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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

8º A e B - O avanço do capitalismo no século XIX - 4º Bimestre (atualizado 2017)

AQUECENDO

Marx e Adam Smith no maior papo cabeça.

Liberalismo e Socialismo

Entre os séculos XVIII e XIX, as diversas transformações que marcaram a Europa e o continente americano, possibilitaram o surgimento de novas concepções preocupadas em dar sentido ou teorizar a rápida ascensão do sistema capitalista. Para tanto, vários pensadores se debruçaram na árdua tarefa de negar, reformar ou legitimar as novas relações de ordem social, econômica e política que ganhavam fôlego em um mundo que passava a ter uma nova roupagem.

Bacana esse vídeo, a globo acerta nas produções, mas nos telejornais é lamentável!!

Uma das mais marcantes transformações trazidas pelo capitalismo foi, sem dúvida alguma, a sua impressionante capacidade de racionalizar o gasto dos recursos e gerar riquezas. Após a deflagração da Revolução Industrial, as possibilidades de se aperfeiçoar a exploração da mão-de-obra, da tecnologia e dos recursos naturais parecia ter alcançado patamares inimagináveis. Contudo, as transformações desse novo período histórico não se resumiam somente à implicações de caráter positivo.

Mesmo com o desenvolvimento de tais potencialidades e a criação de governos que prometiam colocar os homens em posição equivalente, a nova ordem consagrada pela burguesia tinha seus problemas. Em linhas gerais, a ordem capitalista e os governos liberais ainda conviviam com as desigualdades que promoviam a distinção dos indivíduos em classes sociais. Foi nesse contexto que surgiram duas grandes linhas interpretativas dessa nova realidade: o liberalismo e o socialismo.

A corrente liberal defendia os vários pressupostos que compunham essa nova realidade oferecida pelo capitalismo. Aprovavam o direito à propriedade privada, amplas liberdades no desenvolvimento das atividades comerciais e a igualdade dos indivíduos mediante a lei. Além disso, elogiavam a prosperidade do homem de negócios ao verem que sua riqueza beneficiava a sociedade como um todo. Dessa forma, ao acreditavam que a riqueza seria uma benesse acessível a todos que trabalhassem.

Com relação à miséria e as desigualdades, a doutrina liberal acredita que a pobreza do homem tem origem em seu fracasso pessoal. Para que pudesse superar essa situação de penúria, o pobre deveria ter uma postura colaborativa para com seus patrões tendo o cuidado em preservar os seus bens e dar o máximo de sua força de trabalho na produção de mais riquezas. Concomitantemente, lhe seria exigida paciência e fé enquanto virtudes que o ajudariam na superação de sua condição.

Partindo para a interpretação socialista, temos um outro tipo de compreensão que nega os argumentos liberais que tentavam naturalizar as desigualdades. O pensamento socialista, inspirado por pressupostos lançados pelo Rousseau, tenta enxergar esses problemas como conseqüência das relações sociais estabelecidas entre os homens. Seguindo tal linha, os socialistas passariam a realizar uma crítica ao comportamento assumido pelos homens em sociedade que estabelecia tais diferenciações.

Dessa forma, os argumentos que justificavam as desigualdades por meio do fracasso pessoal perdem terreno para o questionamento profundo de toda a lógica que formava a sociedade capitalista. Antes de apontar o progresso do capital como um benefício, os socialistas realizam uma investigação que vai detectar na oposição entre as classes sociais a força que opera grande parte dessas relações e problemas da sociedade.

Tendo suas bases lançadas, liberalismo e socialismo vão compor duas matrizes interpretativas distintas e, algumas vezes, opostas. Contudo, esses pressupostos serão posteriormente reinterpretados em um processo de compreensão da sociedade que, até hoje, apresenta novas possibilidades. Por isso, novos intelectuais se debruçam na mesma importante tarefa de se compreender, criticar e apontar alternativas para nossos moldes de desenvolvimento.

IMPERIALISMO OU NEOCOLONIALISMO NO SÉC. XIX?

Uma imagem clássica que revela os interesses das hegemonias econômicas do século XIX para o XX

Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, França , Alemanha , Bélgica e Itália , eram considerados grandes potências industriais.

Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial . 
Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes

Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África , Ásia e Oceania , dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo ; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo.

Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia . Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos. 

Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperialistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram, a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas.

Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente.

Parece o South Park, só que sem palavrões!!

O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. 

Outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842).

Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio.



Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China , foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas.

A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. 
A realidade nua e crua, literalmente.

Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles.

Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista .

Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdaram dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas.

ORGANOGRAMA DE REFERENCIAÇÕES


Vídeo explicativo bacana

O Imperialismo na África determinou a repartição do continente entre as potências europeias do final do século XIX e início do século XX. Durante vários séculos o continente foi explorado por colonizadores estrangeiros e até hoje sofre as consequências das intervenções de outrora.

O primeiro momento de conquista do território africano na modernidade aconteceu com o avanço das grandes navegações. Inicialmente, Portugal e Espanha foram os colonizadores da África entre os séculos XV e XVII. Esta primeira fase é conhecida como Colonialismo.

Até o século XIX a intervenção européia esteve presente apenas no litoral do continente africano, com uma exploração especialmente marcada pelo trafico negreiro que acontecia no Oceano Atlântico. Mas com a ascensão de outras potências europeias acirrou a corrida pelo domínio do continente e ampliou a exploração, adentrando no território.

A entrada de novos países europeus no cenário de dominação do continente africano causou uma imensa fragmentação das comunidades e das culturas nativas, a exploração passou a ser guiada pelos interesses ligados às riquezas naturais – como ouro, cobre e diamantes – e pelas estratégicas regiões localizadas próximas ao Mar Mediterrâneo visando os privilégios no comércio marítimo.

O primeiro país europeu, após Portugal e Espanha, a invadir o continente africano foi a França, que desenvolveu sua conquista imperialista entre 1830 e 1857 na Argélia. Era apenas o começo de uma nova fase de exploração intensa da África. Os franceses prosseguiram a conquista estabelecendo-se na Tunísia, na África Ocidental e na África Equatorial, sendo que o domínio se expandiu ainda até regiões como Madagascar e Marrocos.

Em seguida aos franceses vieram os ingleses, os quais promoveram a conquista imperialista no Egito e o domínio do Canal de Suez. Os alemães vieram em seguida conquistando a África Oriental e Camarões, Togo e Namíbia, estes na parte ocidental do continente. Já atrasados, chegaram os italianos promovendo o domínio na Líbia, na Eritréia e na Somália.

Os povos europeus tinham grande supremacia no processo de conquista imperialista no continente africano. A capacidade de tais países, pelo crescimento conquistado ao longo dos séculos com base na exploração, era inegável e oferecia condições de enfrentamento com grande poderio. As comunidades africanas, contudo, não deixaram de enfrentar os europeus, é bem verdade que a derrota era quase inevitável, mas o processo de dominação imperialista na África não foi tão fácil quanto se pode parecer.

Já entre os países europeus, as disputas por territórios imperialistas no continente africano, onde se pudesse explorar as riquezas e estabelecer a influência ideológica, também foram motivo de atritos. As tensões entre as novas potências europeias foram crescendo gradativamente, em simultaneidade com a intensificação do processo de dominação. O ambiente se tornou tão instável que a corrida pela conquista do continente africano e também do asiático foi um dos motivos para a eclosão da Primeira Grande Guerra Mundial em 1914.

O Imperialismo na Ásia
No final do século XIX a Ásia se mostrava com uma organização social mais complexa do que aquela da maior parte do continente africano, que vivia sob uma organização tribal. Assim como ocorrera na África, também na Ásia o Imperialismo significava a expansão dos grandes capitais do mercado europeu em busca de investimentos e retorno econômico. Diferentemente da dominação econômica na América Latina praticada na mesma época, o processo de dominação asiática foi acompanhado da intensiva ocupação político-militar. Mais do que a África (que não tinha um expressivo mercado consumidor, mas muitas matérias-primas), a Ásia se tornou o grande alvo da expansão européia, já que possuía um grande mercado consumidor e economias mais complexas do que as africanas. 

