legitimidade, que garantia que alguns tronos das antigas dinastias europeias fossem entregue a seus verdadeiros donos, como os Bourbon em Nápoles, Espanha e França, os Bragança em Portugal, os Saboia no Piemonte, a dinastia de Orange na Holanda, entre outros. A política de compensações territoriais tratou de fazer uma reorganização geográfica das fronteiras estabelecidas por Napoleão e redefini las para assim fazer as devidas devoluções. 

A França também ficou incumbida de pagar indenizações para aqueles países que foram prejudicados pelas invasões de Napoleão, e até tudo ser quitado os exércitos se manteriam na França, a fim de intimidá-la para resolver logo essa situação.


Santa Aliança

Como uma forma de se organizar contra futuros movimentos que colocassem em perigo tudo que havia sido decidido com o Congresso de Viena, foi criado um pacto militar que se denominou Santa Aliança. Proposta pelo Czar da Rússia, ela tinha como principal objetivo fazer com que houvesse uma ajuda mútua das monarquias europeias, tudo em nome da paz, da justiça e da religião. Se por acaso algum movimento liberal ou revolução burguesa tentasse se inflamar contra as atitudes tomadas, a Santa Aliança entraria em ação e evitaria que algo maior ocorresse.

Este pacto conseguiu por fim a diversos movimentos liberais, como o movimento de cunho nacionalista, que tentava a todo custo obter a unificação da Alemanha, em 1821.

Porém, com a saída da Inglaterra, que não aceitava que tropas fossem enviadas para a América Latina com a finalidade de reprimir os muitos levantes que ameaçavam o colonialismo, o pacto começou a ruir. Os Ingleses possuíam seus interesses próprios, lucravam com a expansão comercial e queriam conseguir novos mercados com seus produtos industrializados, ficando assim contra a política da Santa Aliança, desaprovando a presença dos militares nas colônias da América.


Doutrina Monroe

Em 1823, foi proclamado nos Estados Unidos a Doutrina Monroe, que em resumo significava algo que podemos definir em uma simples frase: “A América para os americanos”. De acordo com este documento, todo e qualquer problema político relativo ao continente americano deve ser resolvido pelo próprio continente, não aceitando intervenções de fora, demonstrando assim, claramente, oposição aos desejos da Santa Aliança, que queriam ter algum tipo de influência sobre o continente.

Com o passar dos anos novas ondas de revoluções foram tomando os cantos da Europa, o que representou graves problemas para o pacto da Santa Aliança. As portas para a independência dos países foram abertas, e eles começaram a lutar por esse direito. Países como Grécia e Turquia resolveram trocar o absolutismo por parlamentos constitucionais, em 1828, sendo seguido pela França, que em 1830 marcou o fim da dinastia Bourbon com a sua Revolução Liberal.



Coligação criada pelas potências monárquicas da Europa: Império Russo, Império Austríaco e Reino da Prússia.



Compartilhando ppt (power point), AQUI



CURIOSIDADES SOBRE NAPOLEÃO (AQUI)

MÚSICA DO DESAFIO




EXERCÍCIOS PARA FIXAÇÃO - FUNDAMENTAL E MÉDIO

1. O golpe de Estado que ocorreu no dia 10 de novembro de 1799 marcou o final do processo revolucionário na França e o início de um novo período denominado:
a) Era Napoleônica 
b) Era revolucionária
c) Marco revolucionário
d) Período revolucionário
e) Era de Viena

2. O governo de Napoleão Bonaparte pode ser periodizado em consulado, império e:
a) monarquia
b) militarismo
c) governo dos cem dias 
d) comunismo
e) socialismo

3. No período do consulado Napoleão Bonaparte dirigiu realizações em vários setores da vida econômica, política e social do país, exceto:
a) Na administração
b) Na economia
c) Na educação
d) No direito
e) Na saúde pública

4. Em outubro de 1805, a marinha francesa tentou invadir a Inglaterra, mas foi derrotada. Os ingleses comandados pelo almirante Nelson, venceram os franceses:
a) na Guerra dos cem dias
b) no bloqueio continental
c) na Batalha de Trafalgar 
d) na batalha de Austerlitz
e) na batalha de Waterloo

5. Com as primeiras derrotas militares de Napoleão Bonaparte, os dirigentes dos países vencedores organizaram:
a) a coligação militar
b) o congresso de Viena 
c) a expansão militar
d) a santa aliança
e) os movimentos nacionalistas


6. O que foi o golpe de 18 brumário?
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7. Qual era a principal finalidade do Código Civil Napoleônico?
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8. O que as principais potências europeias temiam?
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9. Qual era a intenção de Napoleão em relação a essas potências?
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10. O que foi o bloqueio continental?
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11. Como era organizado o sistema de educação de Napoleão?
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12. Qual foi a solução encontrada por D.João, príncipe regente de Portugal, diante do bloqueio continental?
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13. Por que Napoleão foi derrotado na Rússia?
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14. O que foi o governo dos Cem Dias?
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15. Qual foi a última batalha de Napoleão e o que aconteceu com ele?
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16. Quais os objetivos do congresso de Viena?
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17. O que foi a Santa Aliança?
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GABARITO

1 - A

2 - C

3 - E

4 - C

5 - B

6 - O Golpe do 18 Brumário foi um golpe de estado ocorrido na França, e que representou o fim da Revolução Francesa, a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder e a consolidação dos interesses burgueses no país. No calendário revolucionário francês, este dia ocorreu em 18 de brumário do ano IV (9 de novembro de 1799 no calendário gregoriano).


7-  O Código Napoleônico, um Código Civil, em 1804, representando em grande parte interesses dos burgueses, como casamento civil (separado do religioso), respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e igualdade de todos ante a lei. Está em vigor até hoje, embora com consideráveis alterações legislativas posteriores. Napoleão também instituiu em 1809 um Código Penal, que vigorou até 1994, quando a Assembléia Nacional aprovou o novo Código.

8 - Áustria, Prússia e Inglaterra – eram governadas por monarcas que temiam ser derrubados por movimentos revolucionários como o que provocou a execução de Luís XVI na França (1793). 

9 - Para Napoleão, portanto, era importante derrotar esses países e colocar em cada um deles governantes aliados, no caso das potências dominadas, colocaria um parente seu mais próximo configurando um domínio Napoleônico, ou seja, no contexto da rivalidade que mantinha com a Inglaterra pela supremacia internacional (no plano político, militar e econômico).

10 - Napoleão Bonaparte resolveu impor o chamado Bloqueio Continental. Nos termos de um decreto assinado em Berlim a 21 de novembro de 1806, ficava proibida a entrada nos portos do continente europeu aos navios vindos da Inglaterra ou das suas colônias ultramarinas. 
O Bloqueio Continental foi a resposta francesa à política inglesa que proibia os estados neutros de estabelecerem trocas comerciais com a França, sob pena de apresar os seus barcos e de confiscar as suas mercadorias. Com este bloqueio a Europa deveria fechar as suas portas à exportação inglesa, o que significava para a Inglaterra um duro golpe na sua economia, muito dependente das suas indústrias exportadoras, sobretudo das manufaturas.

11 - reorganizou-se o ensino e a prioridade foi a formação do cidadão francês. Reconheceu-se a educação pública como meio importante de formação das pessoas, principalmente nos aspectos do comportamento moral, político e social.

12 - Como Portugal nutria íntimas relações com a Inglaterra desde ao menos o século anterior, seu príncipe-regente D. João VI resolveu não ceder às pressões de Bonaparte, desrespeitando as deliberações do Bloqueio Continental. Em represália, semanas depois o exército francês viria a invadir o território lusitano, não encontrando mais por lá, no entanto, a família real. Neste meio tempo, a corte portuguesa retirou-se do país em direção àquela que era, então, sua maior colônia, o Brasil.

13 - Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo tzar Alexandre I da Rússia, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia, à frente de mais de 600.000 soldados oriundos dos mais diferentes recantos da Europa . Sem saída, a Rússia usa uma tática de guerra chamada terra queimada, que consistia em destruir cidades inteiras para criar um campo de batalha favorável aos defensores. Aliada com o inverno rigoroso, a Rússia consegue vencer o exército napoleônico que sai com apenas 120.000 homens (o restante ou morreu ou se dispersou pelo continente). Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesa, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napoleão retorna imediatamente a Paris e domina a situação.

14 - O período conhecido como os Cem Dias (também chamado de Cem Dias de Napoleão ou Governo dos Cem Dias) marca o período do retorno do imperador francês Napoleão I ao poder, após sua fuga do exílio na ilha de Elba. Ele chegou em Paris em 20 de março de 1815. Determinados a remove-lo do trono de uma vez por todas, diversas potências europeias, como a Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria, formaram uma nova coalizão (a Sétima Coligação) contra a França. A volta de Napoleão aconteceu ao mesmo tempo em que o Congresso de Viena estava em andamento. Em 13 de março, sete dias antes do imperador francês marchar na capital, os dignitários europeus em Viena declararam Bonaparte oficialmente um fora da lei.

15 - Voltando do primeiro exílio e com pouco tempo pra se organizar Napoleão se mete com a Inglaterra na batalha de Waterloo onde suas tropas de 1200 homens foram finalmente destruídas depois disso ele foi exilado definitivamente até o fim da vida.

16 - O Congresso de Viena foi uma conferência entre embaixadores das grandes potências europeias que aconteceu na capital austríaca, entre 2 de maio de 1814 e 9 de Junho de 1815, cuja intenção era a de redesenhar o mapa político do continente europeu após a derrota da França napoleônica na primavera anterior, retomar a colonização (como visto na Revolução Liberal do Porto), no caso do Brasil, restaurar os respectivos tronos às famílias reais derrotadas pelas tropas de Napoleão Bonaparte (como a restauração dos Bourbons) e firmar uma aliança entre os burgueses.

17 - A Santa Aliança foi uma coalizão política resultante da derrota final de Napoleão Bonaparte. A Santa Aliança foi um acordo político selado entre as grandes potências monarquistas da Europa: Império Russo, Império Austríaco e Reino da Prússia. Sua criação foi selada em Paris, em 26 de setembro de 1815, pelo tsar Alexandre I da Rússia.


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ESTUDEM!!!!!

sábado, 7 de março de 2015

8º A e B - O período Joanino - 1º Bimestre (2015)

VÍDEOS

ESSE É BACANA!!

1ª PARTE (ATENÇÃO: não é o Homer, é Dom João)

2º PARTE

3ª PARTE

4ª PARTE

5ª PARTE

6ª PARTE

7ª PARTE

8ª PARTE

9ª PARTE

10ª PARTE


11ª PARTE

12ª PARTE (UFA!! ACABOU!)


ESSE É MAIS SÉRIO!!! (MAS É EXCELENTE)

Parte 1

Para assistir a continuação clique nos links abaixo:




VERSÃO ESCRITA DA FUGA (por Laurentino), AQUI!

UM ESPECIALMENTE CRIADO PARA QUEM GOSTOU DE LAURENTINO, AQUI!


Chegada, Vinda ou Fuga da Família Real para o Brasil? (Pra mim, fuga de Dom Covardão)

Leia AQUI a leitura da FUGA da família real portuguesa para o Brasil

 Depois de governar cinco anos como cônsul, Napoleão Bonaparte foi coroado imperador da França em 1804. Conquistando grande parte da Europa continental, não conseguiu, contudo, submeter a Inglaterra.

Em 1806, o imperador francês Napoleão Bonaparte assinou em Berlim o decreto do Bloqueio Continental, que proibia, a todos os países do continente europeu, fazer comércio com a Grã-Bretanha (comumente chamada de Inglaterra, embora esta última não corresponda à totalidade do território britânico). O fato de Napoleão ter determinado essa medida em plena capital da Prússia – e não em Paris – nos dá conta da hegemonia que ele alcançara sobre as demais monarquias da Europa.

Incapaz de derrotar a inimiga Inglaterra no mar, devido à inferioridade naval francesa, o imperador pretendia debilitá-la economicamente, forçando o governo de Londres a um entendimento com a França.

Na ocasião, a Inglaterra era o único país do mundo que já se encontrava em plena Revolução Industrial. Como na França esse processo ainda era incipiente, seria impossível preencher o vácuo criado pela falta de produtos britânicos. Estes, portanto, continuaram a entrar na Europa Continental, por meio de contrabando. Na verdade, o Bloqueio Continental prejudicou mais os países que o praticaram do que aquele contra o qual ele fora planejado. A Holanda recusou-se a acatar as determinações de Napoleão, que mandou invadi-la e impôs seu irmão, Luís Bonaparte, como rei dos holandeses.

O Bloqueio Continental deixou Portugal em uma situação delicada. Desde 1641, ou seja, logo após o final da União Ibérica (1580-1640), o país caíra sob a dominação da Inglaterra. Essa relação se consolidará ao longo dos anos, notadamente após a assinatura do Tratado de Methuen (ou dos Panos e Vinhos, 1703), e foram inúteis os esforços do ministro Marquês de Pombal (1750-77) para alterá-la.

Em 1792, a rainha D. Maria I, atingida por irremediável doença mental, fora afastada da chefia do Estado. Em seu lugar, assumiu o governo, na qualidade de regente, o príncipe-herdeiro D. João (futuro D. João VI).

Se por um lado Portugal não podia afrontar Napoleão, dada sua vulnerabilidade a um ataque francês (na ocasião, a França era aliada da Espanha, por cujo território as tropas francesas necessariamente teriam de passar), por outro também não podia simplesmente romper com a Inglaterra. Aliás, a indiscutível supremacia marítima britânica inviabilizaria as comunicações entre Portugal e Brasil – principal colônia lusitana, de cuja exploração dependia a própria sobrevivência econômica de Portugal.

Em agosto de 1807, o governo francês enviou um ultimato a Portugal: ou aderia ao Bloqueio Continental, ou teria seu território invadido. Diante da negativa de D. João, os embaixadores da França e Espanha retiraram-se de Lisboa em 1º de outubro, como prenúncio da invasão.

Nessa situação crítica para o governo português, a Grã-Bretanha interveio por meio de seu embaixador em Portugal, lorde Strangford: o governo britânico oferecia proteção naval para que não só a Família Real, mas toda a Corte Portuguesa (isto é, os nobres que conviviam com a Família Real e seus servidores) e os funcionários do governo se transferissem para o Brasil. Em contrapartida, Portugal se comprometia – mediante um acordo firmado secretamente – a ceder temporariamente a estratégica Ilha da Madeira aos britânicos e a permitir o comércio direto entre a Grã-Bretanha e o Brasil.

Em 27 de outubro de 1807, França e Espanha assinaram o Tratado de Fontainebleau, que destronava a Dinastia de Bragança, reinante em Portugal desde a Restauração de 1640. O território português seria dividido em três partes, a maior das quais caberia pessoalmente a Napoleão.

Em 19 de novembro, o general francês Junot penetrou com suas tropas em Portugal, avançando rapidamente para o sul, em direção a Lisboa. Três dias antes, uma frota britânica ancorava no Rio Tejo, colocando-se à disposição do príncipe D. João para trasladá-lo ao Brasil.

O que se seguiu foi um grotesco quadro de atropelo, confusão e desespero, agravado pelas notícias da célere aproximação dos franceses. Ao todo, mais de 10 000 pessoas apinharam-se a bordo de 16 navios de guerra e 20 de transporte – todos portugueses. A frota britânica do almirante Sidney Smith dava-lhes cobertura.

Foram embarcados os arquivos dos ministérios, móveis e pratarias, bem como uma enorme soma de dinheiro, equivalente à metade das moedas que circulavam em Portugal. Parte da guarnição militar de Lisboa também foi para bordo com seu armamento. Em suma: O ESTADO METROPOLITANO PORTUGUÊS TRANSFERIU-SE PARA SUA COLÔNIA BRASILEIRA! Essa completa subversão das regras do pacto colonial traria enormes benefícios para o Brasil.

No dia 29 de novembro de 1807, a frota anglo-portuguesa levantou âncoras. Menos de 24 horas depois, à frente de seus soldados esfalfados, Junot entrava em Lisboa.
O Governo Joanino no Brasil

A transferência do Estado Português para o Brasil foi fundamental para que nosso país pudesse encaminhar seu processo de emancipação política. O primeiro passo nesse sentido foi dado poucos dias após o desembarque de D. João na Bahia (de onde depois se transferiria para o Rio de Janeiro). Trata-se do decreto (na época denominado carta-régia) de abertura dos portos brasileiros “a todas as nações amigas” – que na ocasião se resumiam à Inglaterra, já que até os Estados Unidos mantinham relações preferenciais com a França Napoleônica.

É verdade que pouco depois, pelos Tratados de 1810, o governo português concedeu ao comércio e aos cidadãos britânicos condições privilegiadas para atuar no Brasil. Mas outra não poderia ser a atitude lusitana, tendo em vista a fragilidade da posição de Portugal em face de seu poderoso aliado.