A partilha da Ásia
As principais potências europeias que se encontravam na África participaram também da partilha da Ásia, como Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha. Mas outras potências também tomaram parte nesse processo, é o caso da Holanda (que desde o século XVII, dominava a Indonésia); do Japão (que iniciou, após a sua vitória na Guerra Russo-japonesa, de 1905, a sua expansão imperialista); dos EUA (que deram início a seu imperialismo em 1898), e ainda da Rússia, que já exercia uma dominação no território asiático não caracterizada como imperialista. O curso tomado pelo imperialismo ocidental na Ásia foi consideravelmente diferente e mais complexo do aquele praticado anteriormente na África. Na Ásia, alguns Estados europeus já possuíam possessões que datavam da época inicial da colonização, como Portugal, desde o século XVI, além de França, Holanda e Inglaterra desde os séculos XVII e XVIII. Assim como ocorrera na África, o imperialismo ocidental na Ásia também estimulou as rivalidades das grandes potências colonizadoras e produziu repetidas crises internacionais. 

Na disputa pelo sudeste asiático encontravam-se França e a Inglaterra. Desde meados do XIX, os franceses tinham fundado a Indochina Francesa, ao mesmo tempo, os britânicos se expandiram para o leste da Índia e dominaram a Birmânia, Cingapura e organizaram na parte Sul do território, uma faixa de pequenos protetorados. No final do século XIX, a Tailândia era a única região a permanecer como Estado independente no sudeste asiático, apesar de ameaçada por franceses e ingleses. Nas fronteiras ao Norte e ao Ocidente da Índia, os conflitos eram entre a Rússia e a Inglaterra. 

O Japão
A entrada do Japão no grupo dos países imperialistas se deu através da própria pressão imperialista dos Estados Unidos e da Inglaterra. Inicialmente um país fechado, sob pressão dos Estados Unidos, que impuseram os Acordos desiguais de Comércio, o Japão (governado oficialmente por um imperador, mas na prática governado pelo comandante das Forças Militares Japonesas, o Xogun) foi obrigado a promover a abertura de alguns dos seus portos para os países ocidentais, causando, em 1868, a revolta que culminou com a Restauração Meiji, que restaurou os poderes do imperador. A Era Meiji foi responsável pelo fim do regime feudal no Japão e o início do seu processo de modernização. As reformas que visavam a ocidentalização japonesa incluíram uma reforma monetária, militar, o envio de japoneses aos centros de estudo do Ocidente e o incentivo à industrialização. Em 1895, o Japão saiu vencedor da Guerra Sino-japonesa (1894 e 1895) e em 1905, derrotou a Rússia na Guerra Russo-japonesa (1904-1905), conquistando a Coréia e a região Sul da Manchúria, na China, dando início à sua expansão imperialista. 

O Imperialismo norte-americano
Desde o século XIX, os Estados Unidos mostraram interesse pela região do Pacífico. A partir de 1898, invadiram o Havaí e, após a vitória na guerra contra a Espanha, no mesmo ano, anexaram Guam e as Filipinas, passando a ter uma forte penetração na Ásia. 

O Imperialismo russo
A presença russa no território asiático é bastante anterior a das outras nações europeias, desde o século XVI, os russos haviam ocupado uma grande extensão da Sibéria e, portanto, contava com mais facilidades para expandir suas fronteiras na Ásia. No entanto, a dominação russa na China, no Afeganistão, na Coréia e na Pérsia se diferenciava do imperialismo praticado pelas outras potências imperialistas. A Rússia ainda era um país pouco industrializado e não dispunha de capitais para exportar para outras regiões, ao contrário, era ela própria um escoadouro dos capitais da Europa Ocidental, principalmente do capital francês. 

A ocupação da Índia
A Índia foi a principal colônia inglesa na Ásia. A dominação inglesa nessa região foi fruto de um longo processo que se estendeu até meados do século XIX quando a coroa britânica assumiu o controle político sobre a Índia. Dentre outras ações, os colonizadores ingleses desorganizaram a produção agrícola indiana implantando as plantações de ópio para o comércio com a China. 

O caso da China
Antes da chegada dos europeus, os chineses viviam sob a dinastia estrangeira Manchu. Desprezados pelo restante da China (que considerava sua cultura inferior o Sul do território chinês) Macau, Cantão e Hong Kong já eram tradicionalmente regiões mais abertas ao comércio ocidental. A abertura do restante do país se deu em conseqüência da derrota chinesa nas duas Guerras do Ópio contra a Inglaterra. A partir de então, muitos países ocidentais passaram a investir e a exportar produtos para a China. Apesar do avanço de várias potências imperialistas sobre a China, os Estados Unidos manifestaram o seu interesse em preservar a unidade territorial Chinesa. Os chineses organizaram várias revoltas e movimentos de resistência contra o domínio estrangeiro no país. 

O Imperialismo na América Latina 
Além da África e da Ásia, a presença imperialista se estendeu também em direção à América Latina, no entanto, a dominação imperialista nessa região não se fez pela ocupação militar, mas com a exportação de capitais, transformando as economias locais em dependentes das economias europeias. Os países latino-americanos praticavam uma economia de produção de produtos primários para a exportação e importavam produtos industrializados e capitais europeus, principalmente sob a forma de empréstimos, construção de ferrovias e instalação de telégrafos. 

O capitalismo monopolista
Essa nova fase da economia capitalista foi fortemente marcada pela concentração econômica da produção e do capital pelas grandes empresas ou associações empresariais. A livre iniciativa empresarial gerou uma intensificação da concorrência promovendo uma verdadeira guerra de preços. Nessa situação, as empresas mais competitivas eliminavam ou comprovam empresas menores, formando os grandes conglomerados econômicos, concentrando enormes capitais e dominando alguns setores da produção. Dessa forma, surgiram os monopólios industriais que passaram a eliminar a concorrência e fixar preços em busca de um lucro cada vez maior.

LISTAS EXERCÍCIOS:

  1. LISTA 1;
  2. LISTA 2;
  3. LISTA 3;
  4. LISTA 4.
TREINEM, ESTUDEM E TIREM UM 10!!!!!!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

9º A e B - Descolonização da África e da Ásia - 2º BIMESTRE - 2016

A DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E ÁSIA



Causas da descolonização

Sempre houve intensa resistência das nações afro-asiáticas em relação às práticas imperialistas das grandes potências. Contudo, a supremacia bélica dos europeus fez a diferença no processo neocolonizador, levando continentes inteiros à partilha por parte dos europeus e milhares de pessoas a condição de inferiores ou ao extermínio. 

Com o final da Segunda Guerra Mundial se intensifica as lutas dos nativos em prol de sua emancipação. Entre os motivos que favoreceram esse processo pode-se destacar:

O enfraquecimento das potências europeias como a França, Inglaterra e Alemanha, que estavam estraçalhadas com o desgaste ocasionado pela Segunda Guerra Mundial.
As ideias acerca da autodeterminação dos povos, que deu origem a movimentos como o pan-africanismo, que defende a união e independência de todos os povos africanos.

O despertar do nacionalismo e a atração dos ideais socialistas, que acusava o sistema capitalista de ser o grande causador do processo colonizador. Cabe destacar que a URSS tinha um claro e favorável posicionamento em relação às lutas de emancipação. Ao mesmo tempo, os americanos passaram a tutelar a emancipação de nações afro-asiáticas como forma de extirpar o perigo socialista. 

A descolonização da Ásia e África pode ser descrita a partir de quatro processos distintos: 
  • Em primeiro lugar temos as independências conquistadas por meio da negociação entre a metrópole e as elites das colônias, visando uma gradativa autonomia. 
  • A tentativa por parte da metrópole de exercer um controle sobre todo o processo de emancipação, como foi o caso da Índia e do Paquistão. 
  • As lutas das guerrilhas locais e a tentativa fracassada da metrópole conter os processos de emancipação. 
  • Os acordos entre os interesses da metrópole e as elites conservadoras, onde normalmente o processo de emancipação acabou eclodindo em guerras civis, como no Vietnã. 
Na nova ordem marcada pela disputa entre EUA e URSS os países afro-asiáticos foram pressionados a se alinharam com os grandes blocos que lideravam. A insatisfação de inúmeros países com relação a esse alinhamento incondicional deu lugar à Conferência de Bandung, na Indonésia, realizada em 1955, onde líderes de 29 países declararam a sua neutralidade em relação à Guerra Fria, e a não aceitação da interferência das superpotências nos assuntos internos. 