Durante o tempo em que permaneceu no Brasil, D. João, assessorado por ministros capazes, tomou numerosas iniciativas importantes, que deram ao Brasil um certo arcabouço administrativo e cultural. No plano econômico, foi revogado o alvará de D. Maria I que proibia a instalação de indústrias no Brasil; ainda no econômico, criaram-se a Casa da Moeda e o Banco do Brasil; no militar, fundaram-se as Academias Militar e Naval e foi implantada uma fábrica de munições; no cultural, surgiram a Imprensa Régia, a Biblioteca Real, o Real Teatro de S. João, o Jardim Botânico e as Escolas de Medicina da Bahia e do Rio de Janeiro, além de se contratar a vinda, após a queda de Napoleão, de uma importante Missão Artística Francesa.

O coroamento de todas essas realizações deu-se em 1815, quando foi instituído o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves ( este último território corresponde ao extremo sul de Portugal). Com isso, o Brasil deixava de ser uma colônia, equiparava-se a Portugal e – mais que isso – tornava-se a sede legalizada do Reino Lusitano.

De um modo geral, a aristocracia rural brasileira aceitou de bom grado a administração joanina. Tal avaliação, porém, não se aplica a Pernambuco, onde o antilusitanismo sempre foi muito forte e havia uma intensa atuação da Maçonaria (uma organização secreta, ideologicamente liberal, e, portanto, oposta ao absolutismo de D. João). Acrescentem-se a esse quadro o aumento de impostos (para sustentar a Corte Portuguesa no Brasil) e a crise nas exportações do açúcar (devido ao consumo do açúcar de beterraba na Europa), e teremos os elementos detonadores da Revolução Pernambucana de 1817. Esta foi duramente reprimida, mas alguns de seus líderes não chegaram a ser executados, graças a um ato de clemência de D. João.

No plano sul-americano, o governo joanino empreendeu duas ações militares. A primeira, como uma retaliação à invasão napoleônica de Portugal, foi a ocupação da Guiana Francesa por tropas portuguesas transportadas em navios britânicos; todavia, com a queda do imperador francês, o território foi restituído ao novo rei, Luís XVIII.

Já a segunda ação militar teve maior importância. Aproveitando a ebulição emancipacionista que agitava a Bacia Platina, D. João determinou a invasão da chamada Banda Oriental (atual Uruguai), que integrava o Vice-Reino do Prata. O líder emancipacionista Artigas foi batido pelas forças luso-brasileiras e a região, com o nome de Província Cisplatina, viu-se incorporada ao Brasil, de quem só se libertaria em 1828.

Regresso de D. João a Portugal

Se no geral o governo de D. João VI (rei a partir de 1816, quando do falecimento de D. Maria I) foi benéfico para o Brasil, em Portugal ele gerou fortes ressentimentos – sobretudo entre a burguesia, que desde 1808 perdera o lucrativo monopólio do comércio com o Brasil.

Além da crise econômica, Portugal sofrera com as invasões francesas (ao todo, foram três) e com as lutas travadas principalmente por tropas britânicas para repeli-las. Adicionalmente, havia um sentimento de humilhação diante da Inversão Brasileira, que colocara o Brasil no topo do Reino Unido, tanto em termos administrativos como econômicos. Napoleão caíra definitivamente em 1815; mas D. João recusava-se a voltar para Portugal, o que abria a perspectiva de o Rio de Janeiro se tornar a capital permanente da Monarquia Lusa.

Desde fins do século XVIII, as idéias liberais (isto é, antiabsolutistas) vinham penetrando em Portugal. Essa ideologia ganhou maior espaço durante a ausência da Família Real, já que tanto ingleses como franceses – cujas tropas disputavam o território português – representavam tendências contrárias ao Antigo Regime ainda vigente em Portugal: os britânicos, pelo fato de adotarem a monarquia parlamentarista; os franceses, porque ainda personificavam o ímpeto de sua Revolução, se bem que transmudado no centralismo napoleônico.

Após a expulsão dos invasores franceses, Portugal passou a ser administrado por um general inglês, Beresford. D. João foi constrangido a nomeá-lo lugar-tenente (isto é, substituto imediato) do rei para o território português. Na prática, porém, Beresford atuava como administrador absoluto, subordinado apenas formalmente à autoridade real. Uma humilhação a mais para os portugueses.

Em 24 de agosto de 1820, aproveitando a ausência de Beresford, que viajara para o Rio de Janeiro, irrompeu na cidade do Porto uma revolução liberal, conduzida pela burguesia mas com forte participação popular. O movimento ganhou rapidamente o país e uma Junta Provisória de governo convocou eleições para uma Assembléia Constituinte que poria fim ao absolutismo.

No Brasil, as novas sobre a Revolução do Porto tiveram boa aceitação, tanto entre a aristocracia rural como entre os comerciantes portugueses aqui radicados. D. João VI, confrontado com uma grande manifestação popular, jurou respeitar a Constituição que iria ser feita em Portugal; aceitou ainda que as províncias brasileiras passassem a ser administradas por Juntas Provisórias formadas por figuras locais preeminentes, enquanto não se promulgava uma Constituição para o Reino Unido.

Em janeiro de 1821, a Assembléia Constituinte foi instalada em Lisboa, com o nome de Cortes (denominação de assembleias que se reuniam em Portugal e Espanha desde a Idade Média; não confundir com a Corte Portuguesa, que se encontrava no Rio de Janeiro). Deputados brasileiros foram enviados para participar dos debates.

Mas as Cortes de Lisboa tinham uma posição ambígua: eram indiscutivelmente liberais em relação a Portugal; mas na atitude para com o Brasil eram reacionárias, pois tinham o projeto de recolonizá-lo, mediante a supressão do Reino Unido declarado em 1815. Para executar esse projeto, porém, era necessário primeiro que o governo português se reinstalasse em Portugal.

Como D. João VI não era mais absoluto e as Cortes representavam a máxima autoridade política do Reino Unido, não foi difícil pressioná-lo para voltar. Assim, em 24 de abril de 1821, o monarca embarcou com sua família para Lisboa. Deixou no Rio de Janeiro, porém, com o título de príncipe-regente, seu filho e herdeiro D. Pedro, com 24 anos. E, ao se despedir, deu-lhe o célebre conselho: “Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, toma a coroa para ti, antes que algum aventureiro lance mão dela.”

Em 7 de setembro seguinte, com o grito do Ipiranga, o príncipe atendeu à recomendação do pai.
O Período Joanino (1808-1821)
O quadro de Debret retrata o embarque da Família Real de volta a Portugal em abril de 1821.



RESUMO


Introdução


Em janeiro de 1808, Portugal estava preste a ser invadido pelas tropas francesas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem condições militares para enfrentar os franceses, o príncipe regente de Portugal, D. João, resolveu transferir a corte portuguesa para sua mais importante colônia, o Brasil. Contou, neste empreendimento, com a ajuda dos aliados ingleses.


Chegada da família real ao Brasil 


Nos quatorze navios, além da família real, vieram centenas de funcionários, criados, assessores e pessoas ligadas à corte portuguesa. Trouxeram também muito dinheiro, obras de arte, documentos, livros, bens pessoais e outros objetos de valor. 

Após uma forte tempestade, alguns navios foram parar em Salvador e outros na cidade do Rio de Janeiro. Em março de 1808, a corte portuguesa foi instalada no Rio de Janeiro. Muitos moradores, sob ordem de D. João, foram despejados para que os imóveis fossem usados pelos funcionários do governo. Este fato gerou, num primeiro momento, muita insatisfação e transtorno na população da capital brasileira.

No ano de 1818, a mãe de D. João, D. Maria I, faleceu e D. João tornou-se rei. Passou a ser chamado de D. João VI, rei do Reino Unido a Portugal e Algarves. 


Abertura dos portos às nações amigas


Uma das principais medidas tomadas por D. João foi abrir o comércio brasileiro aos países amigos de Portugal. A principal beneficiada com a medida foi à Inglaterra, que passou a ter vantagens comerciais e dominar o comércio com o Brasil. Os produtos ingleses chegavam ao Brasil com impostos de 15%, enquanto de outros países deveriam pagar 24%. Este privilégio fez com que nosso país fosse inundado por produtos ingleses. Esta medida acabou prejudicando o desenvolvimento da indústria brasileira.


Medidas tomadas por D. João


D. João adotou várias medidas econômicas que favoreceram o desenvolvimento brasileiro. Entre as principais, podemos citar: estímulo ao estabelecimento de indústrias no Brasil, construção de estradas, cancelamento da lei que não permitia a criação de fábricas no Brasil, reformas em portos, criação do Banco do Brasil e instalação da Junta de Comércio.

Do ponto de vista cultural, o Brasil também saiu ganhando com algumas medidas tomadas por D. João. O rei trouxe a Missão Francesa para o Brasil, estimulando o desenvolvimento das artes em nosso país. Criou o Museu Nacional, a Biblioteca Real, a Escola Real de Artes e o Observatório Astronômico. Vários cursos foram criados (agricultura, cirurgia, química, desenho técnico, etc) nos estados da Bahia e Rio de Janeiro.


Retorno de D. João para Portugal


Os franceses ficaram em Portugal durante poucos meses, pois o exército inglês conseguiu derrotar as tropas de Napoleão. O povo português passou a exigir o retorno do rei que se encontrava no Brasil. Em 1820, ocorreu a Revolução do Porto, sendo que os revolucionários vitoriosos passaram a exigir o retorno de D. João VI para Portugal e a aprovação de uma Constituição. Pressionado pelos portugueses, D. João VI resolveu voltar para Portugal, em abril de 1821. Deixou em seu lugar, no Brasil, o filho D. Pedro como príncipe regente. 

Pouco tempo depois, D. Pedro tornou-se imperador, após o processo de Independência do Brasil (7 de setembro de 1822).

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A POLÊMICA



O artista Pedro Américo terminou de pintar o quadro em 1888 em Florença, na Itália (66 anos após a independência ser proclamada). A Família Real que encomendou a obra, pois investia na construção do Museu do Ipiranga (atual Museu Paulista). A ideia da obra era ressaltar a monarquia.

Se liga no fake: (mais informações clique AQUI e AQUI também)
1- Transporte simplesinho
No dia da proclamação da Independência, D.Pedro I e sua comitiva viajavam de São Paulo até Santos, mas é claro que não existia nem pedágio, então imagine como a estrada era perigosa, cheia de ribanceiras ótimas para um capote. Assim, esqueça os cavalos puro-sangue do quadro.Na verdade, todo mundo viajava no lombo de...mulas!


2- Luxo exagerado

Como a galera da viagem já estava na estrada havia dois dias, esses modelitos de almofadinhas eram demais para a jornada. Quem poderia ficar à vontade com esses uniformes engomadinhos? Provavelmente, eles usavam roupas mais simples e confortáveis.


3- Incidentes de percurso 

Com essa cara de vitorioso de D. Pedro I no quadro, não tinha para ninguém. Olha essa pose de herói, empunhando a espada e tudo. Mas, na verdade, naquele dia o imperador deveria estar é com uma careta de dor. É que ele estava com dor de barriga! Para muitos historiadores, o “incidente” era por causa do cansaço da viagem.


4- Ei, quem é você?

Naquela época também não existia Pânico na TV, nem os “Roberts” (aquele povo que adora aparecer em fotos com celebridades), mas o Pedro Américo fez questão de se colocar no quadro: ele é o carinha montado no cavalo lá no canto esquerdo, no alto e, é claro, nunca participou da cena de verdade!


5- Quadro superpopuloso

Esqueça essa multidão da cena:na verdade, a comitiva de D. Pedro tinha só umas nove ou 10 pessoas, e não esse povaréu todo. E mais: esses soldados montados em cavalos brancos à direita, com um elmo com penachinho, são os Dragões da Independência, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, que só ganhou esse nome em 1927, e também não estava lá.


6- O esquisito

No quadro, a gente pode ver o famoso riacho do Ipiranga bem no pé da pintura, à direita. Mas, na verdade, de acordo com a localização do morrinho onde eles estão, o rio está perto demais, e deveria passar por trás de quem observa a cena. O pintor mudou até a geografia do pedaço.


7- Casa fantasma

Aquela casinha que aparece no canto direito do quadro, construída em pau-a-pique, é a Casa do Grito, que existe até hoje nos jardins do Museu Paulista. O problema é que os documentos mais antigos da casa são de 1884, ou seja: ela também não estava lá na hora do grito. O mais engraçado é que essa construção ficou meio abandonada até 1955, quando o pessoal resolveu restaurá-la,e a casa até ganhou uma janela a mais, para ficar igualzinha à que o artista pintou.


8 -  A vergonha
Pedro Américo é acusado de plagiar outro quadro histórico. Trata-se de "1807, Friedland" (abaixo), de Ernest Messonier, pintado em 1875 e que retrata a vitória de Napoleão Bonaparte na batalha de mesmo nome. Conheça a obra de Messonier e faça seu próprio julgamento.


Vejamos como seria um quadro menos inverosímel: (pode escolher)






TREINANDO!!!!


1. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
(Unb) A historiografia que trata da emancipação política do Brasil põe quase sempre em evidência a singularidade do nosso movimento com relação à América Espanhola. Enquanto nesta última o processo de ruptura com a metrópole resultou na constituição de várias repúblicas, no Brasil, a independência monárquica garantiu a integridade do território. Entretanto, o processo iniciado em 1808 e que alcançou o seu ponto máximo em 1822 possui múltiplos aspectos.
Convém lembrar, Portugal não tinha condições de fazer frente às tropas francesas. Exercendo um papel secundário na Europa, sua margem de manobra era extremamente limitada. O tratado de Fontainebleau assinado pela França e pela Espanha já havia decidido a partilha de Portugal e do seu império. A transferência da Corte para o Brasil apresentou-se como a única solução.
Maria Eurydice de Barros Ribeiro. "Os Símbolos do Poder".

1. Com referência à singularidade do movimento de emancipação política do Brasil, julgue os itens que se seguem.
(0) Ao contrário da América Espanhola, o Brasil teve um processo de independência liderado por forças políticas renovadoras e ansiosas por uma profunda transformação das estruturas coloniais.
(1) A sociedade política colonial que Portugal criou no Brasil permitiu uma independência tranqüila, sem movimentos de contestação à transição da colônia à condição de país independente.
(2) A unidade territorial mantida no Brasil durante as negociações da independência foi resultado de vários fatores, tais como a presença da Corte portuguesa no Rio de Janeiro e a manutenção do sistema escravista do norte ao sul do país.
(3) A crise do sistema colonial no Brasil tem causas econômicas e políticas profundas e bastante diversas daquelas que conduziram a América Espanhola à independência.


2. Quanto aos múltiplos aspectos do processo de independência do Brasil, que se inicia em 1808 e culmina em 1822, julgue os seguintes itens.
(0) A decisão portuguesa de transferência da Corte para o Brasil foi um ato de soberania política.
(1) A permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil, coroado como imperador, foi a garantia da continuidade dos interesses de Portugal com relação ao Brasil.
(2) A Coroa britânica ocupou papel primordial nas negociações diplomáticas que levaram, de forma gradativa, entre 1808 e 1822, à emancipação política do Brasil.
(3) A partilha do império português, prevista no tratado de Fontainebleau, era parte do intento napoleônico de fazer frente aos objetivos políticos e econômicos da Grã-Bretanha na Europa Continental.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a letra (V) se a afirmativa for verdadeira ou (F) se for falsa.
3. Entre as mudanças promovidas pela Coroa Portuguesa no Brasil, qual(is) a(s) que contribuiu(íram), a partir de 1808, para o desenvolvimento da idéia de independência?
( ) A abertura dos portos a todas as nações amigas.
( ) A criação da Academia Militar e da Academia da Marinha.
( ) A fundação da Biblioteca Real com livros e documentos portugueses preservando, dessa forma, a memória e a cultura portuguesa.
( ) A Imprensa Régia permitiu o aparecimento de jornais como GAZETA DO RIO DE JANEIRO e a IDADE DE OURO DO BRASIL na Bahia, ambos sob a proteção estatal, difundindo valores do Estado português.
( ) O deslocamento da capital da colônia, que era a cidade de Salvador, para o Rio de Janeiro favoreceu grandes negócios com os comerciantes brasileiros do porto do Rio de Janeiro.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.
4. Esta questão diz respeito à Revolução de 1817.
( ) No início do século XIX, a Revolução de 1817, em Pernambuco, esteve articulada ideologicamente com lutas burguesas nos Estados Unidos e na Europa.
( ) A conspiração dos Suassunas está para a Revolução de 1817, assim como o 18 Brumário está para a Revolução Francesa.
( ) A Revolução Pernambucana de 1817 foi vitoriosa em vários estados: na Paraíba, no Rio Grande do Norte, no Ceará, na Bahia e no Maranhão.
( ) Em Portugal, na cidade do Porto, a influência da Revolução de 1817 foi decisiva para a eclosão da Revolução Constitucional.
( ) O período que antecedeu 1817 caracterizou-se por uma fase de recessão que atingiu os preços do açúcar e do algodão no mercado internacional.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questões adiante escreva, no espaço apropriado, a soma dos itens corretos.
5. TEXTO I: "A pressão dos exércitos de Napoleão e os interesses ingleses em Portugal e suas colônias levaram o príncipe regente, D. João, a transferir-se para o Rio de Janeiro (1808) com toda a sua família (inclusive a mãe, a rainha D. Maria I) e sua Corte (...) [em] navios portugueses que saíram de Lisboa trazendo a Família Real, membros da Corte e funcionários (aproximadamente 15.000 pessoas, em 36 embarcações)." (DARÓS, p. 10)