Há de se observar, contudo, que mesmo durante a Conferência de Bandung, vários países já estavam alinhados com a União Soviética, como no caso do Vietnã do Norte e da China e, da mesma forma, vários países já haviam sido arregimentados pelos EUA, como o Japão. Entre os principais pontos defendidos pela conferência, alguns muitas vezes não foram respeitados, como a solução dos conflitos por meios pacíficos, ou o respeito à justiça, mesmo assim cabe destacar alguns dos mais importantes:
  • Respeito à soberania e integridade territorial de todas as nações. 
  • Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas. 
  • Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país. 

Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências, ou seja, a não aceitação de participar de esforços militares em prol das grandes potências, como a OTAN ou o Pacto de Varsóvia. 


Como já foi visto, o socialismo exerceu grande influência no processo de descolonização da África e Ásia. Já no começo do século Lênin, a grande mente da Revolução Russa, havia feito criticas incisivas ao imperialismo. Na pós-revolução russa, os bolcheviques também propagaram a ideia de autodeterminação dos povos até então oprimidos pelo regime czarista, apesar de que tal intento nunca foi levado a sério. 


Essas bandeiras, aliadas com os ideais socialistas (como o bem comum, o fim da propriedade privada e a distribuição igualitária de riquezas), com o relativo sucesso econômico (a União Soviética foi talvez, o país que menos sofreu com a Grande Depressão) e o papel fundamental dos soviéticos na Segunda Guerra Mundial, ressoaram nas nações que almejavam a sua emancipação, galgando inúmeros simpatizantes que por meio de movimentos de guerrilhas conquistaram sua emancipação.


Essa possibilidade de ampliação do bloco socialista fez com que os EUA pressionassem seus aliados França e Inglaterra, no sentido de atuarem a fim de obterem uma emancipação negociada, onde se garantisse os interesses ocidentais e capitalistas nessas regiões. Tal política surtiu efeito, fazendo com que inúmeros países conquistassem sua emancipação, mas efetivamente continuavam economicamente dependentes da antiga metrópole ou de outras potências estrangeiras.


A Descolonização da Ásia:



O processo de independência das áreas coloniais asiáticas foi por meio da guerra ou pacífica.

Mohandas Karamchand Ghandi (1869-1948)
Principal artífice do movimento de independência indiano, é advogado formado em Londres e vive de 1907 a 1914 na África do Sul, onde inicia seu movimento pacifista. Ao retornar à Índia, consegue disseminar seu movimento, cujo método principal de luta é a resistência passiva, que nega qualquer colaboração com o domínio britânico, mas mediada pela não-violência (ahimsa). É preso pelo menos quatro vezes e sensibiliza a opinião pública fazendo greves de fome. Torna-se famoso por sua simplicidade: usa sandálias de camponês e roupas feitas com algodão que ele mesmo tece manualmente. Ganha o apelido de Mahatma (homem santo, patriarca). Tenta manter hindus e muçulmanos unidos, mas os muçulmanos preferem estabelecer um Estado separado, o Paquistão. Em sua homenagem, Indira, filha de Jawaharlal Nehru - o primeiro a ocupar os cargos de primeiro-ministro e chanceler da Índia independente -, adota o sobrenome Ghandi. Ele aceita a divisão do país para evitar um banho de sangue, o que atrai a ira dos radicais nacionalistas hindus. Um deles assassina Gandhi com um tiro em janeiro de 1948.

Independência da Índia:

Bom resumo!

O imperialismo na Índia encontrou uma de suas faces mais nefastas. A milenar cultura indiana sempre atraiu os ocidentais, que por longos séculos os europeus compravam produtos indianos para revender na Europa com lucros fabulosos. Aos poucos os ingleses conseguiram desalojar os comerciantes locais e conquistaram o monopólio das atividades comerciais. Com a Revolução Industrial passaram a vender seus produtos têxteis dentro da Índia exaurindo as centenárias tecelagens indianas. Ao mesmo tempo os ingleses deslocaram milhões de trabalhadores para as atividades ligadas a produtos de exportação, o que levou a Índia a enfrentar grandes períodos de carestia de alimentos, matando mais de 30 milhões de pessoas. Um dos episódios mais terrificantes da história da humanidade.


Durante a Segunda Guerra Mundial vai se destacar no cenário indiano um líder pacifista que vai liderar os indianos à sua emancipação, trata-se de Mahatma Gandhi. Gandhi defendia que a independência seria alcançada pela mobilização espiritual da população, assim defendia a chamada “resistência silenciosa”, onde pregava a desobediência civil, e ao mesmo tempo, a não-violência. Cabe destacar que a não-violência não é uma forma passiva de contestação, muito ao contrário, Gandhi pregava a desobediência a qualquer medida injusta por parte do colonizador, mas no lugar do enfrentamento através da violência, defendia a resistência baseada na não agressão. 

Gandhi

Em 1947 a Índia consegue a sua emancipação, e por ocasião principalmente das diferenças religiosas, mesmo contra a vontade de Gandhi, o país acaba dividido em dois estados: Índia (com maioria hindu) e Paquistão (maioria muçulmana). Essa divisão, com fronteiras discutíveis pelos dois lados, vai levar e diversos conflitos de caráter étnico-religiosos com morte de mais de 250 mil pessoas, além de uma das maiores migrações do século XX, com mais de 10 milhões de pessoas atravessando fronteiras em busca da sua identidade cultural, étnica e religiosa. Dessa contestação fronteiriça surgiu um encarniçado conflito que dura várias décadas pela região da Caxemira, e se estende até os dia atuais.

Independência da Indonésia:

Boa síntese, só precisam trabalhar o espanhol, OK?

A Indonésia, que era colônia holandesa de longa data foi invadida pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, a derrota do Japão na Segunda Grande Guerra precipitou o processo de emancipação uma vez que a Holanda não conseguiu retomar o controle da região. Havia, porém, a real possibilidade da Indonésia se alinhar com os países comunistas, ideia que desagradava os capitalistas em especial o Estados Unidos. Era necessário, portanto, uma intervenção, ou uma descolonização negociada no sentido de garantir o alinhamento da Indonésia com os países capitalistas. 

Em 1949 a Holanda resolve transferir parte do poder para os indonésios. Anos mais tarde, em 1965, o líder nacionalista Sukarno, com pretensões nacionalistas, tentará eliminar os opositores pró-capitalismo com a intenção de uma descolonização plena e alinhamento com a China. Sabendo-se da tentativa de alinhamento comunista, os opositores de Sukarno, apoiados pelo Estados Unidos levarão adiante um sangrento golpe militar, com um saldo de 700 mil mortos.

A partir deste momento a Indonésia transformar-se-ia em um rincão capitalista que tinha o objetivo de impedir a expansão socialista na Ásia. Assim, 1975, a Indonésia vai invadir o Timor Leste, recém descolonizado, com o objetivo de assegurar o prevalecimento da ordem capitalista. Durante décadas os timorenses lutarão por sua independência, ou tentarão negociações com o governo da Indonésia e na ONU. Mesmo após a queda do murro de Berlim a Indonésia relutará em conceder a autonomia os timorenses, temerosa de que o processo de emancipação pudesse se espalhar pelas mais de 13 mil ilhas que formam o arquipélago da Indonésia, onde habitam mais de 300 etnias com algumas centenas de línguas e dialetos diferentes. 

Em 1999 a ONU resolve intervir nos conflitos entre separatistas e grupos paramilitares a favor da Indonésia, e envia tropas de paz para a região, tomando diretamente a administração do Timor Leste, que passa a ser presidida pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello, que seria morto em 2003 no Iraque, quando era representante da ONU na região. 

No ano de 2000 forma-se um governo provisório no Timor Leste. A partir deste momento o Brasil procura oferecer, mesmo que incipientemente, alguma ajuda na região. 

Sukarno (à direita) com o presidente Kennedy (à esquerda), dos Estados Unidos.