TEXTO II: "Na realidade, 'quase de súbito, e no maior atropelo, tomaram-se providências para o embarque da Corte, quando as notícias da aproximação das tropas de Junot traziam alarma a toda a população. Foi um salve-se quem puder trágico, amargo, característico do nível de degradação a que chegara o Reino de Portugal sob o governo bragantino e de uma classe feudal inepta e corrupta.' " (MENDES JR., p. 98)

Analisando os textos anteriores, pode-se concluir:
(01) O texto I sugere que a fuga da Corte Portuguesa aconteceu de forma organizada, endossando a versão tradicional de que esse era um antigo plano da monarquia lusitana.
(02) O texto II trata a questão da fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil de forma alegórica, na medida em que utiliza elementos satíricos, ao analisar um fato histórico.
(04) O texto I enfoca o tema do ponto de vista da historiografia romântico-oficial, transformando um fato marcado até por elementos tragicômicos num ato de racionalidade.
(08) O texto II aborda o fato histórico segundo uma linha crítico-interpretativa, ressaltando suas múltiplas implicações.
(16) Os textos I e II relacionam a fuga da Corte Portuguesa para o Brasil à expansão napoleônica, embora sob perspectivas históricas contrárias.
(32) Os textos I e II apresentam visões contestadas pela literatura histórica, uma vez que partem de um enfoque eurocêntrico para a análise de fatos da história do Brasil.
Soma (            )

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
" 'A 3 de setembro de 1825, partimos do Rio de Janeiro. Um vento fresco ajudou-nos a vencer, em 24 horas, a travessia de 70 léguas, até Santos, e isto significou dupla vantagem, porque a embarcação conduzia, também, 65 negros novos, infeccionados por sarna da cabeça aos pés'. Assim começa o mais vivo, completo e bem documentado relato da famosa Expedição de Langsdorff, que na sua derradeira e longa etapa, entre 1825 e 1829, percorreu o vasto e ainda bravio interior do Brasil, por via terrestre e fluvial - do Tietê ao Amazonas. Seu autor é um jovem francês de 21 anos, Hercules Florence, no cargo de desenhista topográfico. Encantado com as maravilhas das terras brasileiras e com seu povo hospitaleiro, Hercules Florence permaneceu aqui, ao término da expedição, escolhendo a então Vila de São Carlos, como Campinas foi conhecida até 1842, para viver o resto de sua vida. Florence morreu em 27 de março de 1879 (...)." (Revista: "Scientific American Brasil", n. 7, São Paulo: Ediouro, 2002. p. 60)

6. Muitos franceses, principalmente professores, cientistas, arquitetos, escultores e pintores vieram ao Brasil no século XIX a partir da instalação da Corte portuguesa no Rio de Janeiro. Pode-se explicar a presença desses franceses no país com o argumento de que
a) a maioria deles chegou ao Brasil com o intuito de colonizar as regiões desabitadas do interior do país, constituindo núcleos de exploração de produtos tropicais, que seriam comercializados na Europa.
b) eles tinham como missão convencer o rei D. João VI a romper relações diplomáticas com a Inglaterra, uma vez que este país tinha estabelecido o Bloqueio Continental, impedindo as relações comerciais entre França e Brasil.
c) grande parte deles desembarcou no Rio de Janeiro estimulados por D. João VI, que tinha como um dos seus grandes projetos trazer uma missão artística francesa, com o objetivo de constituir no Brasil uma base de desenvolvimento cultural.
d) todos esses franceses chegaram ao Brasil como refugiados políticos, uma vez que os mesmos discordavam da política cultural do imperador Napoleão Bonaparte, que perseguia os artistas contrários às suas determinações políticas.
e) parte significativa da população francesa emigrou para o Brasil em razão dos intensos combates ocorridos durante a Comuna de Paris, instalando-se principalmente nos Estados do Maranhão e do Pará e trabalhando na extração da borracha.

7. A presença no Brasil da Corte e do Príncipe Regente, D. João, criou condições concretas para que a separação do Brasil em relação a Portugal se tornasse definitiva. A respeito dessa conjuntura, é correto afirmar que:
(01) D. João manteve a proibição de se instalarem indústrias no Brasil.
(02) A abertura dos portos brasileiros liquidou com o elemento econômico essencial do sistema colonial ibérico: o monopólio comercial.
(04) A instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro significou a transferência das decisões políticas do Nordeste para o Sudeste.
(08) Ao liberalismo comercial, que interessava aos ingleses e às elites coloniais, corresponderia, no plano político, a instalação de um Estado Nacional na antiga Colônia.
(16) O Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
soma = (              )

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Assinale as proposições corretas, some os números a elas associados e marque no espaço apropriado.

8. Sobre a crise do antigo sistema colonial, sabe-se:
(01) O desenvolvimento do capital industrial e a crise do Estado absolutista resultaram em contestações ao sistema colonial montado segundo os princípios da política mercantilista.
(02) De acordo com as teses livre-cambistas, defendidas a partir da Revolução Industrial, o sistema colonial era espoliativo das metrópoles, sempre obrigadas a manter despesas com suas colônias e a comprar produtos inferiores por elas produzidos.
(04) Os princípios do liberalismo econômico foram veementemente defendidos pela burguesia e pelo Estado, em Portugal, porque preconizavam os direitos naturais do homem, a abolição do trabalho escravo e a soberania das nações.
(08) A Guerra dos Mascates se caracterizou como um movimento entre colonos e metrópole, enquanto a Inconfidência Mineira e a Conjuração dos Alfaiates se caracterizaram como movimentos anticoloniais.
(16) A mais evidente demonstração de apoio prestado pelo Estado e burguesia portugueses ao liberalismo ocorreu com a "Abertura dos portos do Brasil às nações amigas", em 1808.
(32) A independência das colônias inglesas da América, na segunda metade do século XVIII, influenciou os movimentos emancipacionistas das colônias luso-espanholas do continente, cujos revolucionários solicitaram apoio ao país recém-independente.
(64) Os direitos inalienáveis do homem defendidos pelos iluministas só foram respeitados, no Brasil, durante o império e a República.
Soma (       )

9. Refere-se à Revolução Pernambucana de 1817:
I. O objetivo dos rebeldes era proclamar uma república inspirada nos ideais franceses de igualdade, liberdade e fraternidade.
II. O surgimento de lojas maçônicas como “Patriotismo “ e “Restauração” ajudaram a difundir as idéias liberais do iluminismo.
III. Após abafada a revolução, os revoltosos não foram punidos devido haver membros da elite e do clero.
a) se apenas a afirmação I estiver correta.
b) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas.
c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmações estiverem corretas.

10. A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações na estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.

11. Sobre o processo de emancipação política do Brasil em 1822, considere as afirmativas a seguir.
I - Para a aristocracia brasileira era fundamental que o governo do Brasil emancipado mantivesse o escravismo e as relações com a Inglaterra.
II - Pedro I negou publicamente sua disposição de indenizar Portugal pela separação, mas assinou o compromisso que estabelecia o Tratado de Paz e Aliança.
III - O Tratado de Paz com Portugal manteve a Província Cisplatina sob controle português.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.

12. Podemos afirmar que tanto na Revolução Pernambucana de 1817, quanto na Confederação do Equador de 1824,
a) o descontentamento com as barreiras econômicas vigentes foi decisivo para a eclosão dos movimentos.
b) os proprietários rurais e os comerciantes monopolistas estavam entre as principais lideranças dos movimentos.
c) a proposta de uma república era acompanhada de um forte sentimento antilusitano.
d) a abolição imediata da escravidão constituía-se numa de suas principais bandeiras.
e) a luta armada ficou restrita ao espaço urbano de Recife, não se espalhando pelo interior.