Independência da Indochina:

No ano de 1941, como resistência a ocupação japonesa, formou-se um movimento nacionalista – Vietminh – dirigido por Ho Chi Minh. Após a derrota japonesa na guerra foi proclamada a independência da República Democrática do Vietnã ( parte norte). Os franceses não reconheceram a independência e tentaram, a partir de 1946, recolonizar a Indochina, tendo início a Guerra da Indochina. Em 1954, na Conferência de Genebra foi reconhecida a independência da Indochina,
dividida em Laos, Camboja e Vietnã (parte norte e parte sul). A mesma conferência estabeleceu que o paralelo 17 dividiria o Vietnã. Em 1956 formou-se a Frente de Libertação Nacional, contra o governo de Ngo Dinh Diem – apoiado pelos EUA. A Frente contou com o apoio do Vietcong (exército guerrilheiro). O cancelamento das eleições de 1960 deu início à guerra do Vietnã. O Vietcong contou com o apoio do Vietnã do Norte, e o governo de Ngo Dinh Diem dos EUA. A guerra perdurou até 1975, quando os Estados Unidos retiraram-se da região.

A CHINA

Nesta etapa da história da China moderna, os maoístas, depois de travarem um guerra civil que se estendeu por mais de vinte anos, chegaram finalmente ao poder em Pequim proclamando a República Popular da China em outubro de 1949. Desencadeia-se então um duplo processo de revolução e de descolonização, caminho que vai conduzir a China Popular a dois graves enfrentamentos, um contra os Estados Unidos em torno da Coréia (1950-53) e o outro em confronto ideológico com a URSS pós-stalinista (a partir de 1956).

Numa entrevista com o Marechal Montgomery alguns anos após tomado o poder, Mao Tse-tung lamentava o enorme desconhecimento dele e de seus seguidores mais chegados sobre as dificuldades do seu país. De fato é fácil imaginar os obstáculos que os novos dirigentes se depararam ao tentar estabilizar uma nação que desde as Guerras do Ópio (1839-42) vivia num caos permanente. A China encontrava-se politicamente esfacelada pelos infindáveis conflitos intestinos provocados pela longa decadência do império, seguida na república pelos tumultos provocados pelos senhores da guerra e pela torturante presença da opressão colonialista. Agora, com a fundação da China Popular, os líderes lançavam-se num trabalho exaustivo. Não bastava apenas reconstruir uma sociedade dilacerada pela guerra civil, pela presença estrangeira e pela invasão japonesa, era necessário revolucioná-la.


A Caça aos Inimigos do Povo

A China inteira entrava em ebulição revolucionária. Num primeiro momento as forças maoístas realizaram uma campanha de liquidação contra os elementos que haviam sustentado Chiang Kai-shek: funcionários corruptos, administradores provinciais, etc., além de atingir com todo rigor o rebotalho social, herança da velha sociedade chinesa: membros das sociedades secretas, bandidos, traficantes, rufiões... "inimigos do povo" de uma forma geral. O peculiar neste gigantesco processo de depuração social é de que ele contou com uma ativa presença popular convocada a engajar-se na denúncia, juízo e na condenação dos acusados. A época da sua maior intensidade deu-se na primavera de 1951 quando se calcula que em Pequim aproximadamente trinta mil reuniões foram realizadas para tal fim, com a participação de mais de três milhões de pessoas. Tudo parecia como se um povo inteiro, em enormes cerimônias tribais, não apenas localizasse suas chagas como também as exorcizassem.


A Guerra da Coréia

Os projetos mais ousados do período da reconstrução tiveram que ser suspensos devido à dramaticidade dos acontecimentos que envolveram a península coreana, vizinha da China Popular, dividida como ainda hoje se encontra, em duas esferas de influência. No dia 25 de junho de 1950, as forças armadas da Coréia do Norte comunista, franqueando o paralelo 38º, lançaram-se na tentativa da reunificação total do país embaladas pela vitória dos maoístas na China no ano anterior. O Presidente Truman, contando com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, ordenou a mobilização das forças norte-americanas sediadas no Extremo-Oriente para que sustentassem o regime filo-americano da Coréia do Sul, aquela altura já completamente esmagado pela rapidez do ataque nortista.

Conduzidas pelo herói americano da II Guerra Mundial, o general Douglas MacArthur, as forças aliadas (80% delas compostas por norte-americanos) executam uma ousada manobra de desembarque em Inchon, na retaguarda do exército da Coréia do Norte, surpreendendo-o. No dia primeiro de outubro de 1950 o contra-ataque aliado bem sucedido, repeliu o exército norte-coreano, obrigando-o a refluir para as fronteiras de 1945. A 19 de outubro os americanos tomam 
Pyong Yang, a capital do norte, e seguem em direção à fronteira chinesa. Ameaçada pela presença norte-americana, a China Popular reagiu. O ministro das Relações Exteriores da Revolução, Chou En-lai, havia advertido em setembro de 1950 que "o povo chinês não ficará passivo perante uma invasão selvagem de um país vizinho pelos imperialistas".

Temendo que os norte-americanos transbordassem pelas fronteiras coreanas para dentro do território chinês, as forças maoístas, nos primeiros dias de novembro de 1950, ultrapassam o rio Yalu e executam com perfeição uma vasta operação contra-ofensiva, que levou de roldão às tropas norte-americanas. Comandados pelo célebre líder guerrilheiro Lin Piao, os chineses reconquistam Pyong Yang em quatro de dezembro e, no dia primeiro de janeiro de 1951, uma nova onda ofensiva ocupou Seul, a capital da Coréia do Sul. Esta surpreendente operação de dois meses de ataque concentrado, além de ter causado pânico nas tropas norte-americanas, levou o general MacArthur a solicitar a autorização do presidente Truman para lançar um bombardeio atômico contra a China, alegando "não haver substituição para a vitória". O presidente, não querendo começar uma terceira guerra, desta vez atômica, não só rejeitou tal medida extrema como demitiu MacArthur, nomeando o general Ridway para o seu lugar, em 11 de abril de 1951.


O Impasse e a Negociação


Depois de detida a contra-ofensiva chinesa (que foi obrigada a recuar para trás do paralelo 38º), começaram em Pan-Mun-Jon em 25 de outubro de 1951 as demoradas conversações de paz que depois de marchas e contramarchas tiveram seu epílogo apenas em 1953, quando em 27 de julho foi acertado o cessar-fogo definitivo, ocorrendo a troca de prisioneiros.

O Tratado de Amizade Sino-Soviético

As relações entre a jovem revolução chinesa e o poderoso Estado soviético se estreitaram ainda mais com a assinatura de um Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua, firmado em Moscou em 14 de fevereiro de 1950. Foi quando Mao realizou sua primeira viagem ao exterior. Stalin propositadamente deixou o líder revolucionário chinês dois meses à espera de uma audiência para demonstrar quem mandava na hierarquia do movimento comunista, que a partir da Revolução de 1949 deixava de ser eminentemente russo para também abarcar os milhões de chineses.

A URSS, mesmo assim, mesmo tendo tentado enquadrar Mao Tse-tung como subordinado, compreendia perfeitamente o valor e a importância da entrada da China para a esfera socialista. Por isso o seu auxílio desdobrou-se em financiamentos e cooparticipações em projetos industriais de grande porte que se estenderam de 1950 até 1959.


O Auxílio Soviético


Dividiu-se tal ajuda em:
a. créditos a longo prazo: 300 milhões de dólares em 14 de fevereiro de 1950 e em 12 de outubro de 1954 mais 130 milhões de dólares;
b. participação na construção de 258 "grandes projetos" que se estenderam de maio de 1964 a agosto de 1958;
c. um acordo assinado em sete de fevereiro concernente a 78 projetos (desativados quando do êxodo dos técnicos soviéticos no verão de 1960).

Em julho de 1957, o então ministro das finanças, Li Hsiennien, calculou que o conjunto da ajuda soviética havia alcançado cinco bilhões e 294 milhões de yuans (equivalente a 2 bilhões e 100 milhões de dólares), quase o equivalente mencionado depois por Krushev (2 bilhões e 85 milhões de dólares).

REVOLUÇÃO CULTURAL

A Revolução Chinesa foi um movimento político, social, econômico e cultural ocorrido na China no ano de 1911. Liderada pelo médico, político e estadista chinês Sun Yat-sen. Este movimento nacionalista derrubou a Dinastia Manchu do poder.