13. A abertura dos portos, realizada por D. João (1808), teve amplas repercussões, pois na prática significou:
a) o aumento sensível das exportações sobre as importações, com a restauração da balança de pagamentos.
b) o estabelecimento de maiores laços comerciais com Lisboa, conforme o plano de Manuel Nunes Viana, paulista de grande prestígio.
c) manutenção da política econômica mercantilista, segundo defendia José da Silva Lisboa.
d) o rompimento do pacto colonial, iniciando um novo processo que culminou com a Independência.
e) a intensificação do processo da independência econômica do Brasil, em face da liberdade industrial.

14. A franquia dos portos teve um alcance histórico profundo, pois deu início a um duplo processo o:
a) do desenvolvimento do primeiro surto manufatureiro no Brasil e o crescimento do transporte ferroviário.
b) do arrefecimento dos ideais absolutistas no Brasil e a disseminação de movimentos nativistas.
c) da emancipação política do Brasil e o seu ingresso na órbita da influência britânica.
d) da persistência do pacto colonial no Brasil e o seu ingresso no capitalismo monopolista.
e) do fechamento das fronteiras do Brasil aos estrangeiros e a abertura para as correntes ideológicas revolucionárias europeias.

15. A transferência do governo português para o Brasil, em 1808, teve ligação estreita com o processo de emancipação política da colônia porque:
a) introduziu as idéias liberais na colônia, incentivando várias rebeliões.
b) reforçou os laços de dependência e monopólio do Sistema Colonial, aumentando a insatisfação dos colonos.
c) incentivou as atividades mercantis, contrariando os interesses da grande lavoura.
d) instalou no Brasil a estrutura do Estado português, reforçando a unidade e a autonomia da colônia.
e) favoreceu os comerciantes portugueses, prejudicando os brasileiros e os ingleses ligados ao comércio de importação.

16. A transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808, alterou as relações econômicas da colônia com a economia mundial porque:
a) reforçou o monopólio português sobre a economia colonial.
b) pôs fim à hegemonia inglesa no comércio com o Brasil.
c) provocou uma alta nos preços dos produtos coloniais, em decorrência do livre-comércio.
d) rompeu o "pacto colonial", com a Abertura dos Portos.
e) desencadeou a política fomentista de novas culturas.

17. O povo brasileiro, às vésperas da Revolução Pernambucana de 1817, percebia a roubalheira de camarilha de corruptos insaciáveis e cantava quadras de protestos como:
"Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem mais furta e esconde
Passa de barão a visconde".
I. No ano de 1816, o Nordeste foi assolado por uma grande seca que afetou a agricultura de subsistência e provocou a queda da produção de algodão e açúcar.
II. O prejuízo dos grandes proprietários ligados à exportação foi imenso. Mas, os mais prejudicados foram as massas trabalhadoras.
III. O aumento de impostos e a criação de novos impostos para sustento da Corte sediada no Rio de Janeiro contribuíram para tornar ainda pior a qualidade de vida da população, à medida que o preço dos gêneros de primeira necessidade tornou-se proibitivo aos pobres.
A respeito das asserções I, II e III sobre a Revolução Pernambucana de 1817 deve-se afirmar que:
a) apenas a I está correta.
b) apenas a I e a II estão corretas.
c) apenas a I e a III estão corretas.
d) todas estão corretas.
e) todas são incorretas.

18. O ato de D. João VI, proclamando a abertura dos portos do Brasil, na verdade garantia direitos preferenciais ao comércio inglês, que:
a) na época dependia economicamente de Portugal;
b) estava prejudicado pelo bloqueio imposto por Napoleão Bonaparte;
c) assegurava o desenvolvimento econômico da colônia;
d) pretendia favorecer os franceses, aliados tradicionais da Inglaterra;
e) era carente de produtos industriais e bom fornecedor de matérias primas.

19. A abertura dos portos, em 1808, que favoreceu os proprietários rurais produtores de bens destinados à exportação,
a) revogou os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na Colônia.
b) limitou o tráfico negreiro aos portos de Belém e São Luís, favorecendo a cultura do algodão.
c) produziu como efeito imediato uma aceleração do processo de industrialização, atendendo aos reclamos dos ingleses.
d) ampliou o controle econômico metropolitano sobre a Colônia através da criação do "exclusivo comercial"
e) contrariou os interesses dos comerciantes e provocou grandes protestos no Rio de Janeiro e em Lisboa.

20. As "revoluções libertárias" de Pernambuco, no século XIX, tinham um caráter separatista. A Revolução de 1817, entretanto, destacou-se por receber apoio de muitos padres católicos e da maçonaria.
Sobre esta Revolução, podemos afirmar que:
a) o governo revolucionário recebeu uma grande influência do Sinédrio, importante sociedade secreta de Portugal;
b) o principal objetivo do movimento era liquidar o comércio a retalho dominado pelos portugueses;
c) o seu líder maior - Frei Caneca - desejava a separação do Império e a formação de uma confederação;
d) o movimento revolucionário foi essencialmente militar, porque não havia uma classe burguesa local;
e) o governo provisório era representado pelos proprietários rurais, pelo comércio, clero, magistratura e forças armadas.

21. A Independência do Brasil despertou interesses conflitantes tanto na área econômica quanto na área política. Qual das alternativas apresenta esses conflitos?
a) Os interesses econômicos dos comerciantes portugueses se chocaram com o "liberalismo econômico" praticado pelos brasileiros e subordinado à hegemonia da Inglaterra.
b) A possibilidade de uma sociedade baseada na igualdade e na liberdade levou a jovem nação a abolir a escravidão.
c) As colônias espanholas tornaram-se independentes dentro do mesmo modelo brasileiro: monarquia absolutista.
d) A Guerra da Independência dividiu as províncias brasileiras entre o "partido português" e o "partido brasileiro", levando as Províncias do Grão-Pará, Maranhão, Bahia e Cisplatina a apoiarem, por unanimidade, a Independência.
e) Os republicanos, os monarquistas constitucionalistas e os absolutistas lutaram lado a lado pela Independência, não deixando que as suas diferenças dificultassem o processo revolucionário.

22. A independência política do Brasil, que é a superação do Antigo Sistema Colonial, é também a passagem a uma nova estrutura de dependência, inscrita na órbita do
a) exclusivismo metropolitano.
b) neocolonialismo asiático.
c) absolutismo monárquico.
d) capitalismo industrial.
e) despotismo esclarecido.

23. Todas as alternativas apresentam afirmações corretas sobre a Independência do Brasil, EXCETO:
a) A crença no liberalismo de D. Pedro I e a expectativa positiva quanto a uma constituição brasileira estavam presentes em 1822.
b) A declaração de independência estava diretamente relacionada às determinações das Cortes de Lisboa enviadas a D. Pedro.
c) A ideologia monárquica enraizada fez com que o povo e os políticos apoiassem o príncipe.
d) A ideia do federalismo era mais importante para os radicais do que a defesa da República.
e) A participação popular determinou os rumos da constituição do novo Estado Nacional.

24. (A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil resultou em inúmeras mudanças para a vida da colônia, EXCETO:
a) a extinção do monopólio, através do decreto da Abertura de Portos, em 1808.
b) o Alvará de Liberdade Industrial anulado em grande parte pela concorrência inglesa.
c) as iniciativas que favoreceram a vida cultural da colônia, como o ensino superior, a imprensa régia e a Missão Francesa.
d) a tentativa do governo de conciliar os interesses dos grandes proprietários rurais brasileiros e comerciantes reinóis.
e) os Tratados de 1810, assinados com a Inglaterra, que aboliram vantagens e privilégios, bem como a preponderância comercial deste país entre nós.

25. Com a vinda da família Real portuguesa para o Brasil (1808), muitas mudanças se verificaram na estrutura da capital, Rio de Janeiro. Sobre estes melhoramentos, pode-se afirmar corretamente que:
a) além da Abertura dos Portos e do incentivo às atividades industriais, muitos equipamentos urbanos foram criados, como o Jardim Botânico e o Banco do Brasil
b) a vida na cidade mudou completamente, com sua total remodelação baseada nos moldes da reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1777, destacando-se o sistema de esgotos
c) os melhoramentos se limitaram às reformas nas casas que iriam abrigar os membros da Corte, nada alterando na vida de uma cidade colonial
d) a situação sanitária na cidade melhorou bastante, o que ocasionou o fim das epidemias que periodicamente aconteciam

26. "O certo é que, se os marcos cronológicos com que os historiadores assinalam a evolução social e política dos povos, não se estribassem unicamente nos caracteres externos e formais dos fatos, mas refletissem a sua significação íntima, a independência brasileira seria antedatada de 14 anos..." (Caio Prado Júnior - "Evolução Política do Brasil")
O fato histórico mencionado no texto e que praticamente anulou nossa situação colonial foi:
a) Criação do Ensino Superior.
b) Alvará de Liberdade Industrial.
c) Tratados de 1810 com a Inglaterra.
d) Abertura dos Portos.
e) Elevação do Brasil a Reino Unido.