Causas: China antes da revolução

No século XIX, no contexto do imperialismo, a China era dominada e explorada pelas potências europeias, principalmente pelo Reino Unido. Esta potência imperialista, além de explorar a China economicamente, interferia nos assuntos políticos e culturais da China. Os imperadores da Dinastia Manchu eram submissos à dominação europeia. 

A distribuição das terras produtivas chinesas também era um outro problema para o país, pois quase 90% estavam nas mãos de grandes proprietários rurais (espécies de senhores feudais).

Entre 1898 e 1900 um ato de rebeldia contra a dominação estrangeira ocorreu na China. Os boxers fizeram uma revolta de caráter nacionalista que foi duramente reprimida pelas tropas estrangeiras. Este conflito ficou conhecido como Guerra dos Boxers.

Em 1908, Sun Yat-sen fundou o Partido Nacionalista (Kuomintang) cujo principal objetivo era fazer oposição à monarquia e ao domínio europeu no país. 

A Revolução Nacionalista

Em 1911, com o apoio de grande parte dos militares chineses, Sun Yat-sen foi proclamado primeiro presidente da República Chinesa. Porém, em várias regiões do país comandadas por grandes proprietários rurais ocorreram resistências, mergulhando a China num longo período de guerra civil. 

Em 1925, com a morte de Sun Yat-sen, ocorreu uma disputa pelo controle do Kuomintang, que acabou por se fundir com o Partido Comunista Chinês. 

Em 1927, o general Chiang Kai-shek assumiu o poder do Kuomintang e, no comando das tropas chinesas, começou a combater os opositores da República, entre eles os grandes proprietários rurais e comunistas.

Os conflitos entre nacionalistas e comunistas ficou suspenso apenas na Segunda Guerra Mundial, quando combateram, juntos, o Japão que tentava conquistar a China. Com o término da conflito mundial e a expulsão dos japoneses do território chinês, as tropas nacionalistas de Chiang Kai-shek voltaram a perseguir e combater os comunistas de Mao Tse-tung, reiniciando o conflito armado.

A Revolução Comunista 

Em outubro de 1949, os comunistas tomam o poder e proclamam a República Popular da China, com Mao Tse-tung como chefe supremo. Transformada num país comunista, a China passou por uma série de reformas como, por exemplo, coletivização das terras, controle estatal da economia e nacionalização de empresas estrangeiras.

A Descolonização da África.

Assim como a América do Sul e Central e Ásia, a África também foi colonizada pelos europeus, fato comum entre os citados é que todos foram colônias de exploração. A divisão do continente para exploração ocorreu na Conferência de Berlim, na Alemanha em 1885, nessa fizeram parte Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

A partir dessa conferência ficou definida a divisão geográfica dos respectivos territórios a serem explorados. O processo de exploração das colônias africanas durou muito tempo, as conseqüências atuais são derivadas de vários fatos históricos, sobretudo, da exploração.

No início do século XX, somente a Libéria havia alcançado a independência política em todo continente, isso prova o grau de dependência em relação às metrópoles e também o nível de atraso em desenvolvimento tecnológico, industrial e econômico em comparação aos outros continentes. O processo de independência das colônias em relação às metrópoles européias é denominado historicamente como descolonização.

Doravante a esse período, teve início uma modesta iniciativa de instaurar a independência e autonomia política das colônias, os primeiros a contemplar tal feito foi o Egito nos anos 20, além da África do Sul e Etiópia, ambos nos anos 40.

Um dos fatos que mais favoreceu o processo de descolonização da África foi sem dúvida a Segunda Guerra Mundial que ocorreu na Europa entre 1939 e 1945. Como esse conflito armado que aconteceu no continente europeu o mesmo sofreu com a destruição e o declínio econômico.

O enfraquecimento econômico e político de grande parte dos países europeus, especialmente aqueles que detinham colônias na África, foram aos poucos perdendo o controle sobre os territórios de sua administração.

Esse fato deixa explícito que a perda de territórios se desenvolveu somente pelo motivo de reconstrução que muitos países necessitavam executar, assim não podendo designar forças e recursos para o controle das metrópoles.

Aliado à questão da guerra, surgiram grupos e movimentos que lutavam em busca da independência política, essa onde libertaria se dispersou por todo o continente e perdurou por vários anos. Posteriormente, o resultado foi a restituição dos territórios e surgimento de pelo menos 49 novas nações africanas.

Porém, a luta pela independência se intensificou na década de 60, sempre marcada pelo derramamento de sangue, uma vez que nunca havia atos pacíficos.

Mesmo com todas as adversidades, os países foram alcançando sua independência política, no entanto, a divisão dos territórios ficou definida a partir da concepção européia que não levou em consideração as questões de ordem étnicas e culturais, desatenção que desencadeia uma série de conflitos em distintos lugares da África, isso por que antes dos europeus as tribos tinham suas próprias fronteiras e todos se respeitavam. Com a instauração das novas fronteiras algumas tribos foram separadas, grupos rivais agrupados, entre outros fatos que colocaram em risco a estabilidade política na região.

Depois de longas décadas de lutas para alcançar a autonomia política e econômica, hoje a África conta com 53 territórios independentes, salvo o Saara Ocidental, que é um território de domínio do Marrocos.

Apartheid

Independência do Egito:

O Império turco, iniciado na Idade Moderna, terminou com a Primeira Guerra, mas a independência das várias nações ainda estava distante. Grã-Bretanha e França, vencedoras do primeiro grande conflito mundial, assumiram o controle e dividiram o mundo árabe. O domínio ocidental, inseparável da exploração econômica, acirrou ainda mais o nacionalismo árabe. Embora houvesse colônias desde o norte da África até o Oriente Médio, a maioria desses territórios era protetorado francês ou britânico.


Egito

O processo de descolonização do mundo árabe foi iniciado pelo Egito, que se tornou independente em 1936, com manutenção da monarquia. Em 1954, oficiais liderados por Gamal Abdel Nasser derrubaram o governo do rei Farouk e proclamaram a república. Nasser comandou o país até sua morte em 1970. Marcada por um forte nacionalismo, a política interna egípcia passou a nacionalizar e estatizar companhias estrangeiras, além de iniciar uma reforma agrária e vigorosos planos de modernização do país. Na política externa, o Egito criou o 'neutralismo positivo', diplomacia aberta baseada na defesa às lutas de libertação colonial e no pan-arabismo.


Outros movimentos de libertação

No Magreb francês, em 1956, após vários anos de violentos confrontos nacionalistas, o Marrocos e a Tunísia conseguiram a liberdade. O resto do mundo árabe, como Iraque ou Líbia, constituiu-se em Estados independentes, que buscaram uma identidade cultural enquanto povos islâmicos. Os movimentos de libertação avançaram e o nascimento da Liga Árabe (1945) indicou uma possível união entre as diferentes nações, alicerçada na solidariedade entre seus membros. Depois que esses países se tornaram independentes, o que se observou foram guerras internas que a Liga não pôde evitar. Nesse período, organizou-se também um grande movimento sionista para criar um 'lar nacional judeu na Palestina'. Em 1947, a ONU decidiu pela partilha da Palestina: a judaica e a palestina. Com a retirada britânica, nasceu oficialmente o Estado de Israel (1948), gerando reação dos países árabes e a 'Questão Palestina'.

Independência da Argélia:

O movimento nacionalista argelino começou em 1945. Liderada por muçulmanos este movimento inicial foi reprimido. As manifestações intensificaram-se após a fundação da Frente Nacional de Libertação – influenciada pelo fundamentalismo islâmico. A guerra de independência começou em 1954. Em 1957 ocorreu a Batalha de Argel – duramente reprimida pelo exército francês. No ano de 1962 houve a assinatura do acordo de Evian, ocorrendo o reconhecimento da independência argelina.

A partilha da África na Conferência de Berlim (1884-1885) ignorou a complexidade étnico-cultural e a organização tribal preexistentes. Fronteiras artificiais estabeleceram o 'dividir para reinar'. Apesar da diversidade, foi forjada certa unidade desses povos que, em plena Guerra Fria, organizaram movimentos culturais, partidos políticos e ações armadas para alcançar a independência. Os Estados Unidos apoiaram a descolonização, temendo que o radicalismo das lutas favorecesse a ampliação do bloco socialista. As elites coloniais comandaram o processo, formando dezenas de países após 1950, nos quais as rivalidades persistiram. As colônias da África negra, em sua maioria francesas ou britânicas, iniciaram sua independência em 1957. Foi um processo rápido, do qual surgiram mais de 30 novos países. A independência em geral era negociada e se implantava gradualmente. Em alguns países, porém, ela teve de ser conquistada pelas armas, como Quênia ou Madagáscar.

O colonialismo francês

A França tinha diversos protetorados no norte da África, mas enquanto algumas zonas tinham escassa presença de sua população, na Argélia vivia 1 milhão de franceses (pieds noirs ou 'pés pretos'), que controlavam boa parte das melhores terras do país e não queriam abandoná-las. Além disso, a França tinha fortes interesses econômicos nas colônias, motivo pelo qual se negava a conceder a independência.

A guerra da independência

A oposição da França à independência da Argélia levou a uma guerra, iniciada em 1954. Os nacionalistas argelinos, agrupados na Frente de Libertação Nacional (FLN), lutaram contra as tropas francesas e contra a OAS, movimento militar de extrema direita, favorável à manutenção da Argélia sob o domínio francês. Um dos tristes marcos dessa luta de libertação foi a Batalha de Argel (1957). Apesar das modernas táticas de guerrilha rural e urbana adotadas pela FLN, não foi possível evitar a vitória francesa, o desmantelamento da Frente na capital e a sangrenta repressão à população civil árabe. Apesar da vitória, a longa guerra gerou uma crise no governo francês. Em 1958, o general Charles de Gaulle assumiu o comando do país e iniciou o processo de negociação de paz, apesar da oposição de setores mais conservadores do exército francês. O Acordo de Evian formalizou a independência argelina em 1962.

A independência das colônias portuguesas

Portugal foi o último a ceder à descolonização. Na década de 60, influenciadas pelo modelo soviético, as colônias de Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola iniciaram suas lutas de libertação. O reconhecimento da independência desses países, no entanto, só veio em 1975, após a Revolução dos Cravos (1974) – que causou a queda do salazarismo e a redemocratização portuguesa. Após a independência, desencadearam-se sangrentas guerras civis nesses países. Com o fim da Guerra Fria, antigos conflitos explodiram na África negra, reforçados pela marginalização social e pela estagnação econômica.


As consequências da descolonização:

o surgimento de novos países que, ao lado das nações latino americanas, formaram o bloco do Terceiro Mundo. Este bloco fica sob a dependência dos países capitalistas desenvolvidos (Primeiro Mundo) ou de países socialistas (Segundo Mundo). A dependência deste bloco será responsável pela concentração de renda nos países ricos e pelo crescente endividamento externo dos países subdesenvolvidos, apresentando sérios problemas de saúde, educação, desnutrição, entre outros.

RESUMASSO:

O contexto do processo de descolonização da Ásia se dá quase que simultaneamente ao da Segunda Gurra Mundial, um dos maiores conflitos armados da história. Ao fim da Segunda Guerra, quando se inicia a Guerra Fria, o capitalismo, encabeçado pelos Estados Unidos e o socialismo, liderado pelos Soviéticos tinham grandes pretensões de expandir seus domínios e disseminar suas ideologias e doutrinas para outros territórios. Esses sistemas viram naquele momento uma oportunidade para atingir seus objetivos, e prestaram apoio a várias colônias que queriam se tornar independentes.

As colônias asiáticas alcançaram sua independência em datas próximas, formando quase que uma onda de libertação no continente asiático e quebrando o longo domínio europeu sobre seus territórios, defendendo seus interesses e suas crenças.
Resumo sobre a descolonização da Ásia
A China deu início à revolução socialista em seu território, impedindo assim que forças inglesas, alemãs e japonesas continuassem a comandar a região.
As Filipinas tornam-se independentes em 12 de junho de 1946 tendo sua República proclamada por Manoel Roxas.
O Irã consegue a retirada das tropas do exército soviético em 15 de junho de 1947 tornando-se assim independente.
O Paquistão e a Índia põem fim ao domínio britânico em seu território em 15 de agosto também de 1947.
Siri Lanka (antigo Ceilão) e Brimânia tornam-se independentes em 4 de janeiro de 1948.
O Camboja torna-se independente no ano de 1954, sendo já autônomo dentro da União Francesa desde o ano de 1946. Insatisfeitos com a declaração do príncipe Norodon Sihanuk, que declara-se neutro, a extrema direita das forças armadas lançam um golpe de Estado e derrubam o príncipe em 13 de março de 1970, comandado pelo general Lon Nol que permite a entrada de tropas americanas no país com a finalidade de combater o temido Khmer Vermelho, movimento de extrema que agia na clandestinidade.
O subcontinente da Índia era a parte central do império britânico no século XX, cujos territórios formam hoje Paquistão e Bangladesh. Sua independência iniciou-se de sob o comando do advogado hindu Mohandas Gandhi, que posteriormente passaria a ser conhecido como Mahatma (que significa “grande alma”) Gandhi. Ele pregava resistência de forma pacífica e reformas socioeconômicas que dariam melhores condições de vida aos 60 milhões de párias que tinham posição contra ao monopólio britânico.
No ano de 1947 Índia e Paquistão, lideradas por Jauaharlal Nehru e Liaqat Ali Cã (como primeiro ministro) respectivamente tornam-se independentes, contudo, o alto custo dos conflitos entre hindus e muçulmanos continuam a causar vítimas e os estados de Jammu e Caxemira, mesmo o cessar fogo decretado pela ONU (Organização das Nações Unidas) não dá resultado. Assim no ano de 1957 a Índia tem anexado ao seu território sua parte ocupada do estado da Caxemira, contrariando a Assembleia Geral.

Apesar das dificuldades o continente asiático conseguiu se sobrepor a dominação Européia e fazer-se independente, com apoio de capitalistas e socialistas, várias colônias se libertaram e puderam seguir com suas próprias culturas e sistemas de sociedade.


EXERCÍCIOS FIXAÇÃO:

1. (Mackenzie) "Cremos como verdades evidentes, por si próprias, que todos os homens nasceram iguais, que receberam do seu Criador alguns direitos inalienáveis; que entre esses direitos estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade; que é para assegurar esses direitos que os Governos foram instituídos..."
(Declaração de Independência dos EUA - 04.07.1776).
Esta declaração inspirou-se nos ideais do:
a) Neoliberalismo.
b) Absolutismo.
c) Iluminismo.
d) Positivismo.
e) Estoicismo.

2. (Cesgranrio) "Morre um homem por minuto em Ruanda. Um homem morre por minuto numa nação do continente onde o Homo Sapiens surgiu há um milhão de anos... Para o ano 2000 só faltam seis, mas a Humanidade não ingressará no terceiro milênio, enquanto a África for o túmulo da paz."
(Augusto Nunes, in: jornal O GLOBO, 6.8.94)

A situação de instabilidade no continente africano é o resultado de diversos fatores históricos, dentre os quais destacamos o(a):
a) fortalecimento político dos antigos impérios coloniais na região, apoiado pela Conferência de Bandung.
b) declínio dos nacionalismos africanos causado pelo final da Guerra Fria.
c) acirramento das guerras intertribais no processo de descolonização que não respeitou as características culturais do continente.
d) fim da dependência econômica ocorrida com as independências políticas dos países africanos, após a década de 50.
e) difusão da industrialização no continente africano, que provocou suas grandes desigualdades sociais.

3. (Cesgranrio) "A Conferência está de acordo em declarar que o colonialismo, em todas as suas manifestações, é um mal a que deve ser posto fim imediatamente."
(DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG, abril de 1955)

Após a Segunda Guerra Mundial, a dominação ocidental no continente asiático e no continente africano foi contestada por movimentos locais de confronto com as nações imperialistas, em prol da independência e da autodeterminação dos povos desses continentes. Dentre os fatores que possibilitaram o processo de descolonização afro-asiático, NÃO podemos apontar a(o):
a) influência da doutrina socialista, principalmente nas áreas coloniais que sofreram transformações revolucionárias, tais como o Vietnã e Angola.
b) transferência para as áreas coloniais de uma ideologia humanista e antinacionalista, expressa na organização doutrinária do Bloco dos Não-Alinhados.
c) deslocamento dos centros hegemônicos das decisões políticas internacionais da Europa para os EUA e a U.R.S.S.
d) enfraquecimento das potências coloniais européias provocado por sua participação na Segunda Guerra Mundial.
e) fim do mito da inferioridade dos povos afro-asiáticos, em virtude das vitórias japonesas contra os ocidentais na guerra do Pacífico.