27. A transferência da corte portuguesa para o Brasil conferiu à nossa independência política uma característica singular, pois favoreceu a
a) ruptura do pacto colonial, sem graves convulsões sociais e, também, sem a fragmentação territorial.
b) manutenção do exclusivo colonial e a continuidade dos investimentos portugueses.
c) coesão partidária sem contestação e a unidade provincial em torno do novo regime.
d) alteração da estrutura social anterior e, também, da organização econômica.
e) permanência dos funcionários ligados à corte e, também, dos burocratas lusos.

28. A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil beneficiou:
a) França e Inglaterra, cujos produtos foram favorecidos por tarifas protecionistas.
b) Portugal, porque a instalação da administração portuguesa na colônia passou a ser mais rígida, favorecendo suas finanças.
c) o Brasil, pois a presença da Corte Portuguesa beneficiou a ruptura do Pacto Colonial sem grandes convulsões sociais.
d) a Inglaterra, que passou a comercializar com a França o seu excedente de mercadorias.
e) a França, pois a vinda da Família Real para o Brasil consolidou o Bloqueio Continental.

29. O processo de independência do Brasil caracterizou-se por:
a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo monárquico como garantia de seus privilégios.
b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro social imediatamente após a independência.
c) evitar a dependência dos mercados internacionais, criando uma economia autônoma.
d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra contra as tropas metropolitanas.
e) promover um governo descentralizado e liberal através da Constituição de 1824.

30. A respeito da Revolução de 1817, que empolgou vários estados do nordeste do Brasil, podemos afirmar corretamente que:
a) criticava a política absolutista de D. João VI e cogitava a República como forma de governo, mas não conseguiu estabelecer um consenso sobre a abolição da escravidão.
b) pregava uma mudança total na situação do Brasil, com a instalação de uma República federativa, o fim da escravidão e a divisão das terras entre os colonos.
c) não pretendia a independência de Portugal, mas apenas uma maior representação dos brasileiros nas Cortes portuguesas.
d) apesar do radicalismo dos líderes revoltosos, o movimento não chegou a incorporar as classes médias e os intelectuais.

31. A transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, acelerou transformações que favoreceram o processo de independência. Entre essas transformações, podemos citar corretamente a(s):
a) ampliação do território com a incorporação definitiva de Caiena e da Cisplatina.
b) implantação, na colônia, de vários órgãos estatais e de melhoramentos, como estradas.
c) redução da carga tributária sobre a colônia, favorecendo-lhe a expansão econômica.
d) política das Cortes portuguesas de apoio à autonomia colonial.
e) restrições comerciais implantadas por interesse dos comerciantes portugueses.

32. Sobre a Carta Régia de Abertura de Portos às nações amigas de 1808, podemos afirmar que:
a) resultou da pressão inglesa associada à aristocracia rural brasileira, pois a ambas interessava o fim do pacto colonial e a extinção dos privilégios da metrópole.
b) gerou a independência econômica da colônia e fortaleceu sua industrialização, sem concorrência externa.
c) não alterou significativamente a relação metrópole-colônia, já que Portugal atravessava excelente fase econômica.
d) o progresso brasileiro não incitou o sentimento de oposição da metrópole, que apoiava as mudanças da política joanina na área colonial.
e) não teve relação com pressões inglesas, sendo o resultado das tendências liberais da política colonial portuguesa.

33. Assinale a opção cujo conteúdo está ligado à concretização da emancipação política do Brasil, em 1822:
a) Reforço da política de monopólios adotada pelo governo de D. João no Brasil.
b) Apoio do rei aos setores liberais da colônia, como no caso da Revolução Pernambucana.
c) Política recolonizadora do Brasil adotada pelas cortes portuguesas.
d) Desdobramento da Revolução Liberal do Porto na colônia.
e) Reação das elites coloniais à permanência do Príncipe Herdeiro de Portugal na colônia.

34. As transformações ocorridas no Brasil após a transferência da Corte Portuguesa, em 1808, inauguraram novas relações da então colônia com o mercado internacional, como conseqüência da(s):
a) liberação da instalação de manufaturas na colônia, favorecendo seu desenvolvimento industrial.
b) introdução de novos produtos agrícolas como o café, direcionando a economia da colônia para a exportação de produtos primários.
c) reafirmação dos monopólios exercidos pelos comerciantes portugueses, que controlavam o comércio exterior da colônia.
d) Abertura dos Portos e da assinatura de Tratados de comércio com a Inglaterra, rompendo o Pacto Colonial.
e) iniciativas do governo para incentivar o desenvolvimento econômico como a Fábrica de Ferro e a criação da Junta de Comércio.

35. O processo de independência política do Brasil atrelou-se às transformações do mundo ocidental no final do século XVIII e início do XIX. É correto afirmar que entre essas transformações está
a) a estagnação industrial estimulada pelo pacto colonial, como instrumento de reserva de mercado.
b) a ilustração que promoveu o reforço da religiosidade expressa no Barroco.
c) a emancipação política das numerosas colônias latino-americanas apoiadas pelo congresso de Viena.
d) o conjunto das rebeliões coloniais que receberam influências do pensamento liberal, apesar das diferenças entre as áreas coloniais e a Europa.
e) a atuação dos movimentos autóctones das elites coloniais, não se subordinando ao processo geral da crise do Antigo Regime.

36. No tocante às transformações verificadas no Brasil durante a crise do sistema colonial, julgue os itens seguintes.
(1) As críticas ao absolutismo feitas na Europa assumiram, no Brasil, o sentido de críticas ao sistema colonial.
(2) Em princípio, a Coroa funcionava como mediadora dos conflitos entre seus súditos, como no caso das divergências entre os produtores no Brasil e os comerciantes de Portugal.
(3) Chegando ao Brasil, uma das primeiras medidas tomadas por D. João foi a abertura dos portos brasileiros ao comércio direto estrangeiro.
(4) A invasão francesa na Península Ibérica e a transferência da corte portuguesa para o Brasil pouco modificaram as relações entre metrópole e colônia.

37. "Após o tratado, pelo regime de virtual privilégio do comércio britânico, ficou sendo o seguinte o estado legal das relações mercantis no Brasil: livres, as mercadorias estrangeiras que já tivessem pego direitos em Portugal, e bem assim os produtos da maior parte das colônias portuguesas; sujeitas à taxa de 24% 'ad valorem' as mercadorias estrangeiras diretamente transportadas em navios estrangeiros; sujeitas à taxa de 16% as mercadorias portuguesas, e também as estrangeiras importadas sob pavilhão português; sujeitas à taxa de 15% as mercadorias britânicas importadas sob pavilhão britânico, ou português."
(Lima, Oliveira - D. JOÃO VI NO BRASIL.)
O acontecimento histórico abordado no texto está diretamente relacionado com:
a) a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, em 1808.
b) o repúdio à manutenção do Pacto Colonial.
c) o Tratado de Comércio e Navegação de 1810, celebrado entre Inglaterra e Portugal.
d) o processo de emancipação política do Brasil, iniciado em 1810.
e) a independência da economia portuguesa em relação aos interesses capitalistas britânicos.

38. "A Independência brasileira é fruto mais de uma classe do que da nação tomada em seu conjunto".
(Caio Prado Jr)
Identifique a alternativa que justifica e complementa o texto.
a) A independência foi liderada pelas camadas populares e acompanhada de profundas mudanças sociais.
b) O movimento da independência foi uma ação da elite, preservando seus interesses e privilégios.
c) Os vários segmentos sociais uniram-se em função da longa guerra de independência.
d) Os setores médios urbanos comandaram a luta, fazendo prevalecer o modelo político dos radicais liberais.
e) A aristocracia rural não temia a participação da massa escrava no processo, extinguindo a escravidão logo após a independência.

39. "Verifica-se portanto que o Brasil necessitava da potência mais poderosa do momento para sua afirmação no mundo colonial, também a Inglaterra possuía sólidas razões para o seu reconhecimento (...)"
(Carlos Guilherme Mota)
O interesse inglês no reconhecimento de nossa independência era determinado:
a) pela garantia da manutenção do tráfico escravo, fato que favorecia a Inglaterra.
b) pela preservação dos interesses portugueses, representados pelo Reino Unido.
c) pelo controle de nosso mercado, configurado posteriormente nos Tratados de 1827.
d) pelo apoio brasileiro à política da Santa Aliança.
e) pelo interesse na assinatura de tratados de extraterritoriedade, com reciprocidade de direitos para ingleses e brasileiros.