4. (Fatec) A descolonização do Oriente Médio enfrentou sérias dificuldades decorrentes, entre outras razões, das arbitrariedades cometidas na demarcação dos territórios de cada uma das novas nações. Esse procedimento, ao tentar solucionar os problemas dos ex-dominadores, dividiu grupos tradicionais, tirando-lhes regiões ricas ou estratégicas, colocando, com isso, os nascentes Estados em rivalidade permanente e levando, algumas vezes, ao surgimento de guerras como a Guerra dos Seis Dias (1967).
Esse conflito trouxe como principal problema para aquela região:
a) o boicote petrolífero determinado pela OPEP contra os países do Ocidente.
b) a guerra civil no Líbano após a queda de Nasser no Egito.
c) a ocupação por Israel de vários territórios árabes, principalmente a margem ocidental do rio Jordão.
d) a internacionalização de Jerusalém e a ocupação israelense em Golan.
e) o fechamento do Canal de Suez e a ocupação egípcia da região do Sinai.

5. (Fgv) "... em 1955, em Bandung, na Indonésia, reuniram-se 29 (...) países que se apresentavam como do Terceiro Mundo. Pronunciaram-se pelo socialismo e pelo neutralismo, mas também contra o Ocidente e contra a União Soviética, e proclamaram o compromisso dos povos liberados de ajudar a libertação dos povos dependentes..."
A conferência a que o texto se refere é apontada como um
a) indicador da crise do sistema colonial por representar os interesses dos países que estavam sofrendo as conseqüências do processo de industrialização na Europa.
b) indício do processo de globalização da economia mundial uma vez que suas propostas defendiam o fim das restrições alfandegárias nos países periféricos.
c) sintoma de esgotamento do imperialismo americano no Oriente Médio, provocado pela quebra do monopólio nuclear a favor dos árabes.
d) sinal de desenvolvimento da economia dos denominados "tigres asiáticos" que valorizou o planejamento estratégico, a industrialização independente e a educação.
e) marco no movimento descolonizador da África e da Ásia que condenou o colonialismo, a discriminação racial e a corrida armamentista.

6. (Fgv) O genocídio que teve lugar em Ruanda, assim como a guerra civil em curso na República Democrática do Congo, ou ainda o conflito em Darfur, no Sudão, revelam uma África marcada pela divisão e pela violência. Esse estado de coisas deve-se, em parte,
a) às diferenças ideológicas que perpassam as sociedades africanas, divididas entre os defensores do liberalismo e os adeptos do planejamento central.
b) à intolerância religiosa que impede a consolidação dos estados nacionais africanos, divididos nas inúmeras denominações cristãs e muçulmanas.
c) aos graves problemas ambientais que produzem catástrofes e aguçam a desigualdade ao perpetuar a fome, a violência e a miséria em todo o continente.
d) à herança do colonialismo, que introduziu o conceito de Estado-nação sem considerar as características das sociedades locais.
e) às potências ocidentais que continuam mantendo uma política assistencialista, o que faz com que os governos locais beneficiem-se do caos.

7. (Fuvest) Assolado pela miséria, superpopulação e pelos flagelos mortíferos da fome e das guerras civis, a situação de praticamente todo o continente africano é, neste momento de sua história, catastrófica. Este quadro trágico decorre:
a) de fatores conjunturais que nada têm a ver com a herança do neocolonialismo, uma vez que a dominação colonial européia se encerrou logo após a segunda guerra mundial.
b) exclusivamente de um fator estrutural, posterior ao colonialismo europeu, mas interno ao continente, que é o tribalismo, que impede sua modernização.
c) da inserção da maioria dos países africanos na economia mundial como fornecedores de matérias-primas cujos preços têm baixado continuamente.
d) exclusivamente de um fator estrutural, externo ao continente, a espoliação imposta e mantida pelo Ocidente que bloqueia a sua autodeterminação.
e) da herança combinada de tribalismo e colonialismo, que redundou na formação de micro-nacionalismos incapazes de reconstruir antigas formas de associação bem como de construir novas.

8. (Fuvest) As resistências à descolonização da Argélia derivaram essencialmente:
a) da reação de setores políticos conservadores na França, associados aos franceses que viviam na Argélia.
b) da pressão das grandes potências que temiam a implantação do fundamentalismo islâmico na região.
c) da iniciativa dos Estados Unidos que pressionaram a França a manter a colônia a qualquer preço.
d) da ação pessoal do general De Gaulle que se opunha aos projetos hegemônicos dos Estados Unidos.
e) da atitude da França que desejava expandir suas colônias, após a Segunda Guerra Mundial.

9. (Fuvest) Portugal foi o país que mais resistiu ao processo de descolonização na África, sendo Angola, Moçambique e Guiné-Bissau os últimos países daquele continente a se tornarem independentes. Isto se explica
a) pela ausência de movimentos de libertação nacional naquelas colônias.
b) pelo pacifismo dos líderes Agostinho Neto, Samora Machel e Amílcar Cabral.
c) pela suavidade da dominação lusitana baseada no paternalismo e na benevolência.
d) pelos acordos políticos entre Portugal e África do Sul para manter a dominação.
e) pela intransigência do salazarismo somente eliminada com a Revolução de Abril de 1974.

10. (Fuvest) Na década de 1950, dois países islâmicos tomaram decisões importantes: em 1951, o governo iraniano de Mossadegh decreta a nacionalização do petróleo; em 1956, o presidente egípcio, Nasser, anuncia a nacionalização do canal de Suez. Esses fatos estão associados
a) às lutas dos países islâmicos para se livrarem da dominação das potências Ocidentais.
b) ao combate dos países árabes contra o domínio militar norte-americano na região.
c) à política nacionalista do Irã e do Egito decorrente de uma concepção religiosa fundamentalista.
d) aos acordos dos países árabes com o bloco soviético, visando à destruição do Estado de Israel.
e) à organização de um Estado unificado, controlado por religiosos islâmicos sunitas.

11. (Puc-rio) As lutas pela descolonização transformaram profundamente o mapa político mundial na segunda metade do século XX. As alternativas abaixo relacionam características importantes dos Estados nacionais surgidos na África e Ásia ao longo desse período, com EXCEÇÃO de uma. Qual?
a) A maioria dos novos Estados nacionais adotou sistemas políticos e modelos de governo ocidentais inspirados nas experiências de suas metrópoles.
b) Os Estados recém-constituídos conseguiram construir uma identidade política sólida, o que permitiu a organização do movimento dos países "não-alinhados", em Bandung, na Indonésia.
c) Na maioria dos novos países, coube ao Estado tomar para si as tarefas de modernização e crescimento econômico com o objetivo de promover o desenvolvimento nacional.
d) Nos países em que a independência se realizou por meio de revoluções sociais, os novos Estados tenderam para o modelo soviético.
e) Nos processos de independência conseguidos através de guerras contra as antigas metrópoles, os exércitos nacionais e suas lideranças acabaram por desempenhar um papel de destaque na política nacional dos novos Estados.

12. (Pucmg) Na segunda metade do século XX, após décadas de dominação européia, os povos da África conseguem se libertar. São marcas dos Estados Africanos hoje, EXCETO:
a) o domínio exercido por uma elite africana em lugar do antigo dominador.
b) o falso desenvolvimento econômico realizado em proveito do capital externo.
c) a independência formal associada à manutenção do domínio de "tipo colonial".
d) a solidariedade dos povos negros em luta contra os resíduos da europeização.
e) a tendência autoritária e violenta dos pequenos Estados recém-formados.