40. Durante o período em que a Corte esteve instalada no Rio de Janeiro, a Coroa Portuguesa concentrou sua política externa na região do Prata, daí resultando:
a) A constituição da Tríplice Aliança que levaria à Guerra do Paraguai.
b) a incorporação da Banda Oriental ao Brasil, com o nome de Província Cisplatina.
c) a formação das Províncias Unidas do Rio da Prata, com destaque para a Argentina.
d) o fortalecimento das tendências republicanas no Rio Grande do Sul, dando origem à Guerra dos Farrapos.
e) a coalizão contra Juan Manuel de Rosas que foi obrigado a abdicar de pretensões sobre Uruguai.

41. A transmigração da família real portuguesa para o Brasil em 1808, repercutiu de forma significativa, no que se refere à participação do Brasil no mercado mundial, porque
a) organizou-se uma legislação visando à contenção das importações de artigos supérfluos que naquela época começavam a abarrotar o porto do Rio de Janeiro.
b) o Ministério de D. João colocou em execução um projeto de cultivo e exportação do algodão visando a substituir a exportação norte-americana, prejudicada pela Guerra de Independência.
c) o tráfico de escravos negros para o Brasil foi extinto em troca do direito dos comerciantes portugueses abastecerem, com exclusividade, algumas das colônias Inglesas, como a Guiana.
d) o corpo diplomático joanino catalisou rebeliões na Província Cisplatina, favorecendo, assim, a exportação de couro para a Europa.
e) foi promulgada a Abertura dos Portos e realizados Tratados com a Inglaterra.

42. A concretização da independência política do Brasil, em 1822, está ligada
a) à política recolonizadora desenvolvida pelas Cortes portuguesas.
b) à reação das elites coloniais à permanência de D. Pedro no Brasil.
c) ao reforço da política de monopólios adotada pelo Governo de D. João no Brasil.
d) ao apoio do rei aos setores liberais da Colônia, como no caso da Revolução Pernambucana.
e) à repercussão, no Brasil, das revoluções portuguesas, chamadas As Patuléias.

43. Assinale a alternativa que apresenta uma transformação decorrente da vinda da família real para o Brasil.
a) Fechamento cultural, devido às Guerras Napoleônicas, provocado pela dificuldade de intercâmbio com a França, país que era então berço da cultura iluminista ocidental.
b) Diminuição da produção de gêneros para abastecimento do mercado interno, devido ao aumento significativo das exportações provocado pela Abertura dos Portos.
c) Mudança nas formas de sociabilidade, especialmente nos núcleos urbanos da região centro-sul, devido aos novos costumes trazidos pela Corte e imitados pela população.
d) Formação de novos parceiros comerciais, em situação de equilíbrio, decorrente da aplicação das novas taxas alfandegárias estabelecidas nos Tratados de Amizade e Comércio.

44. No plano internacional, colaboraram para o processo de independência do Brasil:
a) o desenvolvimento do capitalismo industrial, em prejuízo do mercantilista, e a política napoleônica, resultando na transferência da Corte Portuguesa para o Brasil.
b) a ideologia liberal que defendia restrições e monopólios, além de forte intervenção do Estado na economia.
c) a tradicional dependência de Portugal em relação à França, já que desde o século XVII estes países eram fortes aliados e parceiros econômicos.
d) a política portuguesa liberal que garantia, após o retorno da Corte, todas as vantagens concedidas ao Brasil no período Joanino.
e) o exemplo norte-americano e a influência iluminista não atingiam nossa realidade, marcada por forte atraso intelectual.

45. A guerra que Napoleão Bonaparte movia na Europa contra a Inglaterra, em princípio do século XIX, provocou a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Com isso
a) formou-se no Brasil uma elite progressista agrupada no Partido Brasileiro e dotada de profundos ideais republicanos.
b) desapareceram os atritos entre Metrópole e Colônia, pois D. João VI adotou a política de priorizar os interesses brasileiros em detrimento dos demais países.
c) fez-se necessária a aberturas dos portos do Brasil às nações amigas, prejudicando os interesses ingleses e dos proprietários rurais produtores de bens para exportação.
d) alterou-se a relação de poder entre a Metrópole e a Colônia, pois a sede da monarquia portuguesa instalou-se no Rio de Janeiro.
e) acelerou-se consideravelmente o processo de emancipação da Colônia, sob a liderança democrática de D. João VI.

46. A abertura dos portos do Brasil, logo após a chegada de D. João VI, foi responsável pela entrada no país de uma grande quantidade de mercadorias inglesas, que passaram a dominar o mercado brasileiro.
Essa situação decorreu
a) da assinatura de tratados com a Inglaterra, que permitiram a importação desses produtos.
b) da estrutura industrial brasileira, que se baseava na produção de alimentos e tecidos.
c) da montagem de uma rede ferroviária, que facilitou a distribuição dos produtos ingleses no mercado brasileiro.
d) do desenvolvimento urbano acentuado, que acarretou o aumento da demanda por produtos sofisticados.

47. No contexto da independência política do Brasil de Portugal, é correto afirmar que:
a) no Congresso de Viena, os adversários de Napoleão I tomaram várias decisões a favor do liberalismo.
b) a Revolução Constitucionalista do Porto (1820) defendia a ampliação do poder real.
c) o regresso de D. João VI a Lisboa significou a vitória da burguesia liberal portuguesa.
d) ao jurar a Constituição de 1824, D. Pedro I aderiu às teses democráticas de Gonçalves Ledo.
e) a abertura dos portos e os tratados de 1810 favoreceram os comerciantes portugueses.

48. No início do século XIX, idéias liberais provenientes da Europa, ao entrarem no Brasil, sofreram adaptações.
As características do liberalismo no Brasil, durante esse período, são:
a) liberdade econômica e igualdade jurídica.
b) fim do pacto colonial e liberdade comercial, favorecendo a burguesia industrial brasileira.
c) ideário republicano e idéias abolicionista.
d) extirpação de obstáculos mercantilistas à expansão do projeto industrial e anticlericalismo.
e) luta anticolonial e manutenção da escravidão e do latifúndio.

49. Quer Portugal livre ser,
Em ferros quer o Brasil;
promove a guerra civil,
Rompe os laços da união.
(Volantim, 07/10/1822)
A partir dos versos acima, publicados em um jornal fluminense, pode-se verificar que a postura de Portugal em relação a sua antiga colônia, ao longo do ano de 1822, aprofundou o desgaste das relações entre os dois reinos.
Assim, a independência do Brasil pode ser explicada pelo seguinte fato:
a) criação do cargo de governador das Armas, gerando conflitos institucionais no Exército nacional
b) arbitrariedade das Cortes portuguesas, subordinando os governos provinciais diretamente a Lisboa
c) existência de facção separatista brasileira ligada ao tráfico negreiro, objetivando controlar as possessões portuguesas na África
d) revogação da liberdade de culto concedida aos britânicos, ampliando os antagonismos entre Londres e as Cortes portuguesas
50. (Unesp) Sobre o processo de independência da colônia portuguesa na América, no início do século XIX, é correto afirmar que:
a) foi liderado pela elite do comércio local, por intermédio de acordos que favoreceram colonizados e a antiga metrópole.
b) a ruptura com a metrópole européia provocou reações e, dentre elas, guerras em algumas províncias, entre portugueses e brasileiros.
c) os acordos comerciais com a Inglaterra garantiam o comércio português de escravos para a agricultura brasileira.
d) a vinda da família real limitou o comércio de exportação para portugueses e ingleses, assegurando o monopólio da metrópole.
e) as antigas colônias espanholas, recém emancipadas, auxiliaram os brasileiros nas guerras contra a metrópole portuguesa.


GABARITO

1. F F V F

2. F V V V

3. V V F F V

4. V F F F V

5. 01 + 02 + 16 = 19

6. [C]

7. 02 + 08 + 16 = 26

8. 01 + 08 + 32 = 41

9. [B]

10. [E]

11. [D]

12. [C]

13. [D]

14. [C]

15. [D]

16. [D]

17. [D]

18. [B]

19. [E]

20. [E]

21. [A]

22. [D]

23. [E]

24. [E]

25. [A]

26. [D]

27. [A]

28. [C]

29. [A]

30. [A]

31. [B]

32. [A]

33. [C]

34. [D]

35. [D]

36. V V V F

37. [C]

38. [B]

39. [C]

40. [B]

41. [E]

42. [A]

43. [C]

44. [A]

45. [D]

46. [A]

47. [C]

48. [E]

49. [B]

50. [B]


ESTUDEM!!!!!!