13. (Pucsp) "A economia dos países africanos caracteriza-se por alto endividamento externo, elevadas taxas de inflação, constante desvalorização da moeda e grande grau de concentração de renda, mantidos pela ausência ou fraqueza dos mecanismos de redistribuição da riqueza e pelo aprofundamento da dependência da ajuda financeira internacional, em uma escala que alguns países não tiveram nem durante o colonialismo".
Leila Leite Hernandez. "A África na sala de aula". São Paulo: Selo Negro Edições, 2005, p. 615.

O fragmento caracteriza a atual situação geral dos países africanos que obtiveram sua independência na segunda metade do século XX. Sobre tal caracterização pode-se afirmar que:
a) deriva sobretudo da falta de unidade política entre os Estados nacionais africanos, que impede o desenvolvimento de uma luta conjunta contra o controle do comércio internacional pelos grandes blocos econômicos.
b) é resultado da precariedade de recursos naturais no continente africano e da falta de experiência política dos novos governantes, que facilitam o agravamento da corrupção e dificultam a contenção dos gastos públicos.
c) deriva sobretudo das dificuldades de formação dos Estados nacionais africanos, que não conseguiram romper totalmente, após a independência, com os sistemas econômicos, culturais e político-administrativos das antigas metrópoles.
d) é resultado exclusivo da globalização econômica, que submeteu as economias dos países pobres às dos países ricos, visando à exploração econômica direta e estabelecendo a hegemonia norte-americana sobre todo o planeta.
e) deriva sobretudo do desperdício provocado pelas guerras internas no continente africano, que tiveram sua origem no período anterior à colonização européia e se reacenderam em meio às lutas de independência e ao processo de formação nacional.

14. (Uerj) A África subsaariana conheceu, ao longo dos últimos quarenta anos, trinta e três conflitos armados que fizeram no total mais de sete milhões de mortos. Muitos desses conflitos foram provocados por motivos étnico-regionais, como os massacres ocorridos em Ruanda e no Burundi.
(Le Monde Diplomatique, maio/1993 - com adaptações.)

Das alternativas abaixo, aquela que identifica uma das raízes históricas desses conflitos no continente africano é:
a) a chegada dos portugueses, que, em busca de homens para escravização, extinguiram inúmeros reinos existentes
b) a Guerra Fria, que, ao provocar disputas entre EUA e URSS, transformou a África num palco de guerras localizadas
c) o Imperialismo, que, ao agrupar as diferentes nacionalidades segundo tradições e costumes, anulou direitos de conquista
d) o processo de descolonização, que, mantendo as mesmas fronteiras do colonialismo europeu, desrespeitou as diferentes etnias e nacionalidades


15. (Ufmg) "O colonialismo em todas as suas manifestações, é um mal a que deve ser posto fim imediatamente."
Os argumentos dessa reinvidicação, expressa na Conferência de Bandung (1955), estavam fundamentados
a) na Carta das Nações Unidas e Declaração dos Direitos do Homem.
b) na Encíclica "Rerum Novarum" e nas resoluções do Concílio Vaticano II.
c) na estratégia revolucionária do Kominform para as regiões coloniais.
d) na Teoria do Efeito Dominó do Departamento de Estado americano.
e) nas teorias de revolução e imperialismo do marxismo-leninismo.

16. (Ufrn) Em relação ao processo de descolonização afro-asiático, é correto afirmar:
a) As potências européias, fortalecidas com o fim da 2 Guerra Mundial, investiram recursos na luta contra os movimentos de libertação que explodiam nas colônias.
b) A Organização das Nações Unidas tornou-se o parlamento no qual muitos países condenavam o neocolonialismo, dado que proclamava a autodeterminação dos povos.
c) A Guerra Fria dificultou a descolonização, em virtude da oposição de soviéticos e americanos, que viam no processo uma limitação de seu poder de influência na África e na Ásia.
d) As nações que optaram por guerra e luta armada foram as únicas que conquistaram independência e autonomia política frente à dominação dos países europeus.

17. (Ufv) O vasto império colonial português na África, cujas origens se encontram na expansão ultramarina no século XV, começou a ruir a partir da década de 50 do século XX, quando suas colônias iniciam as lutas pela independência. Esse processo estava associado ao fim do Imperialismo e do Colonialismo, com a emancipação das colônias européias na África e na Ásia. Dentre as opções abaixo, assinale aquela que NÃO está diretamente associada ao fim do Imperialismo e do Colonialismo. afro-asiático:
a) A ampliação do poder econômico e político dos Estados Unidos e da União Soviética.
b) As transformações políticas, econômicas, sociais e ideológicas causadas pela Segunda Grande Guerra.
c) A ampliação dos movimentos de caráter nacionalista.
d) O declínio da hegemonia européia iniciado na Primeira Guerra Mundial.
e) As pressões da China comunista pela ampliação de sua área de influência na Ásia e na África ocidental.

18. (Unesp) A Inglaterra, detentora do mais rico e poderoso império marítimo, chegou ao auge de sua supremacia no Século XIX. A decadência do Império Britânico e o processo de descolonização nas colônias oriundas de povoamento inglês, relacionam-se com
a) a educação política veiculada pelos dominadores, procurando desenvolver a consciência antiimperialista dos dominados.
b) a transformação de alguns domínios em comunidades autônomas e iguais, não subordinadas umas às outras, embora unidas por uma fidelidade comum à Coroa Britânica e livremente associadas.
c) o controle administrativo direto das terras árabes, segundo fundamentos filantrópicos e zelo missionário.
d) o prolongado governo pela força e sem nenhum grau de autonomia dos domínios do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
e) a transferência de tecnologia para os domínios da África e da Ásia, a fim de assegurar imediata independência econômica.

19. (Unirio) A descolonização do continente africano, a partir de 1950, libertou nações do imperialismo. Entretanto, não solucionou os problemas estruturais de diversos países do continente. Sobre os países africanos descolonizados, é correto afirmar-se que:
a) em Ruanda, ao processo de independência, conquistada em 1962, seguiu-se a criação de um governo de coalizão popular que, apoiado por investimentos ocidentais, extinguiu as rivalidades étnicas e as guerras tribais.
b) em Angola, a prolongada guerra civil após a independência, em 1975, provocou a intervenção da ONU no conflito, com a participação de soldados brasileiros, cujo objetivo é desarmar a guerrilha e auxiliar na reconstrução do país.
c) em Moçambique, que alcançou a independência em 1975, o movimento guerrilheiro de inspiração socialista FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), apoiado pela União Soviética, conquistou a gestão das regiões auríferas da Rodésia.
d) na Argélia, independente em 1962, após o fracasso das tentativas de estabelecimento da democracia com as recentes eleições, ocorreu o golpe de estado dos fundamentalistas muçulmanos.
e) na Namíbia, a fraqueza política e econômica dos governos posteriores à independência, ocorrida em 1990, facilitou a invasão militar, com a anexação de seu território pela África do Sul.

20. (Ufes) O presidente sul-africano ficou surpreso ao saber que, no Brasil, o maior país de população negra fora da África, se fala uma só língua e se pratica o sincretismo religioso. ("O Globo" - 23/7/98)

O texto se refere à visita ao Brasil do presidente sul-africano, Nelson Mandela, que combateu duramente os sérios problemas enfrentados pela África do Sul após se libertar da sujeição efetiva à Inglaterra. Uma das dificuldades por que passou o país foi a política de "apartheid", que consistia no(a)
a) resistência pacífica, que previa o boicote aos impostos e ao consumo dos produtos ingleses.
b) radicalismo religioso, que não permitia aos brancos professar a religião dos negros, impedindo o sincretismo religioso que interessava aos ingleses.
c) manutenção da igualdade social, que facilitava o acesso à cultura a brancos e negros, desde que tivessem poder econômico e político.
d) segregacionismo oficial, que permitia que uma minoria de brancos controlasse o poder político e garantisse seus privilégios diante da maioria negra.e) desarmamento obrigatório para qualquer instituição nacional e exigência do uso exclusivo do dialeto africano nas empresas estrangeiras.


GABRITO: 
1.C 
2.C 
3.B 
4.C 
5.E 
6.D 
7. E 
8.A 
9.E 
10.A 
11.B 
12.D 
13.C
14.D 
15.A
16.B
17.E 
18.B
19.B
20.D